Hoje Macau China / ÁsiaÁsia | Tailândia acusa Camboja de violar cessar-fogo na fronteira O exército da Tailândia denunciou ontem uma troca de tiros com as forças cambojanas ao longo da fronteira e acusou o país vizinho de violar as tréguas de Dezembro, alegação que o Camboja negou categoricamente. Segundo um comunicado militar tailandês, as forças cambojanas dispararam ontem uma granada de 40 milímetros contra uma patrulha na província fronteiriça de Sisaket, o que desencadeou uma resposta da Tailândia. Não foram registados feridos entre as tropas de Banguecoque, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). “As forças tailandesas responderam disparando um [lança-granadas] M79 na direcção de onde provieram os disparos, de acordo com as regras de conduta militar, a título de aviso e em legítima defesa”, acrescentou o exército. O porta-voz militar tailandês, Winthai Suvaree, declarou no comunicado que “as acções do Camboja violaram o acordo de cessar-fogo” de 27 de Dezembro de 2025, que pôs fim a três semanas de confrontos mortais na fronteira. “Estas alegações são totalmente falsas, inventadas e distorcem grosseiramente os factos com a intenção deliberada de enganar a opinião pública e provocar tensões ao longo da fronteira entre o Camboja e a Tailândia”, reagiu o ministro da Informação cambojano. Neth Pheaktra reiterou à AFP o “compromisso inabalável” de Phnom Penh com a trégua de Dezembro e com um acordo de cessar-fogo anterior, de curta duração, assinado em Outubro na presença do Presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o comunicado tailandês, o incidente pode ter resultado de uma “rotação de tropas cambojanas”, em que o novo pessoal, não familiarizado com os regulamentos, terá cometido “falhas operacionais”. Os dois reinos do Sudeste Asiático disputam há muito o traçado da fronteira de 800 quilómetros, definida durante o período colonial francês.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Ex-presidente recorre da condenação a prisão perpétua O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol, condenado na semana passada à prisão perpétua por ter imposto a lei marcial no final de 2024, recorreu ontem da sentença, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. “Pretendemos revelar os erros nos factos e a incompreensão dos princípios legais na decisão do primeiro julgamento”, afirmaram os advogados do ex-presidente preso. Yoon foi condenado em primeira instância à prisão perpétua pelo Tribunal Distrital Central de Seul, que na quinta-feira passada considerou que os seus actos constituíram insurreição ao mobilizar tropas no Parlamento nacional e mergulhar o país na sua pior crise em décadas. O recurso do ex-presidente surge depois de a equipa especial do Ministério Público que conduziu o caso ter anunciado que também iria recorrer da sentença, uma vez que tinha pedido a pena de morte, para a qual existe uma moratória no país. Yoon, que já se encontrava na prisão enquanto aguardava a decisão, declarou a lei marcial na noite de 03 de Dezembro de 2024, um decreto que foi bloqueado pelo Parlamento algumas horas depois. O ex-presidente foi destituído em Abril do ano passado pelo Tribunal Constitucional, por considerar que não havia indícios de uma situação de emergência que justificasse o decreto.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão pede tratamento justo face à nova tarifa global de 15% dos EUA O Japão pediu aos Estados Unidos que garantam que o impacto da nova tarifa global de 15 por cento, que deverá entrar agora em vigor, não seja superior ao do acordo comercial bilateral assinado em 2025. O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ryosei Akazawa, insistiu, numa conversa telefónica com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que “o tratamento dado ao Japão seja garantido como não menos favorável” do que o previamente acordado, informou o ministério, em comunicado. O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, declarou em conferência de imprensa que o arquipélago vai estudar “de forma minuciosa” a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que na sexta-feira travou a anterior política comercial da Casa Branca. Kihara acrescentou que o Japão está a seguir “de perto e com interesse” as ramificações da nova tarifa global sobre o acordo comercial bilateral assinado em Julho. O acordo prevê compromissos de investimento japoneses avaliados em 550 mil milhões de dólares e a redução de 25 por cento para 15 por cento das tarifas sobre produtos japoneses, incluindo automóveis. Os primeiros projectos anunciados na semana passada, avaliados em 36 mil milhões de dólares, incluem a maior infraestrutura de gás natural no estado de Ohio, no oeste dos EUA, uma instalação de exportação de petróleo bruto e uma unidade de diamantes sintéticos. Donald anuncia No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10 por cento para 15 por cento, “com efeito imediato”. Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”, afirmou o Presidente republicano, acrescentando que “todos os acordos” continuam válidos e que Washington apenas vai “proceder de forma diferente”. O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10 por cento sobre todos os países, por um período de 150 dias. Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais de Washington.