Hoje Macau China / ÁsiaEquador | Presidente começa visita de Estado à China O Presidente do Equador, Daniel Noboa, chegou à China este domingo para uma visita de Estado de oito dias, durante a qual se reunirá com o homólogo chinês, Xi Jinping, e outros altos dirigentes do país asiático. Segundo a agência oficial Xinhua, a viagem ocorre após convite de Xi, tratando-se da primeira visita de Estado do chefe de Estado equatoriano à China. O Presidente chinês terá uma reunião com Noboa em Pequim, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, terão encontros separados com o líder equatoriano. Pequim espera que a deslocação permita “consolidar ainda mais a confiança política mútua”, manter a amizade bilateral e impulsionar novos avanços na parceria estratégica integral entre os dois países, que este ano assinala o seu décimo aniversário. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros equatoriano, Roberto Kury, Quito procurará durante a visita atrair investimentos chineses nos sectores da energia e da mineração, além de reforçar as exportações para o mercado asiático. Entre os temas em discussão entres os dois países figuram também as restrições impostas pela China a 14 empresas equatorianas exportadoras de camarão, afectadas desde Outubro de 2025 por controlos relacionados com alegado excesso de metabisulfito de sódio e com o vírus da mancha branca. O Equador pretende igualmente abordar com Pequim questões ligadas à operação e manutenção da hidroeléctrica Coca Codo Sinclair, a maior do país, construída pela estatal chinesa Sinohydro e recebida formalmente pelo governo equatoriano em Abril passado. A China e e Equador assinaram em Maio de 2024 um tratado de livre comércio, enquanto em Junho de 2025 Xi e Noboa participaram em Pequim na assinatura de um plano de cooperação para impulsionar o macroprojecto chinês das Novas Rotas da Seda, iniciativa à qual o país latino-americano aderiu em 2018.
Hoje Macau China / ÁsiaGalápagos | Pequim diz que não há provas de pesca ilegal [dropcap style≠’circle’]O[/dropcap] Governo chinês afirmou ontem que não há provas de que pescadores do país, condenados à prisão no Equador, tenham pescado ilegalmente no arquipélago das Galápagos, mas prometeu castigá-los caso se confirmem as acusações. “Segundo o que sei, não existem provas que demonstrem que o navio está implicado em pescas nas águas do Equador”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, em conferência de imprensa. O cargueiro, “Fuyuanyuleng 999”, foi capturado em 13 de Agosto passado, numa reserva marinha, a 63 quilómetros das Galápagos, com 300 toneladas de peixe, incluindo numerosos exemplares de espécies protegidas e em perigo de extinção. No domingo, um tribunal do arquipélago das Galápagos condenou os vinte tripulantes da embarcação a penas de entre um e quatro anos de prisão e impôs multas até dois milhões de dólares. Hua Chunying disse que “como desconhecia as regulações, o navio navegou sem autorização em áreas protegidas das Galápagos”. “Se o barco está implicado em pesca ilegal, o Governo chinês irá verificar, e nesse caso a China castigará severamente, de acordo com as suas leis”, acrescentou. A porta-voz disse ainda que Pequim espera que o Equador “respeite os factos e gira este caso de forma justa e objectiva” e “proteja os direitos e interesses dos pescadores chineses”. Toneladas ilegais O barco foi apreendido na reserva marinha das Ilhas Galápagos com toneladas de espécies protegidas, entre as quais tubarões martelo, os quais figuram da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. O “Fuyuanyuleng 999” transportava carga ilegal que incluía mais de 6.600 tubarões, cujas barbatanas são muito apreciadas na Ásia. Milhares de habitantes da Ilha de Santa Cruz, a mais povoada do arquipélago equatoriano, manifestaram-se na segunda-feira para exigir ao Governo que estenda as águas territoriais das ilhas de 40 para 100 milhas, de forma a combater a pesca ilegal chinesa naquela área.