Hoje Macau China / ÁsiaTikTok | Investidos 1.000 ME em segundo centro de dados na Finlândia A TikTok anunciou ontem um novo investimento de 1.000 milhões de euros para abrir um segundo centro de dados na Finlândia, que se junta ao já existente desde 2025 pelo mesmo montante e no mesmo país. Segundo um comunicado enviado pela empresa à Efe, o novo centro de dados estará situado na cidade de Lahti (sul), a cerca de 60 quilómetros a oeste de Kouvola, onde se espera que as instalações anunciadas em 2025 comecem a operar ainda este ano. Ambos os investimentos, aponta o documento, enquadram-se dentro do que a plataforma desenvolvida pela tecnológica chinesa ByteDance denomina ‘Projecto Clover’, um investimento de 12.000 milhões de euros ao longo de uma década para garantir “protecções líderes no sector para os dados de mais de 200 milhões de utilizadores europeus”. O centro de Lahti “reforçará a capacidade da empresa para garantir o armazenamento predeterminado dos dados dos utilizadores europeus na Europa, sob rigorosos controlos de acesso e sistemas de supervisão avançados”, acrescenta. A aposta na Finlândia deve-se à “combinação única de uma sólida infraestrutura digital, acesso a energia limpa e fiável, e uma mão de obra altamente qualificada” que o país oferece, segundo o director local de Políticas Públicas, Christian Hannibal. A rede social de vídeos curtos TikTok tem estado nos últimos anos no olho do furacão nos Estados Unidos, onde no final de Janeiro confirmou a venda da maioria das suas operações a um grupo de investidores não chineses para evitar a sua proibição, enquanto na Europa enfrenta agora uma batalha contra os reguladores, que exigem que a plataforma mude o “design viciado”.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | China diz exigir às empresas cumprimento da lei Pequim afirmou ontem que exige às empresas chinesas o cumprimento da lei, após acusações contra a BYD no Brasil por alegadas condições laborais análogas à escravatura, sublinhando que as companhias devem operar segundo a legislação vigente. Questionada sobre a inclusão da empresa numa “lista suja” elaborada pelas autoridades brasileiras após uma inspecção laboral num dos seus projectos, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning indicou que o Governo chinês “atribui grande importância à protecção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores” e reiterou que exige às empresas chinesas no estrangeiro o cumprimento da legislação em vigor. Segundo órgãos de comunicação brasileiros, a decisão surge na sequência de uma investigação à construção de uma fábrica da BYD no estado da Baía, onde trabalhadores terão sido sujeitos a jornadas prolongadas, retenção de salários e condições de alojamento inadequadas. As autoridades brasileiras incluíram a BYD, maior fabricante mundial de veículos eléctricos, na chamada “lista suja” de trabalho escravo, um registo oficial destinado a expor infrações laborais e que pode limitar o acesso a financiamento. O caso remonta a uma inspecção realizada em 2024, na qual foram resgatados mais de uma centena de trabalhadores ligados a uma empresa subcontratada, num contexto em que o Ministério Público do Trabalho mantém acções judiciais contra a BYD e outras empresas envolvidas por alegadas irregularidades laborais.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste e Coreia do Sul com acordos nos sectores florestal e da nutrição O Governo de Timor-Leste autorizou ontem, em Conselho de Ministros, a assinatura de acordos com a Agência Internacional da Coreia do Sul para desenvolvimento de um projecto no setor da floresta e de um programa de segurança alimentar. O primeiro projecto de Desenvolvimento da Capacidade de Restauração Florestal e Gestão Sustentável de Timor-Leste conta com uma subvenção de cerca de seis milhões de dólares e vai ser implementado, durante seis anos, nos municípios de Baucau e Manatuto, a leste de Díli. O objectivo do projecto, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, é “reforçar a prevenção e degradação ambiental e promover a recuperação de ecossistemas florestais, através da modernização do centro nacional de viveiros, da implementação de programas de reflorestação e da capacitação de instituições públicas e comunidades locais”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros. O Programa Integrado de Nutrição e Segurança Alimentar, Alimentação Escolar, Fortificação Alimentar e Infraestruturas Escolares será desenvolvido nos municípios de Baucau e Viqueque, a leste da capital timorense, Manufahi, no sul do país, e Bobonaro, a oeste de Díli, durante um período de cinco anos e conta com um financiamento de 7,2 milhões de dólares. “Este projecto visa melhorar as condições de alimentação e nutrição escolar, através do reforço das infraestruturas e equipamentos das cozinhas escolares, da implementação de sistemas de gestão e monitorização, da fortificação alimentar e da promoção de cadeias de abastecimento baseadas na produção agrícola local”, explica o comunicado. O programa inclui também a formação para professores, auxiliares escolares e comunidade e apoio ao desenvolvimento local para abastecimento das escolas. Combate em curso Segundo os dados divulgados pelo Governo, 47 por cento das crianças com menos de cinco anos sofre de má nutrição crónica, 8,6 por cento de desnutrição aguda, 32 por cento têm peso abaixo do previsto e deficiências de vitamina A, ferro e iodo. As autoridades timorenses apresentaram, em Março do ano passado, um plano de acção multissetorial de nutrição, que visa reduzir o atraso no crescimento infantil para 25 por cento até 2030 com foco nos recém-nascidos e crianças até aos 23 meses e mulheres em idade reprodutiva.