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Pequim quer Ucrânia fora do foco antes de visita de Merz A visita do chanceler alemão à China deverá servir para aproximar as segunda e terceira maiores economias mundiais através da assinatura de vários acordos comerciais. Pequim reitera a sua posição “objectiva e imparcial” sobre o conflito na Ucrânia A crise na Ucrânia “não é nem deve tornar-se uma questão entre China e Europa”, afirmou ontem a diplomacia chinesa, na véspera de o chanceler alemão, Friedrich Merz, iniciar a sua primeira visita oficial ao país asiático. A porta-voz do ministério Mao Ning declarou em conferência de imprensa que Pequim mantém uma “posição objectiva e imparcial” sobre o conflito e apoia uma solução política através de esforços diplomáticos, mas “não é parte na questão da Ucrânia”. Mao respondia a uma pergunta sobre a possibilidade de Merz abordar com as autoridades chinesas, durante a visita, a guerra na Ucrânia e o papel de Pequim no conflito, afirmando que os líderes “trocarão opiniões sobre assuntos de interesse comum”. Segundo a porta-voz, a visita de Merz permitirá reforçar a “cooperação e o benefício mútuo” entre os dois países. Mao assinalou que se trata da primeira deslocação do líder alemão desde que assumiu funções e assegurou que Pequim está disposta a aproveitar a ocasião para “melhorar o entendimento e a confiança mútua”. Durante a visita, que decorrerá entre amanhã e quinta-feira, o governante alemão reunir-se-á com o Presidente chinês, Xi Jinping, e manterá conversações oficiais com o primeiro-ministro, Li Qiang, para abordar o estado das relações bilaterais e temas de interesse comum. Grandes expectativas Mao salientou que, enquanto segunda e terceira maiores economias mundiais, o desenvolvimento estável das relações bilaterais “corresponde aos interesses de ambas as partes e às expectativas da comunidade internacional”. De acordo com o Governo alemão, Merz abordará em Pequim questões económicas, comerciais e de segurança, sendo acompanhado por uma delegação empresarial. Em 2025, a China foi o principal parceiro comercial da Alemanha, com um volume de trocas de 251,8 mil milhões de euros, segundo dados oficiais alemães. A visita de Merz junta-se à série de deslocações de líderes ocidentais à China nos últimos meses, incluindo os presidentes ou primeiros-ministros de Espanha, França, Canadá, Irlanda, Reino Unido e Portugal.
Hoje Macau China / ÁsiaMais de mil assinaturas contra a expulsão de aluno que pediu inquérito a incêndio em Hong Kong Mais de mil pessoas já assinaram uma petição a pedir a uma universidade de Hong Kong a reintegração do estudante que foi expulso após pedir uma investigação independente a um incêndio que causou 168 mortos. Docentes, alunos e antigos alunos da Universidade Chinesa de Hong Kong (CUHK, na sigla em inglês) já tinham assinado a petição online até domingo à noite, avançaram os promotores da iniciativa. De acordo com um comunicado enviado à imprensa e citado pelo portal de notícias Hong Kong Free Press (HKFP), a petição foi lançada na sexta-feira por “um grupo de estudantes, docentes e alumni” da universidade. Em 12 de Fevereiro, Miles Kwan Ching-fung, que lançou uma petição a pedir uma investigação independente ao incêndio que causou em Novembro 168 mortos num complexo habitacional em Hong Kong, anunciou que tinha sido expulso da CUHK. A petição lançada na sexta-feira critica a decisão de um comité disciplinar da CUHK de expulsar Miles Kwan, de 24 anos, como uma “injustiça processual”. Em 14 de Fevereiro, o jovem disse ao HKFP que foi convocado para uma reunião do comité disciplinar, em 07 de Janeiro, devido a “múltiplos actos de má conduta”, mas que o comité nunca relevou quais os alegados actos. A petição alega que o comité “parece ter privado (…) Kwan do seu direito fundamental, constitucionalmente garantido, a um julgamento justo”. Os promotores da iniciativa recordaram que as regras internas da CUHK prevêm que “os casos sob investigação policial/processos judiciais (…) devem ser tratados após o conhecimento do resultado da investigação/sentença judicial”. Tragédia em Tai Po Em 26 de Novembro, 168 pessoas morreram no complexo de habitação social Wang Fuk Court, no pior incêndio a atingir Hong Kong em quase oito décadas. Três dias depois, a polícia de Hong Kong deteve Kwan por suspeita de sedição – um crime que pode acarretar a pena de prisão perpétua – depois de o jovem ter lançado uma petição, que chegou a reunir mais de mil assinaturas. O estudante sublinhou que a CUHK admitiu “falta de informação” sobre a detenção e justificou a expulsão com a “atitude indelicada e desrespeitosa para com o comité” e uma alegada violação das regras de confidencialidade. “Quando o comité considerou as provas insuficientes”, isso “deveria ter levado à suspensão do processo”, refere a petição lançada na sexta-feira. As duas novas acusações foram “impostas sem notificação prévia” a Miles Kwan e apenas “após a conclusão da audiência”, lamenta o documento. Além disso, o estudante foi acusado de ter uma “atitude indelicada e desrespeitosa” apenas por questionar “a base jurídica do processo disciplinar”, acrescenta a petição. Dias depois do incêndio, o líder do governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, criou uma comissão de inquérito independente, presidida por um magistrado, para esclarecer as causas do fogo e da sua rápida propagação.
