João Santos Filipe Manchete SociedadeMedicamentos | Detectada loja envolvida em distribuição ilegal A acção das autoridades decorreu na quarta-feira, e resultou na apreensão de mais de 500 caixas de medicamentos antivirais para a hepatite B e injecções hipoglicemiantes. Os visados arriscam uma multa que pode chegar às 700 mil patacas As autoridades anunciaram ter detectado uma loja, nas Portas do Cerco, que se dedicava à distribuição de medicamentos importados para o território sem autorização legal. O caso foi revelado na noite de quarta-feira, através de um comunicado do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) e dos Serviços de Alfândega (SA). De acordo com a informação divulgadas, as autoridades “realizaram uma acção conjunta e apreenderam mais de 500 caixas de medicamentos antivirais para a hepatite B e injecções hipoglicemiantes que não tinham sido registados e aprovados para importação pelo ISAF”. As injecções hipoglicemiantes são utilizadas por pessoas com diabetes, uma condição que se caracteriza por níveis muito elevados de açúcar no sangue. A hepatite B é uma doença viral, que tende a afectar o fígado e que pode evoluir para outras doenças como cirrose ou até cancro do fígado. Pode ser transmitida através da partilha de seringas, relações sexuais e outros contactos sanguíneos. A loja, identificada como uma “agência comercial na zona das Portas do Cerco”, estava “envolvida no fornecimento de medicamentos sem licença e na importação ilegal de medicamentos”. Após a operação, o ISAF abriu um processo para investigação deste caso, enquanto os SA “procederam à acusação contra o responsável da loja em relação à violação das disposições da importação de produtos”. Multa até 700 mil patacas Após a divulgação do caso, o ISAF e os SA fizeram um comunicado a garantir que “combatem em conjunto as actividades ilegais através da partilha de informações, comunicação e colaboração interdepartamentais”. Além disso, foi deixado um alerta aos infractores que podem se obrigados a pagar multas, e até assumir responsabilidade criminal. “Segundo a legislação em vigor relativa às actividades farmacêuticas, só podem fornecer medicamentos os estabelecimentos com licença concedida pelo ISAF”, foi explicado. “Além disso, a importação de medicamentos também está sujeita à autorização prévia e licença de importação concedidas pelo ISAF. O infractor poderá ser punido com multa de até 700 mil patacas e para circunstâncias graves, o infractor poderá assumir responsabilidade penal”, foi acrescentado. O ISAF pediu também aos residentes que tenham conhecimento da existência de locais de venda não autorizados de medicamentos, ou de quando estes são vendidos sem a licença de importação, que denunciem as situações às autoridades.
Hoje Macau SociedadeISAF | Recolhido medicamento do São Januário O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) mandou recolher um lote do medicamento antiviral, “ZOVIRAX IV INFUSION INJ 250MG”, produzido pela italiana “GlaxoSmithKline Limited”, depois da descoberta de “partículas em forma de vidro num dos seus frascos”. O lote do medicamento afectado foi fornecido apenas ao Centro Hospitalar Conde de São Januário, que parou “imediatamente” de o utilizar. O medicamento destina-se apenas aos doentes internados, para tratar infecções por herpes simplex e varicela-zóster. As autoridades acrescentam não terem recebido “nenhuma notificação de caso de indisposição após o consumo do medicamento”. Segundo o fabricante, não há provas de que outros produtos do mesmo lote tenham sido afectados.
Hoje Macau SociedadeMedicamentos | Anunciado caso de venda ilegal O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) e os Serviços de Alfândega (SA) detectaram um caso de uma loja que importava e distribuía ilegalmente medicamentos. O caso foi revelado num comunicado, emitido na sexta-feira, e resultou de uma operação conjunta dos dois organismos. “O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Alfândega realizaram uma acção conjunta e apreenderam mais de 1.500 caixas de medicamentos numa loja de artigos domésticos na área da Avenida Horta e Costa. A loja é suspeita de importar de forma ilegal e fornecer medicamentos sem licença”, foi comunicado. Além de medicamentos, as autoridades encontraram também no estabelecimento tabaco, que se suspeita que tenha sido importado de forma ilegal. “Durante a acção, foi descoberto um lote de cigarros electrónicos suspeitos de importação e venda ilegais, o que já está em acompanhamento dos SA e dos Serviços de Saúde”, foi indicado. O caso foi descoberto depois de uma “denúncia de residentes” que indicavam que a loja estava a distribuir “medicamentos através de plataformas de redes sociais”. De acordo com o ISAF, o “infractor poderá ser punido com multa de até 700 mil patacas”, não sendo excluída responsabilidade penal, que as autoridades não indicaram. Com a revelação deste caso o ISAF apelou aos residentes para não “comprarem nem usarem medicamentos de fonte desconhecida, porque não há garantia sobre a segurança, qualidade e eficácia”.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Recolhido do mercado anti-depressivo produzido em Portugal [dropcap]A[/dropcap]s autoridades de Macau anunciaram ontem que vão recolher do mercado um anti-depressivo produzido em Portugal para “proteger a saúde pública”, alegando falta de qualidade do medicamento. Em causa está o “anti-depressivo ‘Fluoxetina Bluepharma 20mg Cápsulas’, com número de lote L1707131, produzido pelo fabricante português Bluepharma-Indústria Farmacêutica, SA”, que, já terá sido recolhido voluntariamente pelo importador, pode ler-se no comunicado ontem divulgado pelos Serviços de Saúde. A decisão de se proceder à recolha do medicamento surge “após resultados dos testes de estabilidade terem confirmado que a qualidade padrão era inferior ao estabelecido”. O anti-depressivo faz parte da convenção de medicamentos dos serviços de saúde de Macau, apenas fornecido aos utentes nas farmácias aderentes. “De forma a proteger a saúde pública, os Serviços de Saúde solicitaram a exportadores e importadores e firmas de venda por grosso dos produtos referidos”, bem como “às farmácias aderentes à convenção para procederem à recolha dos medicamentos em causa”, refere-se mesma nota. Contudo, sublinha-se no comunicado, “os utentes não devem parar a administração dos medicamentos antes de obtenção do medicamento substituto”, mas sim “pedir informações junto de farmacêuticos, para eventual substituição”, caso provenham do lote L1707131. O medicamento contém a substância activa fluoxetina que pertence a um grupo de medicamentos antidepressivos chamados inibidores selectivos da recaptação da serotonina e é utilizado no tratamento, entre os adultos, de episódios depressivos major, perturbação obssessivo-compulsiva e bulimia nervosa.