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte dispara “vários mísseis balísticos” Pyongyang lançou ontem vários mísseis em direcção ao mar do Japão. Desde o início do ano, este é o quarto ensaio levado a cabo pelas forças norte-coreanas A Coreia do Norte disparou ontem “vários mísseis balísticos não identificados”, de acordo com o exército sul-coreano, que relatou um lançamento semelhante ocorrido no dia anterior. O exército afirmou ter detectado, durante a manhã de ontem, “vários mísseis balísticos não identificados, lançados a partir da região de Wonsan, na Coreia do Norte, em direcção ao mar do Leste”, em referência ao nome coreano do mar do Japão. Os mísseis percorreram cerca de 240 quilómetros. Uma hora antes, o exército deu conta do lançamento, na terça-feira, de um “projéctil não identificado”, desta vez a partir da região de Pyongyang, capital norte-coreana. As manobras militares ocorrem pouco depois de Seul ter-se desculpado pelo envio de drones para o Norte por civis em Janeiro, o que foi bem recebido por Pyongyang. O Gabinete de Segurança Nacional da Casa Azul, sede da presidência sul-coreana, realizou uma reunião de emergência após os lançamentos de mísseis, indicando ainda que, “tendo em conta o conflito em curso no Médio Oriente, as agências envolvidas receberam instruções para redobrar a vigilância, a fim de manter um estado de preparação ideal”. O gabinete “exortou a Coreia do Norte a cessar imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, qualificando-os de actos provocadores, que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, precisou num comunicado. Desculpas e hostilidades Segundo analistas, estes disparos são um sinal de que a Coreia do Norte permanece indiferente à mão estendida do vizinho, apesar de a influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, ter qualificado de “sensata” a decisão de Lee Jae-myung de manifestar pesar pelo incidente dos drones. “O nosso governo saudou esta decisão como sendo feliz e sensata”, disse Kim. O Presidente sul-coreano tem procurado retomar as relações bilaterais desde que foi eleito, em Junho, contrastando com a linha dura do antecessor. “Um incidente a envolver drones civis, que não deveria ter ocorrido, teve lugar sob esta administração, e foi confirmado que um responsável do serviço nacional de inteligência e um soldado no activo estavam envolvidos”, lamentou Lee na segunda-feira. Na terça-feira, porém, um alto responsável da diplomacia norte-coreana considerou absurdas as informações divulgadas pelos meios de comunicação social sul-coreanos, que apresentaram os comentários de Kim Yo-jong de forma positiva. “Isto ficará também nos anais como uma ‘interpretação sonhadora e cheia de esperança por parte de imbecis’ que espantam o mundo”, afirmou Jang Kum-chol, primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado em inglês divulgado pela agência de notícias oficial KCNA. O responsável reafirmou que o Norte considera o Sul como o “Estado inimigo mais hostil”. “Os disparos sucessivos e as recentes declarações [de Pyongyang] sublinham a determinação da Coreia do Norte em ignorar as tentativas do Sul de melhorar as relações intercoreanas”, resumiu Lim Eul-chul, especialista em assuntos norte-coreanos da Universidade de Kyungnam. E vão quatro Os lançamentos de ontem constituem o quarto teste de mísseis balísticos norte-coreanos registado desde o início do ano. Em meados de Março, as Forças Armadas sul-coreanas detetaram “cerca de dez mísseis balísticos não identificados lançados a partir da região de Sunan, na Coreia do Norte”, em direcção ao mar do Japão, quando em simultâneo decorriam exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, que Pyongyang criticou duramente. Sob a presidência do antecessor de Lee, Yoon Suk-yeol, as tensões entre as duas Coreias agravaram-se consideravelmente, com várias provocações de um lado e de outro, nomeadamente o lançamento de nuvens de balões com lixo lançados pelo Norte em meados de 2024, em resposta ao envio, a partir do Sul, de propaganda por activistas anti-Pyongyang.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China saúda cessar-fogo e destaca empenho diplomático Pequim manteve contactos constantes com os países envolvidos na crise desde o início da guerra para tentar restabelecer a paz no Médio-Oriente A China saudou ontem a trégua de duas semanas alcançada entre os Estados Unidos e o Irão, sublinhando o seu envolvimento activo nos esforços para pôr termo às hostilidades, sem avançar detalhes. O anúncio do cessar-fogo surgiu uma hora antes do fim de um ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçava “erradicar uma civilização inteira” caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz. “A China saúda o anúncio, pelas partes envolvidas, da conclusão de um acordo de cessar-fogo”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, numa conferência de imprensa. Questionado na terça-feira sobre se a China tinha estado envolvida em levar o Irão à mesa de negociações para este acordo, Donald Trump respondeu: “sim, esteve”. Instada a comentar estas declarações, Mao Ning afirmou que “desde o início da guerra no Irão, a China tem-se empenhado activamente na promoção da paz e no fim do conflito”. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manteve 26 contactos com os seus homólogos de países envolvidos na crise, precisou a porta-voz. Mao Ning referiu ainda os contactos com o Paquistão, mediador na crise. Na sombra O Irão é um parceiro comercial e estratégico da China. Antes da guerra, mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China, segundo a empresa de análise Kpler. A China condenou firmemente os ataques dos Estados Unidos e de Israel, tendo também criticado implicitamente os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim tem-se mantido discreta quanto à sua acção diplomática e aos seus contactos, nomeadamente com o Irão. “Enquanto grande potência responsável, a China continuará a desempenhar um papel construtivo e a contribuir activamente para o restabelecimento da paz e da estabilidade na região do Golfo e no Médio Oriente”, afirmou Mao Ning.