Hoje Macau China / ÁsiaHarbin | Tigres siberianos em dieta após excessos de Ano Novo Cerca de duzentos tigres siberianos de uma reserva no norte da China estão a cumprir um “jejum intermitente” para contrariar os efeitos do excesso de alimentação durante o Ano Novo Lunar, quando recebem grandes quantidades de comida dos turistas. A direcção do Parque do Tigre Siberiano de Harbin, na província de Heilongjiang, anunciou em comunicado que o programa de dieta estará em vigor até 31 de Março, com o objectivo de melhorar a saúde e o bem-estar dos felinos, que terão recebido uma média recorde de 10.000 visitantes diários durante as férias recém-terminadas, segundo a imprensa local. O parque permite aos visitantes comprar no local tiras de carne crua ou mesmo aves vivas para alimentar os tigres através de aberturas nas janelas dos autocarros que percorrem as instalações, uma das atrações mais populares do espaço. Durante o período de dieta, será proibida, de forma rotativa, a alimentação dos animais num dos onze espaços ao ar livre onde vivem, no recinto com uma área total de 800 mil metros quadrados. Para além da vertente turística e pedagógica, as instalações de Harbin desenvolvem também programas de investigação, conservação e reprodução, no âmbito dos esforços da China para preservar o tigre siberiano, espécie ameaçada de extinção. Estima-se que existam apenas cerca de 500 exemplares deste felino em estado selvagem em todo o mundo, dos quais cerca de 70 na China, segundo dados do World Wildlife Fund (WWF).
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Japão planeia deslocar mísseis terra-ar para perto da ilha O Japão anunciou ontem planos para deslocar mísseis terra-ar para uma ilha japonesa perto de Taiwan até 2031, ao mesmo tempo que as autoridades japonesas aumentam os alertas sobre as ambições militares da China na região. “O nosso plano é deslocar “mísseis terra-ar de médio alcance” durante o ano fiscal de 2030″ — ou seja, durante o período de 12 meses que termina em Março de 2031 — para a ilha de Yonaguni, a cerca de 110 quilómetros a leste de Taiwan, anunciou o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, durante uma conferência de imprensa regular. A ilha de Yonaguni, isolada e localizada a aproximadamente 2.000 quilómetros de Tóquio, já alberga uma base das Forças de Autodefesa do Japão. Este anúncio surge quando a China tem tomado uma série de medidas económicas, políticas e simbólicas contra o Japão desde Novembro, em retaliação a comentários feitos pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. A líder do Japão sugeriu que uma intervenção militar do seu país seria possível no caso de um ataque chinês a Taiwan. Desde então, a China tem desencorajado os seus cidadãos a viajar para o Japão. Ontem, anunciou que iria sancionar 40 empresas e organizações japonesas acusadas de participar na nova militarização do Japão, nomeadamente proibindo 20 destas de adquirir bens e tecnologias com potencial tanto civil como militar a empresas sediadas na China.
Hoje Macau China / ÁsiaTarifas | Pequim anuncia que está a “avaliar” decisão do Supremo dos EUA O ministério chinês do Comércio anunciou ontem que está a “avaliar” o conteúdo e impacto da decisão da Supremo Tribunal dos Estados Unidos sobre as tarifas impostas pela Administração de Donald Trump, reiterando a oposição às medidas “unilaterais”. Num comunicado, o ministério indicou que “tomou nota” da decisão judicial no litígio sobre as tarifas e que está a realizar uma “avaliação integral” das suas implicações. A China “opõe-se sistematicamente às medidas tarifárias unilaterais” e reitera que “a guerra comercial não tem vencedores e o proteccionismo não tem saída”, indicou o ministério, depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter decidido que a Administração Trump excedeu os seus poderes ao invocar a Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA) como base jurídica para impor as taxas tarifárias. O ministério acrescentou que as chamadas “tarifas recíprocas” e as tarifas relacionadas com o fentanil constituem medidas ‘unilaterais’ que, segundo Pequim, “não só violam as regras económicas e comerciais internacionais”, como também o “direito interno” dos Estados Unidos, e “não atendem aos interesses de nenhuma das partes”. Pequim insiste ainda que as relações entre as duas potências devem ser geridas com base na cooperação. “Os factos têm demonstrado repetidamente que a China e os Estados Unidos beneficiam quando cooperam e são prejudicados quando se confrontam”, afirmou o ministério, que instou Washington a “cancelar” as tarifas unilaterais impostas aos seus parceiros comerciais. Pequim afirmou ter observado que os Estados Unidos “se preparam” para recorrer a medidas alternativas, como “investigações comerciais”, com o objetivo de manter a imposição de taxas aos seus parceiros, e advertiu que a China “manterá uma vigilância estreita” e “protegerá firmemente” os seus interesses.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Coreia do Sul e Brasil elevam relação bilateral a “parceria estratégica” Coreia do Sul e Brasil acordaram ontem elevar as relações bilaterais ao nível de “parceria estratégica”, numa cimeira realizada em Seul entre os presidentes sul-coreano, Lee Jae-myung, e brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. “Decidimos elevar a nossa relação bilateral a uma ‘parceria estratégica'”, anunciou Lee, numa conferência de imprensa após o encontro. O Presidente sul-coreano explicou que o “Plano de Acção Quinquenal Coreia do Sul-Brasil”, adoptado ontem, servirá como roteiro integral em áreas como política, economia, cooperação prática e intercâmbios entre cidadãos. Entre os principais resultados das conversações, destacou o impulso à retoma das negociações para um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul, bem como a assinatura de onze memorandos de entendimento em sectores como PME, saúde, agricultura, espaço, defesa e aviação. Em matéria económica, os dois países concordaram com a necessidade de ampliarem a cooperação mutuamente benéfica e apoiaram a pronta retoma das negociações para um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul. Lula da Silva lembrou que o Brasil abriga a maior comunidade de origem coreana da América Latina, com cerca de cinquenta mil pessoas, e que o K-pop, as telenovelas e a culinária da Coreia do Sul têm milhões de consumidores no Brasil.
