Cultura | Pandemia motiva descida de participação em actividades

No segundo trimestre do ano o número de pessoas a participar em actividades culturais desceu 24,7 por cento, fruto da pandemia. As ocupações mais populares entre os residentes foram a ida à biblioteca e ao cinema

 

Entre Abril e Junho deste ano, o número de pessoas que participou em actividades culturais desceu significativamente, tendência mais visível nas idas ao cinema e espetáculos. É o que indica um inquérito sobre a participação dos cidadãos em actividades culturais divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O objectivo do inquérito foi conhecer a participação de indivíduos, com idade igual ou superior a 16 anos.

Os dados da DSEC mostram que 229.100 indivíduos participaram em actividades culturais no segundo trimestre deste ano, representando uma descida de 24,7 por cento em termos anuais, e que a taxa de participação foi de 39,4 por cento. Uma quebra que a DSEC atribui a “alguns espectáculos, exposições e filmes terem sido cancelados ou adiados, aliado ao facto de a intenção dos cidadãos saírem de casa se ter reduzido, como consequência da pandemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus”.
Ir à biblioteca e ao cinema foram as actividades mais populares, mas com diferenças de 6,7 e 15,9 por cento, respectivamente.

Preferência por bibliotecas

No caso dos residentes, 196.900 participaram em actividades culturais. A taxa de participação foi de 43,3 por cento, diminuindo 13,7 pontos percentuais, a nível anual. A ocupação que teve mais participação foi a ida à biblioteca. Um total de 108.200 residentes frequentou estes espaços, representando ainda assim menos 21,4 por cento em termos anuais.

A taxa de estudantes que foram às bibliotecas fixou-se em 66,1 por cento, mais do dobro do que a adesão dos não estudantes, que foi de 20,1 por cento. O ramo profissional também teve influência: a participação dos residentes empregados no sector da educação foi a mais alta, atingindo 46,8 por cento. Foi seguida por quem trabalha na administração pública e segurança social.

De entre todas as actividades, “assistir a espectáculos” foi a que teve maior decréscimo de residentes (-47,9 por cento), num total de 40.700 pessoas. Os mais populares foram musicais e espetáculos de dança. A opção pelo teatro foi feita por 22.900 residentes.

A sétima arte atraiu menos 42,4 por cento dos locais, comparativamente ao segundo trimestre do ano passado. Foram ao cinema 96 mil residentes, e a taxa de participação de 21,1 por cento. Destaca-se que dos filmes escolhidos, 38.700 residentes assistiram a filmes/vídeos produzidos em Macau, número que cresceu 20 por cento. De acordo com a DSEC, participaram mais os indivíduos com idade entre os 16 e 24 anos.

O número de residentes que assistiu a exposições de arte diminuiu quase 30 por cento para 23.900. No entanto, destaca-se que 90,2 por cento destes residentes também marcaram presença noutras actividades culturais e 75,3 por cento participaram em três ou mais tipos de manifestações culturais.

22 Set 2020

Cultura | Residentes continuam a preferir ir ao cinema

Os residentes do território continuam a preferir, nos momentos de lazer, ir ao cinema. De acordo com os dados dos Serviços de Estatística e Censos, o segundo trimestre de 2017 revela uma subida, a nível anual, na ordem dos 2,1 por cento, representando uma taxa de 39,2 por cento.

No total, foram ao cinema entre Abril e Junho, 173.400 residentes dos quais 36.200 escolheram ver películas produzidas no território. O crescente interesse pelas produções locais, deve-se às acções do Governo que visam promover os filmes feitos em Macau e às sessões realizadas para que sejam exibidos, refere o comunicado enviado à comunicação social.

Também a frequência das bibliotecas locais aumentou no segundo trimestre de 2017. Foram às bibliotecas do território 129.500 residentes, mais 13,2 por cento do que no mesmo período do ano passado.

Os museus e o património continuam a ser também o alvo crescente de visitas. Com mais de 115 mil visitantes, a percentagem aumentou em 1,4, sendo que cada visitante terá ido, em média, a mais de três locais. De entre estes, 87.900 visitaram locais que integram o património mundial e 77.600 foram a museus.

Já os espectáculos tiveram uma adesão inversa. Entre Abril e Junho a afluência de público registou uma diminuição de 12,2 por cento em termos anuais. O mesmo aconteceu com os visitantes de exposições que diminuíram em 8,9 por cento.

No total, 295.800 indivíduos participaram em actividades culturais do território.

19 Set 2017