Hoje Macau China / ÁsiaBolsa | Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram ontem em forte alta, com ganhos até 4,79 por cento, prolongando o optimismo dos mercados após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos. A subida dos mercados reflecte o alívio dos investidores perante a perspectiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou a trégua “imediata” entre o Irão e os Estados Unidos, indicando também o arranque de negociações em Islamabade com vista a um acordo definitivo. Em paralelo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter adiado por esse período o ataque contra infraestruturas iranianas com que tinha ameaçado caso Teerão não reabrisse o estreito de Ormuz, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, garantiu a “passagem segura” por essa via durante as próximas duas semanas. A reacção dos mercados chineses traduz o alívio face a um conflito que tem afectado a Ásia, devido ao impacto na energia, no transporte marítimo e nas cadeias de abastecimento. Para a China, a situação no estreito de Ormuz é particularmente sensível, já que cerca de 45 por cento das importações de gás e petróleo do país passam por essa rota.
Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Ex-subdiretor de empresa química estatal acusado de receber subornos A Procuradoria chinesa acusou de corrupção Feng Zhibin, ex-dirigente da Sinochem, um dos maiores grupos estatais da China nos sectores químico, energético e agrícola, por alegadamente aceitar subornos de valor “excepcionalmente elevado”. Após uma investigação conduzida pela Comissão Nacional de Supervisão, um dos principais órgãos anticorrupção do Estado, Feng foi remetido ao ministério público e detido sob suspeita destes crimes. Segundo a acusação, Feng aproveitou os vários cargos que ocupou no conglomerado estatal – entre eles subdirector-geral e director do departamento de investimentos – bem como a condição de membro do comité do Partido Comunista Chinês (PCC) na empresa, “para obter benefícios para terceiros e aceitar ilegalmente subornos de montante excecionalmente elevado”. A Procuradoria indicou que, após deixar funções, o ex-responsável continuou a utilizar de forma ilegal a influência decorrente do seu anterior cargo, recorrendo às funções oficiais de outros trabalhadores do Estado. Além disso, enquanto dirigente de uma empresa estatal, incorreu em “negligência com fins de lucro pessoal”, abusou do poder, causou perdas significativas e provocou prejuízos “particularmente graves” aos interesses nacionais. O caso foi remetido ao Tribunal Popular Intermédio de Daqing, no nordeste do país, depois de a procuradoria local ter formalizado a acusação.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Wang Yi de visita à Coreia do Norte O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, visita hoje e amanhã a Coreia do Norte, visando aprofundar as relações entre os dois países vizinhos, anunciou ontem a diplomacia chinesa. Apesar das tensões bilaterais provocadas pelo programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, Pequim continua a ser um apoio essencial, estratégico e económico para Pyongyang. A companhia aérea chinesa Air China retomou na semana passada os voos directos entre Pequim e Pyongyang, após uma interrupção de seis anos devido à pandemia da covid-19, sinal de uma abertura gradual do país, altamente isolado, após a retoma das ligações ferroviárias entre as duas capitais em Março. A visita de Wang Yi, a convite de Pyongyang, constitui uma etapa “importante” na manutenção e desenvolvimento das relações bilaterais, afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China. “A China está disposta a trabalhar com a Coreia do Norte para reforçar a comunicação estratégica, intensificar os intercâmbios e a cooperação e promover continuamente as relações tradicionais de amizade e cooperação”, acrescentou, numa conferência de imprensa regular. Em Fevereiro, numa mensagem de felicitações ao líder norte-coreano Kim Jong Un após a sua reeleição à frente do partido no poder em Pyongyang, o Presidente chinês, Xi Jinping, manifestou-se disponível para trabalhar com ele para escrever um “novo capítulo” nas relações bilaterais. A Coreia do Norte ainda não reabriu totalmente as suas fronteiras desde a pandemia. Pyongyang continua, para já, relutante em conceder vistos turísticos, sendo que as novas ligações ferroviárias e aéreas são sobretudo utilizadas por estudantes, trabalhadores e pessoas que visitam familiares.
