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O rçamento de 6,5 milhões de dólares de Hong Kong afasta Filipe de Souza da participação na Taça Mundial de Carros de Turismo. O macaense pondera fazer uma pausa na carreira e falhar Grande Prémio de Macau

O macaense Filipe de Souza esteve a testar um BMW M4 GT4, na semana passada, no Japão, mas o futuro pode passar por uma pausa na carreira. A hipótese foi avançada, ontem, pelo piloto, que equaciona não participar no Grande Prémio de Macau.
Por um lado, o piloto gostava de correr na primeira edição da recém-criada Taça Mundial de Carros de Turismo (WTCR), que substituiu o Campeonato Mundial de Carros Turismo (WTCC). Por outro, o orçamento para participar na competição ronda os 6,5 milhões de dólares de Hong Kong, um montante que para o piloto é visto como praticamente incomportável.
“É claro que quero ir correr no WTCR. Tive ofertas de muitas equipas, mas sinceramente o preço que pedem para corrermos é muito caro. É muito difícil ter capacidade para pagar o montante exigido. São 6,5 milhões de dólares de Hong Kong”, disse Filipe de Souza, ao HM.
Com a transformação em taça, a competição da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para carros de turismo sofreu alterações significativas. Os carros ficaram mais equilibrados ao nível do desempenho, porém, o facto de haver três corridas por fim-de-semana fez disparar os custos de participação.
“Antes uma pessoa chegava a acordo com uma das equipas e só tinha de pagar a taxa de participação. Agora, é diferente. As equipas têm de pagar uma taxa de inscrição que custa muito dinheiro”, contou o piloto. “Subiram muito principalmente porque a competição passou a ter três corridas por fim-de-semana”, frisou.

Grande Prémio em risco
A pausa na carreira de Filipe de Souza pode afectar igualmente a participação no Grande Prémio de Macau e no campeonato local de Carros de Turismo. No ano passado, o macaense correu nas provas, mesmo que de forma pontual. Mas este ano a situação pode mudar.
“Ainda estou confuso sobre o que vou fazer. Já corro há muitos anos e às vezes sinto que é altura de fazer outras coisas. Com o avançar dos anos, depois posso não ter oportunidade de me dedicar a outras actividades… Também vai depender dos patrocinadores”, reconheceu o macaense de 41 anos.
No entanto, o sonho de ganhar em Macau mantém-se: “Esse é sempre o meu objectivo e tenho muitos amigos a dizerem-me para correr até conseguir. Eu também sei que se o carro não tiver problemas, que tenho confiança para conseguir”, frisou.
Na semana passada, Filipe de Souza esteve em Fuji a testar um BMW M4 GT4 com a equipa Studie, que vai participar no campeonato Blancpain GT Asia. Esta foi uma estreia para o macaense no circuito de japonês. “Foi um teste interessante. Mas esperava um pouco mais do carro. Tem uma caixa de velocidades de série, o que tira um bocado o prazer de conduzir”, comenta o piloto.

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