Hoje Macau EventosFRC | Debate hoje sobre “Papel de Macau no Multilateralismo Chinês” Cátia Miriam Costa, professora e investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, em Portugal, vai estar hoje na Fundação Rui Cunha (FRC) para apresentar, a partir das 18h30, a sessão “O Papel de Macau no Multilateralismo Chinês”, integrada no ciclo “Roda de Ideias”. Segundo uma nota da FRC, a palestra incide sobre o tema da “transferência de Macau para a China, estabelecendo-a como uma Região Administrativa Especial, e a transformação da paisagem do território”. “Graças aos laços históricos com os países lusófonos, durante o período da Administração Portuguesa, Macau emergiu como um território cosmopolita, tradicionalmente aberto ao mundo. Esta longa exposição às ligações internacionais explica a base do papel que o governo central de Pequim atribuiu a Macau”, refere a proposta para esta conferência. Segundo a mesma nota, Macau tornou-se, neste processo, um dos “actores paradiplomáticos da China e a sede da organização internacional por ela criada, o Fórum de Macau”, sendo que o Governo Central alargou “o papel privilegiado de Macau, em matéria de relações externas para incluir as relações com os países de língua espanhola, o que nos leva a reflectir sobre o papel de Macau no multilateralismo chinês”. Cátia Miriam Costa é investigadora do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos de Política Global e Segurança. Dirige também a Cátedra de Inter-regionalismo e Governação Global no Instituto Europeu de Estudos Internacionais, em Estocolmo. Colabora, regularmente, com a Universidade de Macau (Instituto de Estudos Europeus e Instituto de Estudos Globais e Administração Pública), e ainda com a Universidade da Cidade de Macau.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Aprovada polémica lei para criar agência de inteligência O Parlamento do Japão aprovou ontem a versão final da lei que cria uma agência nacional de inteligência, criticada por falta de controlos e eventuais violações da privacidade, no âmbito dos planos do Governo para elaborar uma lei anti-espionagem. A legislação, uma das promessas eleitorais da primeira-ministra, a conservadora Sanae Takaichi, foi promulgada ontem pela câmara baixa do Parlamento, após ter recebido o voto favorável da câmara alta há uma semana, informou a agência de notícias local Kyodo. A legislação prevê a criação de um novo Conselho Nacional de Inteligência, presidido pelo primeiro-ministro e por outros nove membros do Gabinete, e destinado a centralizar a recolha de informações no arquipélago. Segundo a Kyodo, o Governo de Takaichi poderá criar o organismo ainda este mês de Julho e elaborar um projecto de lei de contraespionagem no próximo ano. A lei para criar a nova agência de inteligência foi criticada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC), da oposição. “Se for permitido que actue sem controlo, poderá violar grave e injustamente os direitos humanos da população. Este projecto de lei apresenta graves deficiências”, afirmou Makoto Oniki, do PDC, num debate parlamentar, segundo a publicação Nikkei. A estas críticas à legislação recém-aprovada junta-se a preocupação de numerosas organizações relativamente à lei antiespionagem. A Human Rights Watch (HRW), a Amnistia Internacional (AI) e mais de uma dezena de ONG instaram Takaichi na terça-feira através de uma carta a adaptar a legislação de forma a que esta seja “consistente” com as leis internacionais de direitos humanos e com a Constituição japonesa. Concretamente, as organizações solicitaram que a lei evite termos “vagos e excessivamente amplos” e inclua disposições que garantam a liberdade de expressão.