Hoje Macau China / ÁsiaNatação | Investigado assédio digital contra campeã olímpica A Associação Chinesa de Natação anunciou ontem que está a investigar um caso de assédio digital contra a três vezes campeã olímpica nos saltos para a água Quan Hongchan, centrado em críticas ao seu peso. O organismo, dependente da Administração Geral do Desporto, indicou em comunicado que iniciou diligências em conjunto com as autoridades desportivas da província de Guangdong, após detectar “violência na Internet, ataques maliciosos e informações falsas” dirigidos contra a atleta. Segundo a nota, um centro de treino de Guangdong apresentou queixa junto da polícia, enquanto a associação assegurou que apoiará o recurso a “meios legais” para proteger os direitos dos atletas, advertindo que atuará com “tolerância zero” assim que os factos sejam confirmados. A associação condenou ainda qualquer comportamento que afecte a saúde física ou mental dos desportistas ou prejudique a imagem da equipa nacional, criticando a influência de uma “cultura de fãs” que classificou como distorcida. O caso surge depois de Quan, de 19 anos, ter revelado recentemente, em entrevistas, que ponderou abandonar a carreira após meses de pressão pública e críticas nas redes sociais, em particular relacionadas com o seu peso e condição física após os Jogos Olímpicos de Paris2024. “Todos os dias, chamavam-me gorda, mas eu já estava a passar fome”, relatou a atleta, admitindo mesmo que “movimentos que antes” não lhe causavam receio passaram a assustá-la, tendo mesmo sonhado que caía da plataforma. Em paralelo, vários utilizadores nas redes sociais manifestaram apoio à atleta e apelaram a que “não se coloque demasiada pressão” e que possa “viver feliz e com liberdade”, apesar das críticas. Nos últimos anos, as autoridades chinesas têm reforçado as medidas contra o assédio a atletas na Internet.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Líder da oposição numa “viagem pela paz” A líder da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, iniciou ontem uma visita à China a convite do Presidente chinês, Xi Jinping, numa deslocação que descreveu como uma “viagem pela paz”. A visita, a primeira de um líder da oposição taiwanesa à China em cerca de uma década, ocorre antes de um encontro previsto para Maio, em Pequim, entre Xi Jinping e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes de partir de Taipé, a presidente do Kuomintang (Partido Nacionalista) afirmou aos jornalistas que Taiwan deve envidar todos os esforços para evitar a guerra e aproveitar todas as oportunidades para promover a paz. “O objectivo desta visita à China continental é precisamente mostrar ao mundo que não é apenas Taiwan que deseja unilateralmente a paz”, afirmou Cheng Li-wun. “Creio que, através desta viagem pela paz, todos poderão ver ainda mais a sinceridade e determinação do Comité Central do Partido Comunista da China em resolver quaisquer divergências entre as duas partes através do diálogo e do intercâmbio pacífico”, acrescentou. “Ninguém deseja que a ilha se transforme num campo de batalha; todos aproveitariam qualquer oportunidade para evitar que a guerra a atinja: preservar a paz é preservar Taiwan”, afirmou ainda Cheng, em declarações recolhidas pela agência CNA na sede do seu partido em Taipé. Dezenas de apoiantes e opositores concentraram-se no aeroporto de Taipé, entoando palavras de ordem e exibindo cartazes. A líder da oposição, de 56 anos, visitará a província oriental de Jiangsu, Xangai e Pequim entre 07 e 12 de Abril e, segundo a imprensa de Taiwan, tem previsto reunir-se no dia 10 com Xi, um encontro que ainda não foi confirmado por nenhuma das partes.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Seul envia representante para garantir abastecimento energético O chefe do gabinete presidencial sul-coreano, Kang Hoon-sik, deslocou-se ontem ao Médio Oriente e Ásia Central para garantir o abastecimento energético, no quadro da guerra contra o Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz. Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação vai ao Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente. A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70 por cento do petróleo bruto que consome, e mais de 95 por cento deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética. Kang explicou que 54 por cento da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento. O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul. Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura. Além disso, as autoridades de Seul estão a ponderar enviar cinco navios com bandeira sul-coreana para a cidade saudita de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, o que permitiria evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Hoje Macau China / ÁsiaCombustíveis | Aumento dos preços limitado a metade do valor de mercado A China vai continuar a limitar praticamente a metade o aumento no preço dos combustíveis, prolongando as medidas anunciadas em Março para tentar atenuar o impacto da subida do preço do petróleo. Segundo indicou ontem num comunicado a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR, principal órgão de planeamento económico do país), os preços da gasolina subirão 420 yuan por tonelada, quando deveriam subir 800 yuan, na sequência das “consideráveis” flutuações no mercado. O preço do gasóleo subirá 400 yuan por tonelada, em vez dos 770 yuan do cálculo padrão. “Para mitigar o impacto dos preços internacionais crescentes do petróleo bruto no mercado nacional, o Governo continua a aplicar medidas de controlo sobre os preços dos derivados do petróleo”, indica a instituição no seu portal. A 23 de Março, a CNRD anunciou que limitaria os aumentos a 1.160 e 1.115 yuan para a gasolina e o gasóleo, em vez dos 2.205 e 2.120 yuan que teria de aplicar face à escala do preço do petróleo. No comunicado de ontem, o responsável pelo planeamento económico exige que as grandes petrolíferas estatais “organizem a produção e o transporte” de produtos refinados para “garantir o abastecimento estável” e insta-as a “aplicar rigorosamente” os referidos controlos de preços. O comunicado adverte de “penas severas” contra quem infringir estas medidas e pede a todas as autoridades do país que “reforcem a supervisão e a inspecção do mercado”. Perante o bloqueio “de facto” do estreito de Ormuz, por onde passa 45 por cento do petróleo que importa, a China registou um dos maiores aumentos recentes nos preços dos combustíveis, o que levou os reguladores a intervir para limitar o seu impacto sobre os cidadãos.