Hato | Seis escolas vão adiar início do ano lectivo

São seis as escolas que vão ter de começar o ano lectivo depois da data prevista em consequência dos danos causados pela passagem do tufão Hato no território. A informação foi dada ontem em conferência de imprensa onde foi apresentado o último balanço dos estragos e dos trabalhos que ainda decorrem

Seis escolas de Macau não vão poder começar as aulas dentro do calendário, a partir de 1 de setembro, quando começa o ano letivo, devido a danos causados pelo tufão Hato, que atingiu a cidade na quarta-feira.

“Quase todas as escolas sofreram de um modo ou outro algum dano. Temos 77 escolas, seis necessitam de mudar o dia de início do ano lectivo – quatro são na zona norte, uma em Coloane e uma na zona central”, disse ontem, em conferência de imprensa, a chefe do Departamento de Educação da Direção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Leong Wai Kei.

Os estabelecimentos de ensino que vão adiar o início das aulas são a Escola Primária Luso-Chinesa do Bairro Norte, Escola Luso-Chinesa de Coloane, Sheng Kung Hui Escola Choi Kou, Colégio Diocesano de São José 5, Escola Madalena de Canossa e Escola de Santa Teresa.

Às escolas juntam-se 17 instituições de acção social que ficaram “em mau estado” e cinco creches que “têm de suspender o funcionamento”, complementou o vice-presidente do Instituto de Ação Social, Hon Wai.

Apesar de menos escolas começarem a abrir portas na sexta-feira, o Governo está preocupado com o congestionamento de trânsito, habitual todos os anos, mas que se espera ser agravado devido aos condicionamentos à circulação nas estradas, que foram afectadas pela queda de todo o tipo de estruturas, incluindo árvores.

Além disso, há sete obras em vias públicas a decorrer, que não foram finalizadas a tempo devido ao tufão.

A este cenário juntam-se os danos causados pela tempestade em cerca de 200 autocarros, de um total de 880.

Trânsito difícil

“A situação do trânsito no início do ano lectivo vai ser mais difícil que no ano passado”, alertou o chefe da Divisão da Gestão de Transportes da Direção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Chang Chong Hin.

Para garantir o bem-estar psicológico dos alunos, a DSEJ destacou 200 psicólogos e assistentes sociais, tendo também em conta que há quatro estudantes cujos familiares morreram com a passagem do tufão, que matou dez pessoas e feriu mais de 240.

Representantes de diferentes departamentos do Governo deram conta da existência de cinco edifícios ainda sem água e indicaram que quatro parques de estacionamento ficaram “danificados de forma grave”.

Quanto às árvores, Leong Kim Fong, do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, indicou que mais de 4000 foram derrubadas em espaços públicos, embora tenham a expectativa de salvar algumas, as que mantêm as raízes intactas. Destas, cerca de 20 são consideradas antigas. No total, disse o responsável, foram reunidas “mais de 15 mil toneladas de árvores destruídas”.

O porta-voz do Governo, Victor Chan, admitiu que “muitas infraestruturas [públicas] foram afectadas”, mas ainda não há dados “para avaliar a perda económica”. “Posteriormente iremos avaliar”, disse.

Gastroenterites em pico

O Chefe de Prevenção e Controlo de doença dos Serviços de Saúde, Lam Chong, disse que os casos de gastroentrite tiveram um ligeiro aumento, não considerado grave. No entanto, ontem, durante a conferência de imprensa em que foi dada esta informação, os jornalistas receberam um alerta dos mesmo serviços a anunciar um pico de casos registados no Hospital Kiang Wu no dia 28 de Agosto, de 178 casos.

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