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AEscola Portuguesa de Macau (EPM) cai mais de uma centena de lugares no ranking que compara as médias dos exames nacionais do 12º ano do ensino português. A direcção da escola descarta que haja um declínio na qualidade do ensino.
A lista, elaborada pelo semanário Expresso e pela estação de televisão SIC com base em dados do Ministério da Educação, junta mais de 500 escolas. De acordo com a rádio Macau, que cita a notícia, de um ano para o outro, a EPM caiu 175 posições: do 62º lugar para o 237º.
Ainda que no ano lectivo 2014/2015 a média da escola tenha sido positiva, houve uma descida de 11 valores e meio para 10,88 (em 172 exames) na média. Os alunos fizeram exames nacionais a quarto disciplinas, tendo a média mais alta, de 12,78 valores, sido obtida a Matemática. Já o Português foi a única disciplina com média negativa: 9,97 valores.
Segundo a rádio, Macau perde também o estatuto de escola mais bem classificada entre as instituições portuguesas de ensino no exterior, já que foi ultrapassada pela Escola Portuguesa de Moçambique que, este ano, registou uma subida para o 184º lugar.
A Escola de Ruy Cinatti, em Díli, Timor-Leste, teve uma média negativa de 6,92 valores.
A lista compara os resultados de 505 escolas que realizaram pelo menos cem provas. Para os resultados contam apenas as notas obtidas na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário.

Despreocupados

Em declarações à Rádio Macau, a direcção da EPM recusa que a descida no ranking signifique uma quebra na qualidade do ensino. Zélia Mieiro, vice-presidente, defende a capacidade dos professores da EPM que “são os mesmos que tiveram sempre bons resultados e vão continuar a ter”, como disse aos microfones da rádio.
“Para nós, muito mais importante que estar nessa posição do ranking é o facto de, quando os nossos alunos acabam o 12º ano e vão para escolas do mundo inteiro, verificarmos que eles são sempre elogiados. O mais importante é que eles estejam bem preparados para enfrentar a vida e eles estão”, diz Zélia Mieiro.
A vice-presidente da EPM lembra ainda que a instituição não tem o espírito de concorrência, a não ser com ela própria no sentido de “desenvolver o máximo de competências para que os alunos consigam ter sucesso na vida”.
Nestas declarações à Rádio Macau, Zélia Mieiro destaca ainda o aumento no número de alunos de língua materna não portuguesa que a escola tem recebido desde a introdução do ano preparatório, algo que, apesar de orgulhar a EPM, “pode levar a que algumas pessoas possam considerar que o ensino não seja tão excelente como costuma ser”, embora a responsável acredite que continua a haver uma boa qualidade no ensino.

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