Nunu Wu SociedadeZona A | Moradores queixam-se de ambiente provocado por obras Os residentes das novas habitações na Zona A dos Novo Aterros queixam-se dos vários problemas causados pelo facto de grande parte do aterro ainda ter obras em curso. Os lamentos foram relatados ao jornal Ou Mun. Segundo o jornal Ou Mun, uma residente que mora no edifício Tong Seng, de apelido Chan, apontou que vários estaleiros de obras operam todo o dia e sem parar. Por isso, a moradora deixou a esperança que as autoridades adoptem medidas para reforçar a redução de ruído e de poeiras, com vista a reduzir o impacto junto dos residentes na zona. Outra residente, moradora no edifício Tong Kai, de apelido Leong, apontou que apesar de o Governo já ter anunciado a circulação de autocarros com percursos provisórios na Zona A, a oferta é insuficiente e que se espera que os transportes públicos melhorem o mais rapidamente possível. Leong pede a diversificação das carreiras de autocarros com a inclusão de mais bairros comunitários. Já um residente do edifício Tong Chong, de apelido Chao, observou que quando há vento se sentem no ar o pó e a areia das obras, o que conjugado com o facto de as zonas verdes não estarem totalmente pavimentadas causa elevados níveis de poluição do ar. Chao também criticou a falta contentores de lixo públicos nos aterros, que resulta na acumulação de lixo nas ruas, como pontas de cigarro e embalagens de comida. Este residente indicou ainda que os moradores do edifício Tong Chong têm enfrentado problemas com as fracções, como o facto de haver pregos expostos, e de terem sido registadas quedas de cimento ou da pintura das paredes.
Hoje Macau EventosAFA | Exposição de Tong Chong para ver até 7 de Junho A AFA – Art for All Society, exibe até ao próximo dia 7 de Junho um conjunto de trabalhos do pintor Tong Chong, nascido em Fuzhou, mas residente em Macau desde 1984. Eis uma oportunidade para ver obras de pintura chinesa contemporânea de um artista que foi aluno do conceituado artista Mio Pang Fei [dropcap]U[/dropcap]ma mistura de alegria com simplicidade e até ingenuidade. São estes os adjectivos que Alice Kuok, presidente da AFA – Art for All Society, usa para descrever os trabalhos do artista Tong Chong. A exposição, composta por um total de 22 obras com curadoria de Alice Kuok, intitula-se “Somniloquence” e pode ser vista até ao dia 7 de Junho. Esta é a 11ª exposição individual do autor e faz parte de uma série de exposições a que a AFA deu o título “Perpetual Impermanence”. “Este conjunto com os seus mais recentes trabalhos reflectem uma exploração do artista com as cores nos últimos dois ou três anos”, descreve a curadoria numa nota publicada no website da AFA. “Tong Chong, que tem hoje 40 anos, disse que havia uma ausência de cores claras nas suas pinturas anteriores. Mas como chegou à meia idade, parece ter iniciado um novo entendimento em relação ao uso da cor. Resolveu recorrer a pigmentos usados na pintura tradicional chinesa, porque as cores das plantas e dos minerais são mais naturais, e o uso das cores combinam com a arte tradicional do corte do papel.” Para Alice Kuok, o estilo de Tong Chong “exige uma grande atenção”, ao mesmo tempo que “aparenta ser livre e fácil”. “Sempre que tem tempo ele corta papel em diferentes formas e depois classifica esses pedaços em diferentes categorias, e usa imagens recortadas para criar, colocar e pintar sobre eles”, descreve Alice Kuok. Este processo de experimentação durou alguns meses, nos quais Tong Chong “explorou vários tipos de papel, cola, tipos e marcas de pintura para chegar ao actual método [de criação]”. A curadora aponta que, além da importância de olhar para a forma dos quadros é fundamental olhar “para o estado mental da criação artística”. “Se ele não está num estado mental adequado ele não pinta. Ele disse que o estado mental aqui referido está relacionado com a psicologia e o subconsciente”, acrescentou Alice Kuok. Carreira em Macau Nascido em Fuzhou, na província de Fujian, em 1977, Tong Chong veio para Macau em 1984, não sem antes ter regressado à sua terra natal, com a idade de 13 anos, para estudar pintura. Um ano mais tarde voltaria ao território para ter aulas de pintura moderna na Escola de Artes Visuais do Instituto Politécnico de Macau. Entre os anos de 1991 e 1996, Tong Chong estudou pintura com o conceituado artista Mio Pang Fei. Assumindo ter uma “especial afinidade” com o lado da arte primitiva e folk, o artista assume-se como sendo alguém de poucas palavras. O actual estilo começou a ser definido na adolescência. “A sua pintura nunca se transformou em outras formas da cultura dominante. Ele dedicou-se a explorar a plasticidade de transformar a realidade em padrões e imagens, o que o levou ao caminho da escultura.” Nesse sentido, a exposição patente na AFA contém também alguns trabalhos de escultura do autor.