Hoje Macau PolíticaLusofonia | Fórum divulga em Junho índice de infra-estruturas Um fórum internacional, que irá decorrer em Macau entre 10 e 12 de Junho, vai divulgar, pelo quarto ano consecutivo, o Índice de Desenvolvimento de Infra-estruturas nos Países de Língua Portuguesa. Num comunicado divulgado na sexta-feira, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau indicou que a nova edição do índice faz parte do programa do 17.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês). Numa conferência de imprensa realizada em Pequim, a organização do IIICF afirmou que já estavam inscritas mais de 800 empresas e 3.500 convidados de 69 países e regiões. Um número que inclui mais de 60 ministros e secretários de Estado, dirigentes de 20 instituições financeiras, representantes de 10 organizações internacionais e presidentes de 20 associações comerciais estrangeiras. O programa do IIICF inclui o Fórum de Cooperação Económica, Comercial e em Infra-estruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Na exposição será instalada uma zona dedicada a Macau e a Hengqin, “com apresentação dos resultados da cooperação em infra-estruturas entre a China e os países lusófonos”, declarou o IPIM. A última edição do IIICF terminou com a assinatura de 31 acordos, no valor de total de 10,1 mil milhões de dólares, e um terço envolveram empresas dos mercados lusófonos.
João Luz Manchete PolíticaIICF | Elites políticas internacionais discutem desenvolvimento de infra-estruturas O 13.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas começou ontem, com intervenções de governantes de vários países, incluindo um representante do Ministério do Comércio Chinês. Questões ligadas à inovação, captação de investimento e ambiente marcaram o dia Arrancou ontem o 13.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas, que segundo o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) reúne 1300 elites políticas, empresariais e académicas que vão discutir até hoje “o novo desenvolvimento das infra-estruturas”. O dia de ontem foi marcado por debates de ideias sobre “orientações políticas, inovação financeira, redução de carbono e aplicações digitais”, “para construir em conjunto um futuro de desenvolvimento sustentável”. Uma das intervenções do dia, foi a do adjunto do Ministro do Comércio da República Popular da China, Li Fei, que em vídeo indicou que o investimento estrangeiro da China em 2021 superou “o impacto da pandemia tendo alcançado um desenvolvimento estável e saudável, sendo que o investimento estrangeiro directo no ano integral foi de 178.8 mil milhões de dólares americanos, aumentando 16 por cento em relação ao ano anterior.” O responsável do Governo Central indicou que a prioridade de Pequim passa pela “construção de uma interligação de parceiros mais estreita com outros países”. O intuito é apoiar empresas a aplicar “técnicas verdes, de baixo teor de carbono e de protecção ambiental, de modo a que seja atingida inteiramente a eficiência das tecnologias de big data, Internet das Coisas, inteligência artificial”. Outra intervenção digna de registo, foi proferida pelo Ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges, que sublinhou a posição cimeira da China em termos de parceria económica com o país africano, “incluindo mais de 20 mil milhões realizações de transação no domínio comercial entre os dois países”. O governante angolano destacou o maior investimento chinês, o projecto individual em Angola—Projecto de Central Hidroeléctrica de Caculo Cabaça. Maior participação Mais de 1,300 convidados participaram no 13.º IIICF, incluindo entidades governamentais de vários países e regiões, 20 instituições financeiras, 70 de empreiteiros internacionais de TOP 250 do mundo e executivos de mais de 600 empresas. Ainda sob o efeito das restrições pandémicas, muitas intervenções ocorreram através de vídeo, mas o IPIM realça que o número de participantes aumentou mais de 20 por cento em relação ao ano anterior. Foram também criadas “zonas destinadas a bolsas de contactos e de negócios comerciais, que integrem funções de exibição, encaixe de projecto e negociação em conferência”, é acrescentado pela organização. Entre os principais dignatários que participaram no evento, destaque para o Ministro de Energia e Infra-estrutura dos Emirados Árabes Unidos, o Ministro dos Transportes da Malásia, o Ministro de Estado do Ministério da Aviação Civil e Turismo do Bangladesh e o presidente da CRRC Corporation Limited.
