China abre primeiro centro de cultivo espacial para evitar desertificação do Gobi

A China abriu, no norte do país, o primeiro centro de cultivo espacial do mundo, onde cultivará sementes, previamente enviadas ao espaço, de plantas e árvores resistentes a ambientes hostis, visando combater a expansão do deserto de Gobi.

Segundo avança o jornal de Hong Kong South China Morning Post, o centro de investigação, inaugurado na localidade de Yangling, província de Shaanxi, na semana passada, estabelecerá um banco de sementes, para selecionar as de maior qualidade produzidas através daquele método de cultivo.

Um dos patrocinadores é o Grupo Espacial de Biotecnologia, que está sob tutela da Academia de Tecnologia Espacial da China, equivalente chinês à agência espacial norte-americana NASA.

O outro patrocinador é a empresa Yangling Seeds, cujo diretor, Guo Rui, declarou aos meios locais que a “criação espacial pode acelerar o cultivo de sementes de alta qualidade, reduzindo o tempo de oito para quatro anos”.

O centro enviará sementes de vinte espécies de árvores para o espaço, entre as quais fará uma seleção para cultivo, parte do combate à desertificação, através da “grande muralha verde”.

Essa “muralha” estende-se desde Ningxia, no noroeste da China, até Liaoning, no nordeste, e procura deter a expansão do deserto de Gobi.

A tecnologia de cultivo especial consiste no transporte das sementes para o espaço, para que durante um determinado período se adaptem a condições extremas, como a alta radiação.

15 Ago 2018