Investimento de quase meio bilião de euros na expansão da rede ferroviária

A China vai investir 3,5 biliões de yuan (482.000 milhões de euros) até 2020 no desenvolvimento da sua rede ferroviária, sobretudo na expansão da malha de alta velocidade, anunciou ontem o ministério chinês dos Transportes.

O número foi avançado pelo vice-ministro Yang Yudong, durante a apresentação do Livro Branco dos Transportes, que serviu ainda para rever o desenvolvimento do sector nas últimas seis décadas e traçar os objectivos para os próximos anos.

A rede ferroviária chinesa de alta velocidade atingiu este ano os 19.000 quilómetros – mais do que todos os outros países combinados.

A primeira linha – 120 quilómetros entre Pequim e Tianjin – começou a funcionar em 2008, quando a capital chinesa organizou os Jogos Olímpicos.

Os novos planos incluem a expansão da rede de alta velocidade em cerca de 11.000 quilómetros até 2020, detalhou Yang Yudong.

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Na quarta-feira, o país inaugurou a mais extensa linha de alta velocidade, entre o leste e o oeste do país – 2.252 quilómetros-, que liga as cidades de Xangai e Kunming.

O responsável frisou ainda que a China vai continuar a impulsionar projectos do sector além-fronteiras, dentro da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, um plano de infra-estruturas que pretende reactivar a antiga Rota da Seda.

A iniciativa, anunciada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, inclui a construção de ligações ferroviárias de alta velocidade entre a Ásia e a Europa.

Yang detalhou alguns planos já em marcha, como a construção de linhas, algumas de alta velocidade, no Laos, Indonésia, Sérvia, Paquistão e Etiópia.

O livro branco reafirma ainda a meta, já prevista no Plano Quinquenal para a economia chinesa entre 2016 e 2020, de investir na construção de mais 30.000 quilómetros de malha ferroviária nos próximos anos.

A rede ferroviária chinesa terá então 123.500 quilómetros de extensão.

O plano prevê ainda aumentar as ligações dos comboios inter-cidades e suburbanos, visando reduzir o tempo de viagem entre as grandes metrópoles chinesas e os subúrbios.

Destaque ainda para a construção de redes de transporte interurbano no delta do rio das Pérolas, num passo importante para a integração das regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong com a província de Guangdong.

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