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O reactor número 1 da Central Nuclear de Taishan, a cerca de 80 quilómetros de Macau, entrou em funcionamento de forma “secreta” no início do mês. A notícia foi avançada pela agência FactWire, de Hong Kong, que refere que a uma semana da entrada em funcionamento da infra-estrutura foram detectados mais problemas pelo Governo chinês, nomeadamente através da Administração Nacional para a Segurança Nuclear (NNSA, na sigla inglesa).
A notícia tem por base a informação divulgada na página da Agência Internacional da Energia Atómica, que colocou, no dia 6 de Junho, no campo do estado do reactor da Central Nuclear de Taishan a expressão “em funcionamento”. Contudo, diz a FactWire, o maior accionista, a empresa China General Nuclear Power, nunca declarou essa informação de forma oficial nem publicamente.
Ainda de acordo com a agência de Hong Kong, uma semana antes da entrada em funcionamento da Central Nuclear de Taishan, um relatório da NNSA apontava para várias falhas nas operações. Na sequência de uma inspecção nos finais de Maio, o regulador chinês declarou que tinha encontrado lacunas nos sistemas de monitorização da actividade dos reactores, assim como falhas humanas nas respostas aos falsos alarmes. Segundo o mesmo relatório, a empresa tinha de corrigir as falhas apontadas, antes de colocar em funcionamento o reactor.

Tecnologia com atrasos
Por outro lado, foram deixadas sugestões por parte do regulador, como a necessidade de haver maior formação para reduzir as hipótese de erros humanos. O relatório não indica o tempo necessário para corrigir os trabalhos. Também não existe informação se os problemas identificados foram corrigidos no espaço de seis dias, ou seja até à altura do funcionamento da central nuclear.
Recorde-se que os projectos que recorrem a Reactores de Água Pressurizada Europeus têm tido vários atrasos. Nos países onde também estão a ser instalados, nomeadamente França e Finlândia, houve sucessivos atrasos nas obras e foram detectados vários defeitos. A Central Nuclear de Taishan será assim a primeira a entrar em funcionamento com recurso a este tecnologia.
Também em Dezembro do ano passado houve um acidente nas instalações a 80 quilómetros de Macau, quando uma caldeira da central nuclear apresentou fissuras durante um teste.
O Governo de Macau tem um mecanismo de comunicação com as autoridades de Cantão sobre esta central nuclear, contudo, até ontem à noite não tinha sido comunicada, nos canais oficiais, a entrada em funcionamento da infra-estrutura.

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