Hoje Macau China / ÁsiaPresidência timorense da ASEAN em 2029 é “grande responsabilidade”, defende Xanana O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou ontem que a presidência timorense da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), prevista para 2029, é uma grande responsabilidade e vai definir a percepção que a região terá do país. “Trata-se de uma grande responsabilidade para a nossa nação e para todo o nosso povo. Devemos garantir que correspondemos à confiança em nós depositada pelos nossos parceiros regionais”, afirmou Xanana Gusmão. O líder do executivo timorense falava na primeira reunião do Conselho Nacional de Organização da Presidência ASEAN (ACNOC), realizada no Ministério das Finanças, em Díli. “Presidir à ASEAN não se resume apenas a acolher reuniões. Trata-se de um teste à capacidade do Estado para coordenar, definir prioridades, orçamentar e executar com disciplina”, salientou Xanana Gusmão. “Em 2029, o nosso desempenho definirá a forma como a região percepcionará Timor-Leste durante a próxima geração. Em 2029, os olhos do mundo estarão postos em nós. Será, de longe, o maior evento internacional que alguma vez realizámos”, destacou o primeiro-ministro. Plano em acção O Conselho de Ministros aprovou no início de Fevereiro a criação do Conselho Nacional para a Organização da Presidência de Timor-Leste da ASEAN em 2029. Este Conselho Nacional é um órgão central de coordenação interministerial responsável pela orientação estratégica, planeamento, acompanhamento e supervisão de todos os trabalhos preparatórios e da realização da Presidência da ASEAN. “Neste primeiro encontro decidimos e aprovámos o nosso plano de acção para 2026 e também escolhemos os sectores que precisam de definir a sua liderança para conduzir o processo e os respectivos comités”, afirmou a vice-ministra para os Assuntos da ASENA, Milena Rangel. Segundo Milena Rangel, os preparativos de Timor-Leste irão abranger questões de protocolo, a definição do tema do país, infraestruturas, comunicação, hospitalidade, entre outros aspectos. Timor-Leste tornou-se estado-membro da ASEAN em Outubro do ano passado. A ASEAN foi criada em 1967 pela Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia e Filipinas, que assume actualmente a presidência da organização, e integrada mais tarde pelo Brunei Darussalam, Camboja, Laos, Myanmar e Vietname.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Xi felicita Kim Jong-un por reeleição como líder do partido no poder O Presidente da China, Xi Jinping, felicitou ontem o homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição como secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, ao mesmo tempo que destacou as “relações amigáveis” entre Pequim e Pyongyang. Xi destacou na sua mensagem que a reeleição de Kim reflecte a “grande confiança e o apoio sincero” do “partido, do Governo e do povo da Coreia do Norte”, segundo a agência estatal Xinhua, sublinhando que o nono congresso do partido, realizado numa fase que descreveu como “crucial”, se reveste de “importante significado”. O líder chinês expressou ainda o desejo de que a Coreia do Norte aproveite a ocasião como ponto de partida para impulsionar a agenda política e económica. A felicitação chega um dia depois de o Partido dos Trabalhadores ter reeleito Kim no quarto dia do congresso, numa sessão em que, segundo a agência norte-coreana KCNA, se destacou a melhoria “radical” da dissuasão bélica do país, com as forças nucleares como seu eixo central. Xi afirmou que a China e a Coreia do Norte são “vizinhos socialistas amigos, que se apoiam mutuamente” e sustentou que manter, consolidar e desenvolver os laços bilaterais é uma política constante de Pequim. O Presidente chinês indicou que, numa “situação internacional complexa e volátil”, está “disposto” a “fortalecer o bem-estar e a amizade” entre a China e a Coreia do Norte e a “contribuir positivamente para a promoção da paz, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade regional e mundial”. A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num cenário marcado pelas sanções internacionais a Pyongyang e pela crescente cooperação militar norte-coreana com a Rússia.
Hoje Macau China / ÁsiaRacismo | Real Madrid divulga desculpas de Huijsen na China O Real Madrid publicou na rede social chinesa Weibo uma mensagem de desculpas do seu defesa Dean Huijsen, após uma polémica gerada pela republicação na conta do jogador no Instagram de comentários considerados ofensivos para os cidadãos asiáticos. “Peço sinceras desculpas aos meus amigos chineses. Anteriormente, reenviei sem intenção um conteúdo que incluía mensagens ofensivas. Foi totalmente involuntário e lamento o mal-estar causado”, diz o texto divulgado em chinês pelo clube madrileno na referida plataforma. A controvérsia teve origem este fim de semana, quando Huijsen, jogador holandês-espanhol de 20 anos, republicou no Instagram uma imagem que os utilizadores chineses consideraram racista por aludir à forma dos olhos das pessoas asiáticas. A captura, já apagada da conta do defesa na rede social, mostra uma pessoa de origem asiática e dois comentários de internautas que diziam “até os chineses o chamam de chinês” e “podes vendar-lhe os olhos com fio dental”. A nota do Real Madrid foi publicada na conta oficial do clube no Weibo, rede social usada principalmente na China, o que provocou reacções críticas entre os fãs chineses, que questionam o alcance do pedido de desculpas e exigem uma declaração pública nas plataformas internacionais ou um vídeo, em vez de um comunicado escrito.