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | Pequim e Kiev acordam requisitos para exportação de farinha de trigo China e Ucrânia assinaram na segunda-feira um protocolo sobre requisitos sanitários, de inspecção e de quarentena para a exportação de farinha de trigo ucraniana para o mercado chinês, num novo passo na cooperação agroalimentar entre os dois países. O acordo foi assinado na segunda-feira pelo embaixador da China na Ucrânia, Ma Shengkun, e pelo chefe do Serviço Estatal da Ucrânia para a Segurança Alimentar e Protecção do Consumidor, Serhii Tkachuk, informou ontem a embaixada chinesa em Kiev, através da sua conta oficial na rede social WeChat. De acordo com a embaixada chinesa, Ma Shengkun avaliou positivamente a cooperação agrícola entre Pequim e Kiev, afirmando que a assinatura do protocolo “vai ampliar ainda mais a cooperação comercial em produtos agrícolas entre os dois países” e enriquecer o conteúdo da parceria estratégica bilateral. Na reunião participou também a vice-ministra ucraniana da Economia, Ambiente e Agricultura, Iryna Ovcharenko, que indicou que a China é o principal parceiro comercial da Ucrânia e um “destino importante” para as exportações agrícolas ucranianas, manifestando confiança de que o protocolo “impulsionará um novo crescimento” do comércio bilateral neste sector.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Xi pede novo sistema energético e reforço da segurança O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu ontem a construção de um “novo sistema energético” e o reforço da segurança energética do país, num contexto de perturbações no fornecimento de combustíveis fósseis, causado pelo conflito no Médio Oriente. Sem referir directamente a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, Xi sublinhou que a China deve “acelerar o planeamento e a construção de um novo sistema energético” e reforçar a segurança, numa fase em que Pequim aposta na diversificação das fontes de abastecimento, noticiou a televisão estatal CCTV. O chefe de Estado apelou ao desenvolvimento “activo, seguro e ordenado” da energia nuclear e ao reforço de um sistema integrado de produção, fornecimento, armazenamento e comercialização de energia. As declarações surgem após semanas de instabilidade no Médio Oriente, onde a guerra envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos tem afectado o tráfego marítimo e pressionado o preço do petróleo, devido ao bloqueio de facto do Estreito de Ormuz. Segundo a CCTV, nos primeiros meses do novo plano quinquenal aprovado em Março, que orienta a segunda maior economia mundial nos próximos cinco anos, a China tem acelerado a construção de infraestruturas energéticas de nova geração, com o objectivo de reforçar a cadeia de abastecimento e promover um desenvolvimento mais verde e de baixas emissões. No final de Fevereiro, a capacidade instalada de energia eólica e solar atingia 1.880 milhões de quilowatts, um aumento de 28,8 por cento em termos homólogos, enquanto a produção eléctrica a partir de fontes renováveis já representa cerca de 40 por cento do total nacional. Xi Jinping salientou recentemente que o carvão continua a ser a “base energética” da China, devendo desempenhar um papel de suporte. Impacto global O conflito, em escalada desde finais de Fevereiro, tem incluído ataques a infraestruturas energéticas e afectado o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde, em circunstâncias normais, transita cerca de 20 por cento do petróleo mundial e aproximadamente 45 por cento das importações chinesas de petróleo e gás. A guerra já teve impacto directo na China, ao aumentar os custos energéticos e logísticos, levando mesmo as autoridades a intervir temporariamente nos preços internos dos combustíveis. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês indicou recentemente que alguns navios chineses conseguiram atravessar o estreito após coordenação com as partes envolvidas. Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.
Hoje Macau China / ÁsiaVenezuela | China critica licenças mineiras dos EUA A China acusou ontem os Estados Unidos de interferirem na sua cooperação com a Venezuela, após a emissão de uma licença que permite investimentos no sector mineiro do país sul-americano, mas exclui empresas chinesas. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim “se opõe firmemente” ao uso, por parte de Washington, de “alegadas licenças gerais para interferir na cooperação entre a China e a Venezuela”, sublinhando que os “direitos e interesses legítimos” do país asiático devem ser protegidos. Mao acrescentou que os Estados Unidos deveriam “levantar imediatamente as suas sanções unilaterais ilegais contra a Venezuela”, em vez de utilizarem estas licenças para “encobrir acções que prejudicam os direitos e interesses legítimos da Venezuela e de outras partes”. As declarações surgem depois de o Departamento do Tesouro norte-americano ter emitido nos últimos dias uma licença que autoriza empresas dos Estados Unidos a negociar, assinar contratos e investir no sector mineiro venezuelano, incluindo a exploração e comercialização de minerais como o ouro, até agora sujeitos a sanções.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Eurodeputados analisam em Pequim concorrência comercial Uma delegação da comissão do Mercado Interno do Parlamento Europeu reuniu-se ontem em Pequim com empresas europeias para analisar a concorrência com a China, incluindo desequilíbrios comerciais, comércio electrónico e inteligência artificial. Segundo a comissão, o encontro com a Câmara de Comércio da União Europeia na China centrou-se no “desequilíbrio comercial”, no impacto da inteligência artificial no emprego e produção, na evolução do comércio electrónico e nas oportunidades de mercado, durante a primeira visita de eurodeputados ao país em oito anos. A missão é liderada pela eurodeputada alemã Anna Cavazzini e começou na terça-feira com reuniões com o embaixador da União Europeia na China, Jorge Toledo, e outros representantes europeus em Pequim. Os eurodeputados reuniram-se também com altos responsáveis chineses, a quem transmitiram preocupações sobre a entrada na União Europeia de produtos “perigosos” provenientes da China. A delegação tem previsto reunir-se ainda com representantes das plataformas Shein e Alibaba, antes de seguir para Xangai, onde deverá encontrar-se com a Temu e visitar o aeroporto internacional de Pudong. Durante a visita, os eurodeputados vão também acompanhar, com autoridades aduaneiras chinesas e empresas de logística, o funcionamento dos controlos de exportação e importação. A deslocação ocorre num contexto de crescente atenção de Bruxelas à entrada massiva de pequenos pacotes provenientes de plataformas fora da União Europeia, sobretudo chinesas. Segundo o Parlamento Europeu, em 2024 entraram no mercado europeu 4.600 milhões de pequenos pacotes, 91 por cento dos quais com origem na China. A instituição considera ainda que a relação económica com Pequim continua assimétrica, devido à desigual abertura dos mercados, num contexto de défice comercial europeu de 359,8 mil milhões de euros com a China em 2025.