Hoje Macau Manchete Sociedade10 de Junho sem recepção no Bela Vista, mas com ministro O cartaz deste ano do “Junho – Mês de Portugal” não inclui a tradicional recepção consular no Bela Vista, que terá, no entanto, um Dia Aberto a toda a comunidade portuguesa e demais interessados, com destaque para uma mostra do artista local Eric Fok. Destaque ainda para a presença de Fernando Alexandre, ministro da Educação português. Há um total de 37 eventos programados para as próximas semanas, sendo que esta sexta-feira será inaugurada a mostra “SOMOS – Imagens da Lusofonia 2025: O Hoje do Passado”, patente até ao dia 28 de Junho na Galeria de Exposições das Casas da Taipa. Segundo uma nota da “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP), a curadoria está a cargo de Francisco Ricarte, sendo que estará presente na inauguração o vencedor do primeiro prémio do mais recente concurso de fotografia promovido pela entidade, o fotógrafo moçambicano, Hamir Da Silva, autor da imagem “Resiliência da comunicação”. Segundo a associação, a escolha do tema “O Hoje do Passado”, visa um foco “nas coisas antigas que perduram no tempo, que ainda hoje têm uma função e um propósito nas nossas sociedades e vidas, marcando a identidade cultural associada a um determinado espaço geográfico”. Desta forma, “as imagens expostas capturam os costumes, tradições e demais elementos culturais que sobrevivem aos tempos, sejam edifícios históricos, locais públicos, técnicas artesanais antigas, ferramentas tradicionais de artesãos, ou práticas comunitárias ancestrais que nunca caíram em desuso e continuam a ser transmitidas e dinamizadas”. Haverá ainda um concerto de Afonso Cabral, integrado no programa do “10 de Junho”, que este ano se prolonga até 3 de Julho. Irão traz consequências O cônsul de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, alertou para os custos acrescidos das viagens devido à crise no estreito de Ormuz, o que teve um impacto directo na organização do programa. “Os preços das viagens aumentaram significativamente a partir do início da chamada crise do estreito de Ormuz. Tudo isto pesa, torna a nossa vida mais difícil, mas fazemos sempre o evento com entusiasmo e motivação”, afirmou o diplomata. A directora do Instituto Português do Oriente, Patrícia Ribeiro, sublinhou a dimensão do calendário, com “apenas cinco dias” sem eventos. Entre as iniciativas, estão previstas três cerimónias oficiais, três exposições, quatro eventos infantis, cinco oficinas com artistas, quatro concertos, cinco conferências e cinco momentos gastronómicos. “Este será o panorama do nosso programa, que ainda poderá crescer com outros momentos, mas já é vasto e bonito”, acrescentou Patrícia Ribeiro. Entretanto, o delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Bernardo Pinho, destacou a vertente gastronómica, com a quarta edição do roteiro “Comer e Beber à Portuguesa”, que este ano reúne um número recorde de 35 estabelecimentos participantes. “Pretendemos consolidar um maior número de visitantes. No ano passado alcançámos quase 2.000 participações, um crescimento de 300 por cento face à segunda edição”, disse. Segundo Pinho, os restaurantes, cafés, bares e padarias envolvidos vão oferecer menus temáticos ou descontos de 10 por cento em celebração do Dia de Portugal. A gastronomia surge como uma das âncoras do ciclo, com o Cônsul Alexandre Leitão a sublinhar que “os produtores portugueses traduzem no prato a cultura”. “Muita gente viaja pela gastronomia ou acha indissociável de uma viagem o percurso gastronómico. Países como a Itália e a França exploram isto muito bem, e a possibilidade de apresentar em Macau 35 restaurantes portugueses é um grande motivo de satisfação”, disse o cônsul. Recepção na EPM A recepção à comunidade no 10 de Junho regressa à Escola Portuguesa de Macau, espaço que, segundo Leitão, “integra o passado, o presente e o futuro da comunidade portuguesa em Macau”. Apesar de este ano não acolher a recepção oficial, a residência consular da Bela Vista terá um Dia Aberto em Junho, permitindo ao público visitar a exposição do artista local Eric Fok, que irá decorar as paredes do edifício. “Queremos abrir a casa o mais possível às comunidades, não só portuguesas, mas a todas as que devem conhecer aquele património magnífico”, sublinhou Leitão. A Residência do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, antigo Hotel Bela Vista, é um emblemático edifício histórico do século XIX na Colina da Penha, classificado como património do território. O diplomata recordou que a última jornada de portas abertas na Bela Vista, em 2023, “surpreendeu” pela adesão. O programa inclui ainda cerimónias no ConsuladoGeral e na Gruta de Camões, com a participação dos escuteiros lusófonos, da banda da Polícia de Segurança Pública e da Escola Portuguesa, além de palestras e workshops.
