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As importações chinesas registaram um crescimento homólogo de 14,7%, em Julho, enquanto as exportações aumentaram 11,2%, no mesmo período, segundo dados ontem difundidos pela Administração-geral das Alfândegas da China.

O país alcançou um excedente comercial de 321.200 milhões de yuan em Julho, uma subida de 1,4%, relativamente ao mesmo mês de 2016.

Os dados ficaram aquém das previsões dos analistas, que apontavam para um aumento de 15% das importações, e de entre 18% e 22% das exportações.

Julian Evans-Pritchard, analista da unidade de pesquisa Capital Economics, afirmou num relatório que “o crescimento do comércio [chinês] parece agora estar numa tendência descendente”.

O Fundo Monetário Internacional previu que o ritmo de crescimento da economia chinesa, a segunda maior do mundo, abrande para 6,6%, este ano, e se fixe em 6,2%, no próximo ano.

Em 2016, a economia chinesa cresceu 6,7%.

O aumento das exportações superou as expectativas no primeiro semestre do ano, num sinal positivo para a liderança chinesa, que quer evitar a perda de empregos em indústrias exportadoras.

A China tem sido o motor da recuperação global, desde a crise financeira de 2008, e um abrandamento nas importações chinesas pode ter repercussões para vários de países.

Nos primeiros seis meses de 2017, por exemplo, a China comprou 25% do conjunto das exportações brasileiras. O país é também o principal cliente do petróleo angolano.

O excedente da China com a UE, o principal parceiro comercial do país, aumentou 3,4%, para 12,2 mil milhões de dólares.

Deslizamento de terras faz oito mortos

Oito pessoas morreram e 17 encontram-se desaparecidas, na sequência de um deslizamento de terras, ocorrido ontem na província de Sichuan, sudoeste da China, informou a agência noticiosa oficial Xinhua. Os escombros cobriram a aldeia de Gengdi, uma zona habitada principalmente pela minoria étnica Yi, segundo as autoridades locais. Cinco pessoas ficaram feridas. O deslizamento ocorreu devido ás fortes chuvas que atingiram a região durante os últimos dias. Em 24 de Junho passado, também na província de Sichuan, um deslizamento de terra e rochas causou quase 100 mortos.

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