Hoje Macau China / ÁsiaHK | Tribunal da Relação ratifica condenação de doze activistas O Tribunal da Relação de Hong Kong rejeitou ontem os recursos interpostos por doze activistas, que pretendiam anular as respectivas condenações ou reduzir as penas por conspiração para subverter o poder estatal. O juiz-presidente do tribunal, Jeremy Poon, ratificou as sentenças proferidas em primeira instância no maior julgamento aberto até à data ao abrigo da Lei de Segurança Nacional, e confirmou a absolvição de um dos 47 arguidos, concluindo que as primárias não oficiais realizadas em Julho de 2020 constituíram uma “arma letal” destinada a conquistar a maioria no Conselho Legislativo, vetar sistematicamente os orçamentos públicos e forçar a demissão do Chefe do Executivo. Jeremy Poon classificou o plano — idealizado pelo ex-professor de Direito Benny Tai — como “abuso de poder”, proibido pelo artigo 22.º da Lei Básica, e rejeitou como atenuante a alegada “impossibilidade” de sucesso, dada a “volatilidade política” desencadeada pelos protestos em massa de 2019. O movimento procurava impor cinco exigências: retirada da lei de extradição para a China continental, anulação da qualificação das manifestações enquanto “revoltas”, libertação dos detidos, investigação independente da violência policial e aplicação e a realização de eleições através de sufrágio universal. As instalações do tribunal foram fortemente protegidas por uma centena de agentes, que instalaram barricadas e controlos rodoviários nas zonas circundantes. A decisão do juiz-presidente foi ouvida por uma dezena de diplomatas ocidentais presentes na sala, onde os acusados se mostraram calmos, cumprimentando familiares e simpatizantes. O magistrado validou os 118 dias de julgamento entre Fevereiro e Dezembro de 2023, rejeitou queixas por “intervenção judicial excessiva” e sublinhou o dever dos legisladores de alinharem os fundos públicos com o interesse geral. Três juízes de primeira instância declararam no final do processo 14 culpados, dando como provadas as respectivas acusações, e ainda mais 31, que admitiram as mesmas. As penas variaram entre quatro anos e dois meses e os dez anos impostos a Benny Tai como líder do movimento. Campo minado A sentença inicial considerou a estratégia uma conspiração para “minar gravemente” o Executivo, citando declarações de 2020 de um alto funcionário chinês sobre “forças anti-chinesas”, que pretendiam paralisar o poder legislativo por meio de vetos orçamentais. Entre os recorrentes destacam-se os ex-deputados Helena Wong, Lam Cheuk-ting, Raymond Chan e Leung Kwok-hung; os ex-vereadores Clarisse Yeung, Kalvin Ho e Tat Cheng, e os activistas Gwyneth Ho, Owen Chow e Gordon Ng. A activista Prince Wong também não conseguiu reduzir a pena de 53 meses de prisão. Até agora, 18 condenados já cumpriram as respectivas penas. O caso suscitou críticas de países ocidentais e de organizações não-governamentais de direitos humanos, que consideram a Lei de Segurança Nacional um instrumento contra a dissidência. A lei prevê penas de até prisão perpétua e confere amplos poderes policiais. Desde a sua entrada em vigor, foram registadas mais de 300 detenções e a dissolução de organizações. As autoridades de Hong Kong defendem que o articulado permitiu restabelecer a estabilidade no território.
Hoje Macau China / ÁsiaTaxas | Ásia responde aos novos anúncios dos EUA Diversos países e regiões da Ásia reagiram sábado à decisão do Supremo Tribunal dos EUA que anulou as tarifas impostas pelo Presidente, bem como à nova taxa global de 10 por cento que Donald Trump instituiu após a decisão judicial. Tóquio descarta que a invalidação das taxas afecte os investimentos previamente acordados, segundo o jornal económico Nikkei, enquanto Taiwan e Hong Kong prevêem um efeito “limitado” da nova tarifa global. A China ainda não se pronunciou. Em resposta à resolução, que invalida as chamadas “tarifas recíprocas” e outros impostos generalizados aplicados por Trump, com uma taxa mínima de 10 por cento, o Presidente assinou uma tarifa global de 10 por centos obre todos os países. A lei que sustenta esta nova ordem executiva só permite aumentar as tarifas até 15 por cento e por períodos de 150 dias, pelo que não é claro como será articulada a longo prazo, escreve a agência de notícias EFE. A Coreia do Sul afirmou que o acordo comercial com Washington, que prevê compromissos como um investimento sul-coreano de 350 mil milhões de dólares e tarifas de 15 por cento por parte de Washington, continua intacto. Segundo a agência de notícias Yonhap, as autoridades sul-coreanas convocaram uma reunião de emergência para avaliar o impacto da invalidação das tarifas. Os governos de Taiwan e Hong Kong consideram que a tarifa global de 10 por cento anunciada por Trump terá um “impacto limitado” nas suas economias. A Indonésia, que na quinta-feira assinou um acordo comercial com os EUA, indicou que manterá “novas conversações” com Washington diante das “dinâmicas que estão a ocorrer”. A Malásia assegurou que “continuará a diversificar as suas relações comerciais e a reforçar a cooperação económica regional e multilateral”, apesar da decisão que invalida grande parte das tarifas de Trump.