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Cinco pessoas morreram e 153 ficaram feridas, a maioria sem gravidade, devido à passagem hoje em Macau do tufão Hato, o mais forte desde há 18 anos, avançaram as autoridades locais.

A informação anterior dava conta de três mortos à passagem da tempestade tropical, a pior dos últimos 18 anos.

Grande parte da cidade continua sem eletricidade. Em comunicado, o Centro Hospitalar Conde de São Januário, o único hospital público de Macau, informou que ativou o “gerador ‘backup’ para o fornecimento de iluminação de emergência e eletricidade, tendo assim os serviços básicos sido assegurados”.

O hospital informa que a interrupção de energia afetou o sistema de gás, abastecimento de água, de proteção contra incêndios, de segurança, alguns equipamentos de imagiologia e o sistema de ar condicionado, mas todos voltaram a funcionar após ser ligado o gerador.

A intensidade da tempestade fez suspender as ligações entre a península de Macau e a Taipa, as ligações aéreas e marítimas, e obrigou ao encerramento das fronteiras. No entanto, ao início da noite foram parcialmente reabertas as pontes e reiniciadas as viagens de avião e barco.

A circulação no tabuleiro superior da ponte de Sai Van continua, no entanto, interdita a motociclos, enquanto o tabuleiro inferior, em túnel, foi encerrado. Este tabuleiro é habitualmente aberto em caso de tufão, quando a parte superior é fechada ao trânsito.

Na ponte da Amizade só foi reaberta a faixa no sentido Taipa-Macau, enquanto na ponte Nobre de Carvalho foi totalmente reposta a circulação, indicou o Centro de Operações da Proteção Civil (COPC) em mensagem telefónica.

As instalações dos postos fronteiriços da Flor de Lótus e da Zona Industrial Transfronteiriça da parte de Zhuhai, adjacente a Macau, sofreram danos e as autoridades remeteram o anúncio da reabertura para data posterior.

Na mesma mensagem, o COPC informou que ainda não tinham sido reabertas as instalações danificadas do terminal marítimo do Porto Exterior e do Pac On, na Taipa.

A passagem do Hato originou um corte de energia que afectou parcialmente os serviços de telecomunicações, que ainda não foram restaurados.

Chefe do Executivo fez visita

Ontem o Chefe do Executivo, Chui Sai On, realizou uma visita ao serviço de protecção civil e ao jardim Flower City, na Taipa, para se inteirar dos estragos e para acompanhar os trabalhos de acompanhamento.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, fez ainda uma visita ao hospital público, tendo referido, segundo um comunicado, que todos os departamentos da sua tutela devem “unirem-se e trabalharem juntamente com vista à reparação dos efeitos e ajudarem a diminuir, na medida do possível, os prejuízos causados pelo tufão”.

Entretanto o COPC emitiu ontem um outro comunicado sobre um grupo de pessoas que “alegadamente terá ficado encurralado nos edifícios Classic Bay, Grandeur Heights e Hang Tak”. Nele se afirma que “os Serviços de Alfândega e o Corpo de Bombeiros, mal receberam o pedido de ajuda, destacaram imediatamente socorro para o local, nomeadamente um veículo autobomba e outros equipamentos para drenar água”.

“Até este momento, ainda ninguém foi encontrado, contudo os meios deslocados para o local vão continuar as buscas. Se houver informação adicional, será prontamente divulgada ao público”, acrescenta o mesmo comunicado.

O COPC fez ainda um esclarecimento sobre “rumores que circulam na internet sobre um intenso cheiro a gás em várias zonas da região”. “Após vistorias organizadas pelo Corpo de Bombeiros, não foi detectada nenhuma fuga de gás, contudo as autoridades vão manter-se atentas à respectiva situação”, lê-se.

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