Hoje Macau China / ÁsiaComissão Reguladora de Valores | Ex-vice-presidente chinês acusado de corrupção O ex-vice-presidente da Comissão Reguladora de Valores da China (CSRC, na sigla em inglês) Wang Jianjun foi ontem formalmente acusado pelo ministério Público chinês de ter recebido “subornos milionários”. Após uma investigação conduzida pela principal agência anticorrupção do país, a Comissão Nacional de Supervisão, o ministério Público informou que apresentou acusações contra o arguido pelo crime de corrupção passiva, segundo órgãos de comunicação locais. Segundo a acusação, Wang terá aproveitado os cargos que ocupou – como subdirector do Gabinete-Geral da CSRC ou diretor do Departamento de Supervisão de Mercado – para obter benefícios para terceiros e aceitar, de forma ilegal, dinheiro e bens em troca. “A quantia envolvida é milionária e Wang deve ser responsabilizado criminalmente pelo crime de corrupção passiva”, indicou o ministério Público. Wang foi vice-presidente do regulador desde 2021 e liderou anteriormente a Bolsa de Valores de Shenzhen, onde impulsionou, em 2020, a reforma do índice tecnológico ChiNext, considerado um dos mais relevantes do setor. A sua destituição ocorreu em Maio, um mês após a abertura de uma investigação disciplinar contra si pelos dois principais órgãos anticorrupção do país: a Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista da China (PCC) e a sua congénere estatal, a Comissão Nacional de Supervisão. Desde que chegou ao poder em 2012, o actual secretário-geral do PCC e Presidente da China, Xi Jinping, tem promovido uma vasta campanha anticorrupção que atingiu responsáveis de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos responsáveis militares e líderes de conglomerados estatais.
Hoje Macau China / ÁsiaQuénia | Três funcionários chineses acusados de suborno [dropcap]T[/dropcap]rês cidadãos de nacionalidade chinesa foram ontem acusados num tribunal em Mombaça, no sudeste do Quénia, de subornos e tentar influenciar uma investigação criminal sobre um escândalo de corrupção no maior projecto de infra-estruturas do país. De acordo com a agência noticiosa Efe, os três acusados são funcionários da construtora China Road and Bridge Corporation (CRBC), subsidiária da empresa estatal Communications Construction Company (CCCC), e negaram no tribunal as acusações que enfrentam. Os três homens são acusados de tentar subornar, com 5.000 dólares, uma equipa que investigava um caso de corrupção na construção do terminal de comboios da Standard Gauge Railway (SGR, na sigla em inglês) de Mombaça. Segundo a acusação, foram registados outros subornos, em períodos posteriores, no valor de 2.000 dólares. Para evitar que os arguidos tentassem influenciar o processo judicial, o juiz não permitiu que os três homens saíssem em liberdade mediante o pagamento de uma caução. O Departamento de Investigação Criminal acompanha, ainda, um alegado caso de manipulação de bilhetes de comboio, que poderá ser parte de uma fraude multimilionária que levou à detenção de vários funcionários quenianos da CRBC, operadora da linha ferroviária do SGR Madaraka Express. Com um custo estimado de 3.600 milhões de dólares, que a torna na infraestrutura mais cara no Quénia desde a sua independência, em 1963, a SGR foi construída principalmente pela CRBC. Ainda que a primeira viagem oficial na linha se tenha realizado em 1 de Junho de 2017, dia de Madaraka, que comemora a independência do país e que baptizou a linha, esta só começou o seu serviço de forma regular em 1 de Janeiro deste ano.