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Vírus mata 72 tigres em parque de vida selvagem As autoridades do norte da Tailândia disseram que 72 tigres morreram nas últimas semanas num parque de vida selvagem devido a uma infecção viral e bacteriana. Os testes detetaram a presença do vírus da esgana canina, altamente contagioso, bem como bactérias que afectam o sistema respiratório, informou o Departamento Provincial de Pecuária de Chiang Mai, em comunicado, na sexta-feira. “Quando os tigres adoecem, é mais difícil detectar a doença do que em animais como gatos ou cães. Quando percebemos que estavam doentes, já era tarde demais”, disse o director do Departamento de Pecuária da Tailândia, Somchuan Ratanamungklanon, à imprensa local. Os felinos pertenciam ao parque de vida selvagem Tiger Kingdom, de propriedade privada. Os turistas podem “abraçar, tocar e tirar fotografias de perto com os tigres” no local, de acordo com a página do parque na Internet. “Estes tigres morreram como viveram: em sofrimento, cativeiro e medo”, disse à agência de notícias France-Presse a organização de defesa dos direitos dos animais PETA Ásia. “Se os turistas evitassem estes locais, rapidamente se tornariam inviáveis e tragédias como esta teriam muito menos probabilidade de ocorrer”, acrescentou a organização.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Governo de Hong Kong exige que Japão proteja residentes após ataque em Sapporo O Governo de Hong Kong disse que exigiu a Tóquio que proteja os residentes da região chinesa que visitem o Japão, após um morador ter sido alvo de um ataque em Sapporo. O executivo de Hong Kong “manifestou preocupação” ao cônsul-geral japonês no território, Jun Miura, e instou as autoridades nipónicas a “garantir a segurança pessoal” dos viajantes de Hong Kong no Japão. Num comunicado divulgado na quinta-feira à noite, as autoridades do território disseram que estão a colaborar com a representação diplomática de Pequim em Hong Kong e com o consulado da China em Sapporo, no norte do Japão. O objectivo, explicou o Governo de Hong Kong, é “compreender a situação, dar seguimento ao caso e prestar assistência prática de acordo com os desejos” do residente alvo do ataque. O consulado chinês em Sapporo disse que o homem foi atingido na cabeça por uma garrafa de cerveja num restaurante, na madrugada de quarta-feira, e que a polícia japonesa já tinha detido um suspeito. A representação diplomática da China voltou a recomendar aos turistas que não viajem para o Japão, porque “a tendência de ocorrência de ataques no Japão contra cidadãos chineses tem vindo a aumentar”. No entanto, operadores turísticos de Hong Kong disseram ao jornal South China Morning Post que o ataque foi provavelmente um incidente isolado que não afectaria o interesse dos residentes em visitar o Japão.
Hoje Macau China / ÁsiaAno Novo Lunar | Gastos dos consumidores a crescer Os consumidores chineses receberam o feriado da Festa da Primavera com uma explosão de gastos, lotando restaurantes e shoppings e viajando por todo o país, o que proporcionou um impulso no início do ano para o sector de consumo, indica a Xinhua. Nos primeiros quatro dias do feriado, as vendas médias diárias nas principais empresas de retalho e catering aumentaram 8,6 por cento face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Ministério do Comércio. A onda de gastos misturou tradição com novos hábitos, com plataformas online relatando uma forte procura por dispositivos inteligentes. Os gastos com serviços contribuíram para o impulso. O consumo de turismo doméstico nas principais plataformas aumentou 4,5 por cento em termos anuais nos primeiros três dias do feriado, incluindo um salto de 26 por cento nas reservas de aluguer de carros. O governo introduziu uma série de medidas de apoio antes do feriado de nove dias, incentivando as autoridades locais e as empresas a combinar eventos promocionais com incentivos políticos, incluindo vouchers de compras e melhores serviços de pagamento para os visitantes.