Hoje Macau SociedadeLusofonia | Fórum sobre infra-estruturas discute cooperação Um fórum sobre investimento e construção de infra-estruturas, que decorre este mês em Macau, vai ter um evento paralelo dedicado à cooperação entre a China e os países de língua portuguesa. O 13.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF) vai decorrer em 28 e 29 de Setembro, disse no domingo o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). O IIICF terá dois fóruns principais e oito paralelos, incluindo um dedicado ao tema “Reforço da cooperação sino-lusófona nas infra-estruturas para promover a recuperação do sector das PME” (pequenas e médias empresas). Este fórum irá reunir profissionais da China continental e Macau para “promover a inovação” e “explorar as oportunidades de construção de novas infra-estruturas verdes, inteligentes e integradas”, disse o IPIM, na mesma nota. O IIICF vai contar com a presença de “mais de 1.300 elementos da elite política, empresarial e académica na área das infra-estruturas provenientes de todo o mundo”, incluindo vice-ministros chineses e representantes de empresas estatais e grandes empreiteiros chineses, garantiu o IPIM. O IIICF será realizado “principalmente” de forma presencial e “complementado” por actividades ‘online’, sublinhou o instituto. A 14 de Setembro, o embaixador chinês em Lisboa, Zhao Bentang, defendeu a existência de “grande potencial” para projectos bilaterais nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e em Timor-Leste. Durante a conferência “A Cooperação Empresarial Luso-Chinesa em Mercados Terceiros”, realizada em Portugal, o diplomata apontou como alvos as infra-estruturas, energia, finanças e seguradoras.
Hoje Macau SociedadeFórum de infra-estruturas | Angola, Moçambique e Brasil entre os países com acordos [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] fórum sobre investimento em infra-estruturas que se realizou em Macau foi palco de acordo de construção para uma série de países, entre os quais sete projectos em Angola, Moçambique e Brasil. No final do 8.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF, na sigla em inglês), o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Jackson Chang, explicou que os projectos estão “relacionados com parques industriais multiusos, com serviços, agricultura, desenvolvimento de pontes e também reformulação de sectores de centros históricos de várias cidades”. “Foram celebrados, ao todo, 24 contratos de negócios, acordos-quadro e memorandos de entendimento”, pelo que “os resultados alcançados foram satisfatórios”, afirmou Jackson Chang, na conferência de imprensa de encerramento do IIICF, que juntou, ao longo de dois dias, mais de 1700 participantes, entre os quais 57 quadros de nível ministerial, de um universo de 63 países e regiões. Portugal fez-se representar pelos secretários de Estado da Indústria e da Internacionalização, João Vasconcelos e Jorge Oliveira, respectivamente. Pacotes amplos “Testemunhamos a assinatura de grandes projectos”, disse, por seu turno, o presidente da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, a outra entidade co-organizadora, destacando que os acordos selados envolvem, no total, um “valor recorde” de 12 mil milhões de dólares norte-americanos. Neste âmbito, Fang Qiuchen elencou “três projectos essenciais” no Gana, na Jamaica e em Angola, com o último a dizer respeito a um pólo de desenvolvimento turístico. “É um projecto muito grande. É um parque turístico em Cabo Ledo”, afirmou, descrevendo “um pacote muito alargado que inclui infra-estruturas, um parque industrial e todos os aspectos de recreação, como hotéis, etc.”. Os restantes acordos envolvendo Angola dizem respeito à construção de parques industriais, de agricultura e de pescas e de uma área de restauração. Já o único projecto em Moçambique versa sobre a manutenção da ponte sobre o rio Save e a construção de uma nova na EN1, a única via que cruza o país de norte a sul; enquanto o memorando de entendimento relativo ao Brasil tem que ver com um projecto de engenharia. A próxima edição do fórum realiza-se a 7 e 8 de Junho do próximo ano.