Hoje Macau China / ÁsiaFísico quântico chinês recebe maior distinção da ONU para as ciências básicas O físico quântico chinês Pan Jianwei tornou-se o primeiro cientista chinês a receber o Prémio Internacional Mendeleev para as Ciências Básicas, a mais alta distinção das Nações Unidas nesta área, anunciou a UNESCO. Pan foi distinguido pela terceira edição do Prémio Internacional UNESCO – Rússia Mendeleev para as Ciências Básicas, atribuído anualmente a dois cientistas cujas descobertas e inovações tenham contribuído para avanços transformadores na ciência fundamental. Segundo um comunicado divulgado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o investigador foi reconhecido pelas suas “contribuições pioneiras para as comunicações quânticas seguras em grande escala e para a computação quântica escalável”. Professor de Física na Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), Pan partilha o prémio deste ano com o químico Sergei Sheiko, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, distinguido pelos seus trabalhos na área da física dos polímeros. A UNESCO destacou que a equipa liderada por Pan desenvolveu o satélite quântico Micius, lançado em 2016, que tornou possível a distribuição de chaves quânticas e a teleportação quântica ao longo de milhares de quilómetros. A organização acrescentou que os trabalhos do cientista chinês permitiram demonstrar a chamada “vantagem quântica” na computação, aproximando a criação de uma rede global de comunicações quânticas. Pan lidera igualmente a equipa responsável pelo Jiuzhang 4.0, o mais recente computador quântico fotónico desenvolvido na China. Redes do amanhã Em Maio, os investigadores anunciaram que o sistema fez um cálculo em 25 microssegundos que o El Capitan – actualmente o supercomputador mais potente do mundo – demoraria 10⁴² anos a completar. No ano passado, a tecnologia de comunicação quântica desenvolvida pela equipa foi utilizada para estabelecer uma ligação segura de distribuição de chaves quânticas entre a China e a África do Sul, considerada um passo importante para futuras comunicações intercontinentais altamente seguras. Pan revelou também que a equipa está a desenvolver o primeiro satélite de comunicações quânticas em órbita alta, cujo lançamento está previsto para o próximo ano e que deverá permitir a criação de redes quânticas globais mais eficientes. Em comunicado, a USTC afirmou que a distinção “evidencia a posição de liderança internacional da China nos domínios de ponta da comunicação e da computação quânticas” e sublinhou que Pan é o primeiro cientista chinês a receber este prémio. A Delegação Permanente da Federação Russa junto da UNESCO considerou que o trabalho de Pan constitui “um exemplo brilhante da ligação entre investigação científica fundamental e inovação tecnológica em grande escala”. Além desta distinção, Pan foi também anunciado este mês como vencedor do Prémio de Electrónica Quântica da IEEE Photonics Society, atribuído pelo Instituto de Engenheiros Electrotécnicos e Electrónicos (IEEE), a maior organização técnica profissional do mundo. A IEEE distinguiu o cientista pelo seu “trabalho pioneiro em fontes de fotões únicos e computação quântica óptica”.
Hoje Macau EventosModa | Paulo de Senna Fernandes vence concurso internacional [dropcap]O[/dropcap]macaense Paulo de Senna Fernandes foi ontem distinguido com “Gold Prizes” do concurso internacional IDA Annual Award 2019, prémio norte-americano que vai na 12.ª edição. O designer local, em comunicado, congratulou-se com a honra da distinção obtida. “Sinto orgulho de ter competido num concurso de alto nível, houve mais de 10000 participantes neste concurso”, pode-se ler no comunicado. Paulo de Senna Fernandes refere ainda que os membros do júri acharam o seu vestido “um dos mais belos”. “Sempre quis competir todos anos pelo reconhecimento internacional, pois devo mostrar que em Macau existe talentos, sendo a minha obrigação levar o nome “RAEM” a todo o mundo”, comenta o premiado. O designer macaense participou na competição com um vestido azul, subordinado ao tema “Sereia”.