Hoje Macau China / ÁsiaCasa Branca | Donald diz que visita à China vai “ser algo selvagem” A Casa Branca anunciou que Donald Trump vai fazer uma viagem oficial à China, de 31 de Março a 02 de Abril. Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, já se reuniram pessoalmente por cinco vezes. “Vou à China em Abril. Vai ser algo selvagem”, tinha dito Trump na quinta-feira. Esta visita realiza-se depois de o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA ter anulado parcialmente as taxas alfandegárias que Trump tinha instituído. Estas taxas têm sido um dos principais focos de tensão entre EUA e China. A disputa comercial acalmou com um acordo de emergência, em Maio de 2025, em Genebra, que se consolidou por um ano, desde Outubro de 2025, quando a China levantou as restrições às suas exportações das ditas terras raras e os EUA reduziram parte das taxas. Donald e XI devem também abordar as relações bilaterais na tecnologia e a segurança na região Ásia-Pacífico, além da questão específica de Taiwan. No final de 2026, em sentido inverso, está previsto que Xi Jinping se desloque à Casa Branca.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Chanceler alemão em Pequim esta semana Friedrich Merz chega à capital chinesa na quarta-feira, naquela que é a sua primeira viagem à China desde que tomou posse como chanceler no ano passado O chanceler alemão, Friedrich Merz, realiza esta semana, e até 26 de Fevereiro, uma visita de Estado à República Popular da China, anunciou sexta-feira o Governo. Merz parte de Berlim na terça-feira e chega a Pequim na quarta-feira, sendo recebido pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, estando previsto encontrar-se ainda com o Presidente, Xi Jinping, disse um porta-voz do Governo alemão. A visita vai decorrer numa altura em que as autoridades de Pequim se apresentam mais como um parceiro de confiança para os europeus, especialmente em contraste com os Estados Unidos. Trata-se da primeira visita à República Popular da China desde que Friedrich Merz assumiu o cargo de chanceler, em Maio de 2025, e acontece poucos dias depois do fim das celebrações do Ano Novo Lunar. O porta-voz do Governo alemão acrescentou que as discussões vão concentrar-se nas relações bilaterais, bem como em questões de política económica e de segurança, salientando a vontade de Berlim em manter “relações justas” com Pequim em termos comerciais. Na quinta-feira, o chanceler alemão visita a Cidade Proibida, em Pequim, antes de um encontro com a delegação do grupo automóvel alemão Mercedes-Benz, em que devem ser apresentados novos veículos. Agenda preenchida Da agenda oficial consta uma visita a Hangzhou, uma cidade na costa leste da China, bem como duas deslocações de âmbito empresarial: uma à companhia Unity, um grupo de robótica, e à empresa alemã de energia Siemens Energy. Os dois países têm fortes laços comerciais, actualmente tensos devido às acusações de concorrência desleal e proteccionismo dirigidas a Pequim. Mesmo assim, Berlim e Pequim demonstraram vontade de ultrapassar as diferenças, particularmente no contexto da ordem mundial imposta pela actual Administração dos Estados Unidos. Em meados de Fevereiro, à margem da Conferência de Segurança de Munique, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse a Merz que encarava Berlim como uma “força motriz” na cooperação entre a UE e a China. Economicamente, a relação entre Berlim e Pequim alterou-se drasticamente na última década, com a China a passar de melhor cliente das indústrias exportadoras alemãs a principal concorrente. A economia alemã regista dificuldades e a concorrência chinesa está a causar preocupação a algumas empresas alemãs, particularmente na actividade automóvel.
Hoje Macau China / ÁsiaChina pede a EUA que 2026 seja um ano de “coexistência pacífica” China e EUA devem fazer de 2026 um ano de convergência para “o respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação mutuamente benéfica”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, ao homólogo norte-americano, Marco Rubio. Wang e Rubio reuniram-se na sexta-feira à margem da Conferência de Segurança de Munique, de acordo com um comunicado publicado sábado no portal oficial na internet do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. “O diálogo é melhor do que a confrontação, a cooperação é melhor do que o conflito e o ganho mútuo é melhor do que a (mentalidade de) soma zero nas relações entre a China e os EUA”, afirmou o chanceler chinês. Wang assegurou que, desde que Washington e Pequim “respeitem os princípios de igualdade, respeito e benefício mútuo”, poderão “encontrar formas” de resolver as tensões e gerir as diferenças “de forma adequada”. “Ambas as partes devem trabalhar juntas para expandir continuamente a lista de áreas de cooperação e reduzir a de problemas, para que as relações China-EUA se situem num rumo estável, saudável e sustentável de desenvolvimento, enviando uma mensagem positiva ao mundo”, acrescentou o chefe da diplomacia chinesa. Sinais positivos De acordo com o comunicado, Wang e Rubio concluíram que o encontro foi “positivo e construtivo” e concordaram em “facilitar as interações de alto nível” e “reforçar o diálogo e a cooperação em diversas áreas”. O Departamento de Estado dos Estados Unidos não divulgou ainda quaisquer informações sobre o encontro, assim como Rubio também não o fez nas redes sociais. A reunião antecede a esperada viagem do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China no próximo mês de Abril — as datas exactas ainda não foram confirmadas —, durante a qual, segundo a imprensa local, poderá ser assinada uma prorrogação da trégua comercial de um ano que o Presidente republicano selou em Outubro com o homólogo chinês, Xi Jinping, após meses de confronto no âmbito das tarifas. Além disso, Trump afirmou recentemente que Xi também visitará os Estados Unidos “no final deste ano”, embora também esta visita não tenha sido confirmada oficialmente. O comunicado não faz referência aos assuntos abordados pelos dois presidentes num telefonema na semana passada, como, por exemplo, Taiwan, qualificada por Xi como a “primeira linha vermelha” nas relações com os Estados Unidos, um assunto que sugeriu a Trump que abordasse “com a máxima prudência”, após a última venda de armas à ilha autogovernada. A reunião desta sexta-feira foi a segunda presencial entre Wang e Rubio — sancionado pela China, em 2020, quando era senador pela Flórida, devido aos protestos em Hong Kong e às sanções por Xinjiang —, após a reunião do mês de Julho passado, à margem de uma cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Hoje Macau China / ÁsiaKim Jong-un prepara-se para nomear filha como herdeira, escreve Seul O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês. A dinastia Kim governa o país com ‘mão de ferro’ desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô. O actual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão. “O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora”, disse ontem o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS. A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em Janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan – onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai. Histórias de amor No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear. A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC. A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental. Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a “filha amada” do país, ou ainda “grande guia”, qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.