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China e Paquistão reforçam coordenação e apelam a cessar-fogo A China anunciou que vai reforçar a “coordenação estratégica” com o Paquistão sobre a crise no Irão, defendendo diálogo e um cessar-fogo, durante uma visita do chefe da diplomacia paquistanesa a Pequim. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reuniu-se com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar, na terça-feira, para discutir formas de reduzir as tensões regionais e lançar uma iniciativa conjunta de cinco pontos destinada a restaurar a estabilidade no Golfo Pérsico e no Médio Oriente. O plano inclui um apelo a um cessar-fogo imediato, à suspensão de ataques contra civis e infraestruturas críticas – como instalações energéticas e de dessalinização – e à reabertura do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de energia. A via marítima tem sido afectada por um bloqueio de facto por parte de Teerão, em resposta a ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel iniciados a 28 de Fevereiro, que perturbaram cadeias de abastecimento e os mercados petrolíferos. Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi sublinhou que um cessar-fogo é essencial para evitar a propagação do conflito, reduzir vítimas e garantir a segurança das cadeias globais de energia. “A China está disposta a trabalhar com o Paquistão para ultrapassar dificuldades, eliminar interferências, travar o conflito o mais rapidamente possível e abrir uma janela para negociações de paz”, afirmou. Do outro lado Ishaq Dar agradeceu o apoio chinês aos esforços de mediação de Islamabade, salientando que o conflito está a afectar de forma particular os países em desenvolvimento. “Alcançar a paz é uma causa justa e uma prioridade urgente”, declarou, reafirmando a disponibilidade do Paquistão para aprofundar a cooperação com Pequim e promover o diálogo entre as partes. A visita de Dar, a segunda à China em três meses, ocorre após contactos diplomáticos com países como Arábia Saudita, Turquia e Egipto, e num momento em que Islamabade se posiciona como mediador entre Washington e Teerão. A porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning afirmou que Pequim e Islamabade vão “reforçar a comunicação e coordenação estratégicas” e “promover o diálogo, pôr fim ao conflito e salvaguardar a estabilidade regional”. Analistas citados pela imprensa chinesa consideram que a cooperação bilateral vai além da crise iraniana, abrangendo também projectos económicos e questões regionais mais amplas, incluindo o corredor económico China – Paquistão. Ainda assim, especialistas sublinham que o apoio de Pequim deverá ser sobretudo político e diplomático, afastando a hipótese de garantias de segurança formais ao Irão, em linha com a política chinesa de não-alinhamento.
Hoje Macau China / ÁsiaPaquistão e talibãs afegãos retomam negociações para cessar-fogo O Paquistão e o Governo talibã do Afeganistão retomaram negociações na China, que está a mediar entre as duas partes para alcançar um cessar-fogo duradouro após mais de um mês de combates, disseram ontem dois responsáveis paquistaneses. Uma terceira fonte com conhecimento do processo indicou que as conversações visam pôr termo aos confrontos em curso, segundo a agência Associated Press. Representantes de ambos os países estão reunidos em Urumqi, no noroeste da China, segundo os responsáveis, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a prestar declarações à comunicação social. A China não comentou oficialmente o processo, enquanto o ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão não confirmou nem desmentiu o desenvolvimento. As fontes referiram que as conversações, vistas como um possível alívio para milhões de pessoas no Paquistão e no vizinho Afeganistão, já tiveram início. Islamabade acusa Cabul de dar abrigo a militantes responsáveis por ataques em território paquistanês, em particular ao grupo Talibã paquistanês, aliado dos talibãs afegãos, que tomaram o poder em 2021 após a retirada das tropas lideradas pelos Estados Unidos. O Afeganistão rejeita as acusações. Ataques mútuos As tensões agravaram-se no mês passado, quando Cabul denunciou que um ataque aéreo paquistanês atingiu um hospital de tratamento de toxicodependência na capital afegã, provocando mais de 400 mortos, número que as Nações Unidas dizem ainda estar por verificar. O Paquistão negou ter visado civis, afirmando ter atingido um depósito de munições. O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, afirmou recentemente que o país “apenas visou infraestruturas terroristas” e não qualquer hospital. Embora as duas partes tenham acordado um cessar-fogo temporário durante a festividade muçulmana do Eid al-Fitr, os combates foram retomados posteriormente, ainda que com menor intensidade face aos confrontos registados em Fevereiro e Março. O conflito tem sido particularmente violento nos últimos anos. Em Fevereiro, o Paquistão declarou estar em “guerra aberta” com o Afeganistão, aumentando a preocupação da comunidade internacional, sobretudo devido à presença de grupos como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico na região. Segundo as fontes citadas pela AP, a actual ronda de negociações iniciou-se após ambas as partes aceitarem a proposta de mediação da China. As tensões persistem há meses e os recentes combates fragilizaram um cessar-fogo mediado pelo Qatar em Outubro, que tinha interrompido confrontos anteriores que fizeram dezenas de mortos. Conversações de paz realizadas em Novembro em Istambul não conseguiram produzir um acordo duradouro.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Pequim afirma que novos mísseis vão “além da autodefesa” A China acusou ontem o Japão de ultrapassar o âmbito da autodefesa com o destacamento de novos mísseis de longo e manifestou preocupação com o que considera uma mudança na política de segurança japonesa. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Tóquio está a instalar “armas ofensivas que vão muito além do alcance da autodefesa e do princípio de uma política exclusivamente defensiva”. Segundo Mao, estas medidas reflectem que “forças de direita no Japão estão a impulsionar a política de segurança numa direcção ofensiva e expansionista”, advertindo que tal orientação “ameaça a paz regional” e apelando à comunidade internacional para manter “elevada vigilância”. A responsável instou ainda o Japão a “reflectir profundamente sobre a sua história de agressão militarista”, a respeitar os compromissos em matéria de segurança e a agir com prudência. O Japão destacou na terça-feira os seus primeiros mísseis de longo alcance de fabrico nacional em bases nas prefeituras de Kumamoto, no sul do arquipélago, e Shizuoka, no centro, com um alcance de cerca de 1.000 quilómetros, o que lhe confere capacidade de contra-ataque. O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que estes sistemas visam reforçar a capacidade de dissuasão do país, classificando-os como uma “iniciativa crucial para fortalecer as capacidades de dissuasão e resposta”, num contexto de segurança que descreveu como “o mais complexo e severo desde o final da Segunda Guerra Mundial”. Esta semana, as autoridades japonesas anunciaram que o contratorpedeiro Chokai passou a ter capacidade para lançar mísseis norte-americanos Tomahawk, após modificações realizadas nos Estados Unidos.