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“Celebrar na Tela” é o nome da exposição colectiva inaugurada ontem na Fundação Rui Cunha. A mostra, que reúne 30 obras em aguarela, fica patente ao público até 27 de Maio

 

Paisagens figuram como o cenário comum a 30 aguarelas que formam “Celebrar a Tela”, uma exposição colectiva que junta as obras de seis artistas da China, Austrália, Reino Unido e Moldávia. A mostra, inserida nas celebrações do sexto aniversário da Fundação Rui Cunha, fica patente até 27 de Maio.

Em exibição encontram-se aguarelas de três pintores da China (Lin Tao, Ping Long e Wu Kemeng), um do Reino Unido (John Hoar), um da Austrália (Hermen Pekel) e um da Moldávia (Eugen Chisnecean). “São artistas com muita qualidade. Têm todos um grande percurso dentro da aguarela”, sublinhou Raquel Dias, coordenadora da área de apoios socioculturais e filantrópicos da Fundação Rui Cunha.

Lin Tao foi um dos três pintores que marcou presença na inauguração da exposição colectiva para a qual contribui com cinco aguarelas, sendo a sua preferida uma em que retrata com tintas diluídas em água a paisagem da terra-natal: Qingdao. Na tela sobressai o mar azul, onde um barco segue viagem, com as montanhas em pano de fundo. A mensagem por detrás da obra é “a vida em movimento”, explicou o artista de 48 anos, que expõe pela primeira vez os seus trabalhos fora da China continental.

Lin Tao chegou a pintar ao estilo ocidental, mas depois encontrou a aguarela e a técnica artística acabou por conquistar o seu “carácter activo”. Hoje é pintor a tempo inteiro numa academia da cidade portuária da província de Shandong, donde é natural.

Chega a Macau por via da Associação de Aguarela de Qingdao, entidade com a qual a Fundação Rui Cunha colabora pela segunda vez e que trouxe então três representantes ao território, como explicou Raquel Dias.

 

Arte caridosa

Esta associação vai também participar, no sábado, no evento “Arte pela Caridade”, também inserido nas celebrações do sexto aniversário da Fundação Rui Cunha. “Esperamos reunir mais de 100 artistas, sendo que a Fundação Rui Cunha vai doar 100 patacas por cada artista que aparecer e em seu nome. O dinheiro angariado vai reverter para a Caritas”, indicou a mesma responsável. A iniciativa vai decorrer entre as 9h e as 11h nos Lagos Nam Van.

Dependendo também da participação, vão ser escolhidas 20 a 30 obras (a serem posteriormente acabadas) que, se os artistas concordarem, vão ser depois leiloadas. As verbas angariadas revertem igualmente para a organização de caridade.

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