Hoje Macau EventosGalaxy | Prémio Lui Che Woo distinguiu três entidades internacionais [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]prémio Lui Che Woo, presidente da concessionária de jogo Galaxy Entertainment, distinguiu este ano três entidades internacionais com trabalho na educação de crianças desfavorecidas, redução dos impactos negativos de desastres naturais e condições atmosféricas adversas e para Hans-Josef Fell, nome ligado à energia sustentável. De acordo com um comunicado, os três prémios visam trazer reconhecimento aos “seus extraordinários esforços para superar grandes problemas no mundo”. Cada premiado recebe 20 milhões de dólares de Hong Kong, um certificado e um troféu. O prémio Energia Positiva foi entregue à Pratham Education Foundation, uma organização não governamental (ONG) da Índia que visa a eliminação da iliteracia de crianças desfavorecidas. O júri que concedeu o prémio a esta instituição considera que a ONG “contribui para a realização da literacia e ajuda directamente todos os anos um milhão de crianças a ter acesso ao ensino básico da escrita e da matemática”. Trata-se da “maior ONG da Índia com foco na alta qualidade e baixos custos de intervenção em prol da redução das diferenças no sistema educativo”. “Através de modelos escalonáveis que dão grande ênfase a uma responsabilização orientada para os resultados, a Pratham consegue atingir um sucesso bastante influenciável no panorama educativo na Índia e não só, criando um modelo demonstrativo adaptável aos vários Governos”, aponta o mesmo comunicado. Rukmini Banerji, presidente desta ONG, afirmou estar “surpreendido e agradecido por ganhar o prémio”. “É uma grande honra ganhar um prémio internacional que dá um grande apoio ao trabalho que a Pratham desenvolve na continuação da promoção da qualidade de educação de crianças com maiores necessidades”, frisou, citado por um comunicado. Tempo e energia O prémio Bem-estar Social foi entregue à Organização Meteorológica Mundial (OMM), pelo facto de promover “a redução do impacto dos desastres naturais”. Na visão dos jurados, a OMM “estabelece padrões e providencia uma estrutura para a cooperação internacional ao apoio 191 Estados-membros e territórios a implementar as políticas adoptadas, em prol de uma melhor monitorização, previsão e comunicação das condições meteorológicas a uma escala global”. Para o júri do prémio, o “esforço permanente” da OMM “é fundamental para a redução da perda de vidas humanas devido a climas extremos ou outros incidentes naturais que têm ocorrido na última metade do século”. Por último, o prémio Sustentabilidade foi entregue a Hans-Josef Fell, reconhecido mundialmente como a figura que mais tem promovido o uso das energias renováveis, tendo sido pioneiro nesta área desde os anos 70. Hans-Josef Fell criou a primeira comunidade de energia de produção solar em 1994, “tendo transformado o mercado da energia renovável e, de forma bem sucedida, lutou pela adopção da Lei da Energia Renovável no parlamento alemão”, um diploma que tem sido adoptado “mais de cem vezes em todo o mundo, contribuindo para mudanças nas práticas relacionadas com a energia renovável em todo o mundo”. Os selecionados para o prémio Lui Che Woo são escolhidos apenas por convite, sendo que o período de nomeações para a edição 2019 do prémio começam em Setembro do próximo ano.
Joana Freitas EventosJosé Drummond nomeado pela segunda vez para prémio asiático [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]artista de Macau José Drummond foi novamente nomeado para o Sovereign Asian Art Prize, um prémio de renome na região asiática, especificamente dedicado à Arte e que acontece há 12 anos. Foi com os trabalhos “Cyclone, Parachute e Wonder Wheel” da série “There is no place like it”, que o artista conseguiu ficar entre os escolhidos. Os trabalhos foram apresentados em fotografias de estruturas do parque de diversões de Coney Island, sendo este o objecto de “uma narrativa existencialista”, como explica o autor. “Sem a presença de corpos humanos, a dimensão enorme das estruturas da Coney Island revelam uma sensação única de isolamento e de estar fora-de-sítio. Sem a presença de uma escala ao tamanho humano, as pessoas ficam imersas num cativante desencanto”, diz Drummond, num comunicado enviado aos média. O local onde Drummond tirou as fotografias é, actualmente, um espaço descrito como “assombroso”. Artista e curador, Drummond vive em Macau, onde dirige o Festival Internacional de Vídeo e Arte (VAFA). Estudou Pintura, Desenho, Cenografia e Gestão Artística. Já expôs em Hong Kong, China, Taiwan, Coreia do Sul, Tailândia, Portugal, Espanha, França e Alemanha, além de EUA e Hungria. Drummond, que trabalha principalmente com vídeo, fotografia e instalação, interessa-se pela “dualidade entre a visibilidade e invisibilidade e do espaço entre fantasia e realidade”. Como indica o próprio artista, o amor, a perda, a solidão, os sonhos e falta de concretização de objectivos pessoais são os temas mais escolhidos nas suas obras, coadunando-se com uma narrativa sempre presente que inclui uma história, uma tensão e “uma realidade alternativa”. Drummond admite interessar-se pelas circunstâncias da vida e são essas mesmo que vão ditar se vence, em Janeiro de 2016, o prémio que lhe dará direito a 30 mil dólares americanos.