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Aprovado Regime Jurídico da Prática de Artes Marciais O parlamento de Timor-Leste aprovou ontem na generalidade o Regime Jurídico da Prática de Artes Marciais, suspenso desde 2023, com 38 votos a favor e a abstenção da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin). A Fretilin, através da deputada Nurima Alkatiri, justificou com a abstenção com o facto de não compreender o que o Estado entende sobre organizações de artes marciais. “São desporto, representam um risco para a segurança pública ou constituem uma base de mobilização político-partidária”, questionou a deputada, salientando que só quando o Estado tiver uma “posição clara poderá definir políticas, leis e regulamentos adequados”. A deputada considerou também que a legislação foi feita com base no preconceito de que os cidadãos timorenses são criminosos ou agentes de comportamentos negativos. “É verdade que existem casos isolados de comportamento inadequados, mas a generalização e o estigma podem gerar discriminação e exclusão”, afirmou. Em terceiro lugar, a Fretilin questiona a apresentação temporal da lei. “Só agora surge uma proposta de lei com este objectivo. Porquê agora? Num contexto de crescente sensibilidade política, incluindo ciclos eleitorais, importa questionar se estamos perante uma resposta estruturada ou uma iniciativa motivada por interesses de curto prazo”, questionou a deputada. O Governo de Timor-Leste prolongou, em Dezembro de 2025, até Junho de 2026 a suspensão do ensino, aprendizagem e prática de artes marciais, bem como o encerramento dos locais e instalações destinados ao seu ensino. A suspensão do ensino, aprendizagem e práticas de artes marciais foi pela primeira vez imposta em Novembro de 2023, na sequência de graves incidentes registados em todo o território nacional, que provocaram pelo menos quatro mortos e 26 feridos.
Hoje Macau China / ÁsiaÍndia |Pelo menos oito mortos e oito feridos numa cerimónia religiosa Pelo menos oito pessoas morreram ontem e outras oito ficaram feridas durante uma cerimónia religiosa num templo hindu do estado de Bihar, no norte da Índia, devido ao calor intenso e excesso de participantes. “Infelizmente, oito pessoas morreram. Outras oito ficaram feridas e foram transportadas para receberem tratamento, encontrando-se estáveis”, disse o responsável policial local, Kundam Kumar. As autoridades da região informaram que havia uma maioria de mulheres nas imediações e dentro do templo por se tratar de um ritual dedicado à deusa Shitala, protectora da saúde e das crianças. “Juntou-se um grande número de mulheres, muitas delas ainda em jejum. Depois de tomarem um banho sagrado, estavam a entrar para o templo. A combinação do calor intenso, desidratação e dificuldades em respirar fez com que a multidão ficasse incontrolável”, descreveu Kumar. O acidente coincide com a visita oficial da presidente indiana, Droupadi Murmu, à mesma zona, o que terá feito com que os meios de segurança fossem aplicados à sua comitiva e deslocações, desguarnecendo o evento religioso daquele templo hindu. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, manifestou “profunda tristeza” pelo sucedido e anunciou indemnizações de 200.000 rupias (cerca de 2.100 euros) para as famílias das vítimas mortais, bem como a criação de uma comissão para investigar as causas do acidente.
Hoje Macau China / ÁsiaChina espera que visita de eurodeputados contribua para desenvolvimento das relações O Governo chinês afirmou ontem esperar que a visita ao país de eurodeputados da comissão do Mercado Interno do Parlamento Europeu, que começou ontem, “contribua para o desenvolvimento saudável e estável” das relações entre Pequim e a União Europeia. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning disse, em conferência de imprensa, que “os intercâmbios legislativos constituem uma componente importante das relações entre a China e a UE”. Mao acrescentou que “esta visita vai promover os intercâmbios e a cooperação entre os órgãos legislativos da China e da UE”. “A deslocação permitirá melhorar o conhecimento que o Parlamento Europeu tem da China”, indicou a porta-voz. Nove eurodeputados (três alemães, três franceses, um holandês, um polaco e uma dinamarquesa) iniciaram ontem a visita para conhecer melhor os sectores tecnológico e do comércio electrónico do país, bem como avaliar o cumprimento das normas aplicáveis ao envio de encomendas para a União Europeia, naquela que é a primeira deslocação de eurodeputados ao país asiático em oito anos. Novos desafios Num comunicado, o Parlamento Europeu descreveu a visita como “uma oportunidade importante” para abordar desafios comuns nas áreas digital e do comércio electrónico e promover uma concorrência leal entre a UE e a China, esperando transmitir aos interlocutores chineses a posição europeia em matéria de regulação digital, protecção do consumidor e segurança dos produtos. “Uma das principais preocupações [dos eurodeputados] são as infrações sistemáticas das normas europeias e o elevado volume de pequenas encomendas que não cumprem essas regras provenientes de plataformas não europeias, incluindo chinesas”, lê-se na mesma nota. Na capital chinesa, os deputados vão reunir-se com a Câmara de Comércio da UE para conhecer os desafios de acesso ao mercado enfrentados pelas empresas europeias no país e terão encontros com representantes dos gigantes do comércio digital Shein e Alibaba. Em Xangai, os eurodeputados reunir-se-ão com representantes da Temu para discutir o cumprimento das normas europeias relativas aos mercados digitais e à concorrência leal, e visitarão o aeroporto internacional de Pudong com as autoridades aduaneiras chinesas e uma empresa local de logística. A visita representa mais um passo na normalização das relações entre a China e o Parlamento Europeu, depois de ambas as partes terem levantado, em 2025, as sanções que tinham imposto mutuamente em 2021, quando Pequim adotou medidas contra dez pessoas e quatro entidades da UE em resposta às sanções europeias contra responsáveis chineses acusados de violações dos direitos humanos de membros da minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur. A China é o terceiro maior parceiro comercial da União Europeia, mas a relação económica é assimétrica devido ao desequilíbrio na abertura dos respectivos mercados, segundo o Parlamento Europeu.
