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A responsável máxima pela diplomacia norte-americana no leste asiático considerou sexta-feira que a China tem reforçado a fiscalização ao longo da fronteira com a Coreia do Norte, visando cumprir com as sanções impostas pela ONU a Pyongyang.

Num encontro com jornalistas em Pequim, Susan Thornton disse que a China está cada vez mais consciente da urgência de pressionar a Coreia do Norte no sentido de suspender os testes nucleares e de mísseis balísticos.

Em Abril passado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um renovado apelo ao homólogo chinês, Xi Jinping, para ajudar nesses esforços.

Thornton afirmou que os EUA observaram uma “mudança de ênfase” na abordagem da China ao seu vizinho e aliado ideológico.

Pequim “disse que intensificou o controlo nas fronteiras, reforçando o policiamento e as inspecções”, exemplificou.

Sem avançar detalhes, a responsável norte-americana afirmou que Pequim também fez “uma série de outras coisas a empresas” que têm negócios com Pyongyang.

Pedidos e respostas

Washington tem apelado a Pequim para que tome medidas contra firmas específicas e aguarda acções da China, disse.

Pequim aprovou as sanções da ONU e adoptou a suspensão total das importações de carvão oriundas da Coreia do Norte até ao final do ano.

O principal aliado comercial e diplomático de Pyongyang continua a opor-se, no entanto, a que “qualquer país estrangeiro, incluindo os Estados Unidos, mudem o regime pela força”, disse à agência Lusa Wang Li, professor de Relações Internacionais na Universidade de Jilin, província chinesa situada junto à fronteira com a Coreia do Norte.

Thornton afirmou ainda que os EUA, a China e outros países estão também a debater uma futura resolução para a Coreia do Norte, visando reduzir o tempo necessário para adoptar acções na sequência de outro teste nuclear ou com mísseis.

“Estamos a estudar outra série de medidas, que seriam tomadas após outra provocação”, afirmou Thornton.

Essas medidas podem incluir o reforço da pressão económica sobre a Coreia do Norte, apontando como alvo o comércio de bens, possivelmente têxteis, acrescentou.

Enquanto a China tem repetidamente apelado ao diálogo directo entre Washington e Pyongyang, Thornton defende que Pequim percebe agora que é preciso colocar mais pressão antes que isso aconteça.

A responsável revelou ainda que a China parece também ter reconhecido que as acções da Coreia do Norte estão a “prejudicar a própria segurança chinesa de forma fundamental”.

No ano passado, Pyongyang realizou dois testes nucleares, um dos quais reclama ter sido uma bomba de hidrogénio.

Imagens de satélite sugerem que pode estar preparada para realizar o seu sexto teste atómico a qualquer momento.

Na segunda-feira, Pyongyang disse estar pronta para iniciar a produção em massa de um novo míssil de médio alcance, após ter realizado um teste no fim de semana que confirmou a sua capacidade para ser usado em combate.

O objectivo do regime é produzir um míssil balístico intercontinental capaz de atingir o território dos Estados Unidos.

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