Hoje Macau China / ÁsiaConcursos públicos | Novo plano para integrar IA nas contratações As autoridades chinesas divulgaram ontem uma estratégia para acelerar a aplicação de inteligência artificial (IA) nas licitações públicas, com o objectivo de aumentar a eficiência, reforçar a supervisão e garantir uma distribuição “justa e eficiente” dos recursos públicos. O documento, emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, principal órgão de planeamento económico da China) em conjunto com outras instituições estatais, define que, até ao final de 2026, algumas províncias deverão aplicar integralmente funcionalidades como a detecção de irregularidades, avaliação assistida por IA e identificação de conluio em concursos. O plano prevê a extensão destas práticas a todo o país até 2028. Entre as aplicações previstas, destacam-se: análise de tendências sectoriais, balanço entre oferta e procura e verificação de antecedentes regulatórios para ajudar na definição de requisitos técnicos e comerciais durante a fase preparatória dos concursos. Durante a elaboração dos cadernos de encargos, a tecnologia deverá permitir a detecção antecipada de cláusulas ilegais ou que restrinjam a concorrência. Ter juízo Do lado dos concorrentes, a IA poderá apoiar na preparação das propostas, na análise de riscos de incumprimento contratual e na verificação da documentação apresentada. O plano sublinha, no entanto, que as conclusões geradas por sistemas de inteligência artificial não substituem o juízo independente das partes envolvidas nem isentam as respectivas responsabilidades legais. Prevê-se ainda o cumprimento rigoroso de exigências de registo, revisão e segurança dos algoritmos utilizados, para mitigar riscos como falta de transparência, erros ou enviesamentos. O anúncio surge num contexto de rápida expansão do ecossistema chinês de IA, impulsionado pelo lançamento de modelos de linguagem avançados por empresas como Bytedance, DeepSeek, Alibaba e Baidu e um apoio político crescente à autossuficiência tecnológica. A China procura consolidar as suas capacidades próprias em modelos, dados e infraestrutura computacional, num cenário de rivalidade crescente com os Estados Unidos no domínio da inteligência artificial.
Hoje Macau China / ÁsiaApple Daily | Avança dissolução de empresas ligadas a jornal O Governo de Hong Kong iniciou o processo para dissolver três empresas ligadas ao extinto jornal Apple Daily, fundado pelo magnata Jimmy Lai e encerrado em 2021 ao abrigo da Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020. O secretário para a Segurança de Hong Kong, Chris Tang, enviou notificações por escrito à Apple Daily Limited, Apple Daily Printing Limited e AD Internet Limited, concedendo-lhes até 25 de Fevereiro para apresentarem a defesa antes de recomendar ao Chefe do Executivo a eliminação dessas empresas do Registo Comercial, lê-se num comunicado do Governo. As três empresas foram anteriormente condenadas, juntamente com Lai, por conspiração para colusão com forças estrangeiras e por conspirar para publicar material sedicioso, crimes tipificados na legislação de segurança nacional. Cada uma recebeu uma multa de 3.004.500 dólares de Hong Kong. Um porta-voz da secretaria para a Segurança invocou o artigo 31.º da Lei de Segurança Nacional, que permite a suspensão das operações ou a revogação das licenças de entidades sancionadas por esta norma. “Considerando a gravidade dos crimes cometidos, considera-se necessário proibir a operação ou a continuidade destas empresas em Hong Kong para salvaguardar a soberania nacional”, afirmou o porta-voz em comunicado. Se a proposta for aprovada pelo Chefe do Executivo, as empresas serão eliminadas do registo e passam a ser consideradas “organizações proibidas”. Quem actuar como membro ou prestar assistência a essas entidades poderá enfrentar multas de até um milhão de dólares de Hong Kong e penas de até 14 anos de prisão. O Apple Daily encerrou as actividades em Junho de 2021, após uma operação policial em grande escala, congelamento de activos e a detenção de executivos ao abrigo da Lei de Segurança Nacional. Lai, fundador do jornal e símbolo da dissidência de Hong Kong, foi condenado a 20 anos de prisão na passada segunda-feira, no desfecho do mesmo caso.
Hoje Macau China / ÁsiaCisjordânia | Pequim contra anexação de território palestiniano A China manifestou-se ontem contra “qualquer tentativa de anexação” de território palestiniano, após a aprovação por Israel, no domingo, de medidas que reforçam significativamente o seu controlo sobre a Cisjordânia ocupada. “A China sempre se opôs à construção de novas colónias nos territórios palestinianos ocupados e a qualquer tentativa de anexação ou usurpação de território palestiniano que comprometa os alicerces da solução dos dois Estados”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, em conferência de imprensa. As medidas aprovadas pelo gabinete de segurança israelita no fim de semana facilitam a compra de terrenos por colonos na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, e permitem às autoridades israelitas administrar determinados locais religiosos, mesmo quando estes estão situados em áreas sob controlo da Autoridade Palestiniana. “A Cisjordânia é uma parte inalienável do território palestiniano”, reiterou Lin Jian. A China reafirma a sua defesa da solução política dos dois Estados – Israel e Palestina – a coexistirem de forma pacífica e segura.