Hoje Macau China / ÁsiaOrmuz | Pequim confirma que três navios chineses atravessaram Estreito O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês congratulou-se com a passagem das três embarcações, apelando ao mesmo tempo a um cessar-fogo urgente na região O Governo chinês confirmou ontem que três navios do país asiático conseguiram atravessar recentemente o Estreito de Ormuz, num sinal de alívio parcial para o tráfego nesta via estratégica, que se encontra bloqueada pelo Irão. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que, “após coordenação com as partes relevantes, três navios chineses transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz”. Mao sublinhou que a China “agradece a assistência prestada pelas partes envolvidas” e destacou a importância estratégica desta rota marítima para o comércio internacional. “O Estreito de Ormuz e as suas águas adjacentes são uma importante via internacional para o comércio de mercadorias e de energia”, acrescentou a porta-voz, apelando a “um cessar-fogo o mais rapidamente possível” e ao restabelecimento “da paz e da estabilidade no Golfo Pérsico”. As declarações de Mao surgem depois de dados do portal de monitorização marítima MarineTraffic indicarem que os cargueiros da Cosco “Indian Ocean” e “Arctic Ocean”, bem como o “Mac Hope”, um navio com bandeira do Panamá que se declarou de propriedade e tripulação chinesas, atravessaram na segunda-feira esta via e se encontram já a leste de Ormuz. Segundo órgãos de comunicação chineses, os dois cargueiros da Cosco transportavam contentores maioritariamente vazios e tinham ficado retidos no Golfo Pérsico desde o final de Fevereiro, quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, seguidos da retaliação de Teerão. Os navios já tinham tentado anteriormente atravessar o estreito na passada sexta-feira, mas tiveram de voltar atrás depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter-lhes negado a passagem, de acordo com informações da consultora Lloyd’s List Intelligence. Caso sério A confirmação oficial chinesa surge dias depois de a Cosco ter anunciado a retoma da aceitação de novas reservas de contentores convencionais com destino a vários países do Médio Oriente, embora tenha então alertado para a “volatilidade” regional e para o facto de os custos, a programação e as condições do transporte continuarem “sujeitos a alterações”. A passagem por Ormuz é particularmente sensível para a China, dado que cerca de 45 por cento das suas importações energéticas transitam por essa via. A perturbação do tráfego marítimo e a subida dos preços do petróleo já tiveram impacto no mercado interno chinês, onde os combustíveis registaram recentemente uma das maiores subidas dos últimos anos, levando o regulador a intervir de forma excepcional para limitar esse aumento.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta para “graves consequências” face a ataques contra instalações nucleares no Irão A China alertou ontem que acções contra “instalações nucleares pacíficas” podem ter “graves consequências para a paz e estabilidade” regionais, após o Irão ter denunciado ataques dos Estados Unidos próximo da central nuclear de Bushehr. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que “os ataques armados contra instalações nucleares pacíficas sob salvaguardas e supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica violam os propósitos da Carta das Nações Unidas, o direito internacional e o Estatuto da AIEA”. Mao sustentou que estas operações “minam gravemente a autoridade do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e enfraquecem os esforços para manter o regime internacional de não proliferação nuclear”. “A China defende uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana por via política e diplomática”, acrescentou a porta-voz. A campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel incluiu, nos últimos dias, três instalações nucleares, duas universidades, o edifício de uma televisão do Catar e zonas residenciais de Teerão, ataques que causaram mais de 70 mortos. Nos últimos dias, Estados Unidos e Israel têm centrado as suas acções nas indústrias do país, no seu programa nuclear e nos seus centros de conhecimento. Degradação contínua Ao final da passada sexta-feira, registou-se um ataque nas proximidades da central nuclear de Bushehr (sul) – o terceiro em dez dias – pelo que a instalação “continua a degradar-se”, segundo a Rússia, que construiu a central e está a retirar parte do seu pessoal. A guerra opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel desde 28 de Fevereiro, quando estes lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas contra Israel, vários países do Golfo e posições associadas a Washington na região. Pequim tem condenado reiteradamente as acções dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, por considerar que “violam a soberania” do país persa, embora também tenha apelado ao respeito pela integridade territorial dos países do Golfo, com os quais mantém laços estreitos.