Cáritas | Banco Alimentar acusado de beneficiar residentes da China

ACáritas foi alvo de críticas no programa “Fórum Macau” do canal chinês da TDM por alegadamente beneficiar mais os novos emigrantes de Macau com o apoio fornecido pelo Banco Alimentar do que os locais, sendo que as acusações dizem que muitos dos alimentos terão ido para o interior da China. O secretário-geral da Cáritas, Paul Pun, disse desconhecer a situação, mas prometeu reforçar a supervisão.
A crítica partiu de Chan Fong, subdirectora da Associação de Beneficência e Assistência Mútua dos Moradores do Bairro da Ilha Verde, que falou de beneficiários do Banco Alimentar que levam os alimentos para o interior da China. Esta responsável lembrou que a maioria dos residentes de Macau não está qualificado para receber esta ajuda, já que o limite máximo de rendimento mensal para ter acesso a um cabaz de alimentos é de quatro mil patacas, acabando por ser os novos emigrantes os abrangidos.
Paul Pun apenas referiu que é possível que os beneficiários morem em casas de familiares ou de amigos no interior da China. O secretário-geral da Cáritas defendeu que os novos emigrantes não possuem elevados rendimentos, apesar da inflação continuar elevada.
Paul Pun pede ao Governo que crie mais medidas e que promova uma maior diversidade de supermercados e mercados para que os residentes tenham mais escolha na hora de comprar alimentos. Tal diversificação também irá levar a uma diminuição dos preços, defendeu.
Na semana passada Paul Pun disse que em 2015 cerca de 2100 pessoas receberam esta ajuda, sendo que nos primeiros três meses deste ano já foram acolhidos 580 pedidos. O responsável acredita que mais pessoas vão pedir ajuda este ano, prevendo a continuação de uma elevada inflação.

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