Hoje Macau Eventos10 de Junho | Mostra de Eduardo Leal revela disparidades de Macau Foi divulgado esta quarta-feira o programa de mais uma edição das celebrações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. O destaque de “Junho – Mês de Portugal” vai para uma exposição do fotojornalista Eduardo Leal, intitulada “The Insider”, onde se inclui o projecto “A Pataca”, centrado nas desigualdades económicas de Macau Os contrastes económicos de Macau, uma das regiões com o produto interno bruto per capita mais elevado do mundo, é um dos temas abordados por Eduardo Leal numa exposição por ocasião de “Junho – Mês de Portugal” no território. Eduardo Leal, fotojornalista residente em Macau há quatro anos, é este ano o artista em foco nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Macau. “The Insider” tem inauguração a 5 de Junho a partir das 18h30 na Casa Garden. Entre os trabalhos que o portuense vai apresentar na exposição organizada pela Fundação Oriente na Casa Garden, está o projecto “A Pataca”, que aborda a dupla identidade da cidade onde reside há vários anos, centrada nas disparidades económicas consideráveis do território. “A exposição viaja através de várias reportagens e projectos que fiz em Macau. Quero contar estas histórias por dentro, mostrar os dois lados da moeda. Em Macau é impossível fugir desta dimensão económica do turismo e casinos”, disse o autor em entrevista com a Lusa. “São os dois lados da moeda. Olho para Macau como um espaço de contrastes: coisas tranquilas e a azáfama, zonas ricas e zonas pobres”, explicou. Leal trabalha como fotojornalista correspondente da agência France-Presse (AFP) e da Bloomberg, cobrindo o Sudeste Asiático, com foco em questões políticas e sociais. O seu trabalho tem sido reconhecido em concursos internacionais como os Sony World Photography Awards e o POY Latin America, e exposto internacionalmente, nomeadamente em Londres, Nova Iorque, Amesterdão, Viena, São Paulo e Hong Kong. Seguindo o tema lusófono das celebrações em Macau, Leal inclui também projectos realizados em Portugal e no Brasil. “Acompanhei um grupo de forcados amadores de Évora e pescadoras açorianas. No caso dos Açores, as mulheres não são vistas como trabalhadoras do mar, mas de terra, e acompanhei a luta delas nesse espaço”, recordou. Imagens do Sul O fotógrafo expõe também um trabalho que documenta as comunidades que residem em “grande isolamento” nos Lençóis Maranhenses, o maior campo de dunas da América do Sul, no nordeste do estado do Maranhão, e outro sobre o maior festival religioso do mundo, o Kumbh Mela, na Índia. “Residi durante dois meses com um Saddhu, um homem sagrado que conheço. No ano em que fiz o projecto, 2019, eram cerca de 120 milhões de pessoas durante os dois meses do festival. No maior dia estiveram reunidas 50 milhões. Portugal teve presença na Índia, não nesta zona, mas temos essa ligação”, sublinhou. A curadoria da exposição é assinada pela artista chinesa Julia Lam. “Quis que fosse uma curadora local para criar uma ponte com o sítio onde estamos. Apesar de ser o mês de Portugal, achei adequado”, disse Eduardo Leal. O programa inclui visitas guiadas a escolas em 11 e 12 de Junho, a palestra “Narrativas Invisíveis”, no dia 17, em diálogo com Lam, e um workshop pago de dois dias, a 20 e 21, sobre criação de narrativas visuais, intitulado “From a Single Shot to Visual Narrative”. “A palestra é um diálogo com a Júlia sobre os projetos, as histórias escondidas por detrás deles, o que acontece em campo, os desafios e as partes menos giras”, detalhou. “Na oficina, quero mostrar como se constrói uma narrativa visual e um projecto”, explicou ainda. Estão previstas visitas abertas ao público a 23 e 28 de Junho, o último dia da mostra. Será também lançado um livro de fotografia com conteúdos adicionais das reportagens. “O livro vai ter mais material das histórias que estão na exposição, para aprofundar o contexto”, acrescentou o fotojornalista. Leal está actualmente a preparar uma possível exposição que retrata as monjas bhikkhuni do Sri Lanka, sobre a ordenação feminina no budismo. A ordenação de mulheres bhikkhunis é uma questão complexa no sul da Ásia, com o Sri Lanka a ser um dos poucos países que restaurou a linhagem feminina formal. Na Tailândia, o ordenamento de mulheres como monjas é proibido, obrigando as devotas a viajarem para o exterior, muitas vezes para o Sri Lanka, para o fazerem. “Foi um trabalho de oito anos, com muitas viagens à Tailândia e ao Sri Lanka”, disse Eduardo Leal.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Aeroporto reabre segundo terminal com meta de 30 milhões de viajantes O segundo terminal do aeroporto de Hong Kong foi ontem reaberto, para já com apenas uma companhia aérea, mas com mais 14 previstas para começar operações até 10 de Junho. O primeiro voo a partir da nova infraestrutura partiu às 08:05 com destino ao Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, a capital financeira da China, situada no leste do país. Segundo o portal na Internet da operadora, a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), o segundo terminal esperava receber ontem 33 voos da companhia Hong Kong Airlines. A directora executiva da AAHK, Vivian Cheung Kar-fay, disse à imprensa local que cerca de 4.200 passageiros iriam passar ontem pelo segundo terminal, com mais seis companhias aéreas dedicadas a voos regionais a começar operações hoje. O Governo de Hong Kong previu que, durante o primeiro ano de operações, cerca de oito milhões de pessoas passem pelo segundo terminal, que tem capacidade para 30 milhões de passageiros. A reabertura do segundo terminal faz parte da expansão do aeroporto, orçada em 141,5 mil milhões de dólares de Hong Kong, e iniciada em 2016, que incluiu também a construção de uma terceira pista, inaugurada em 2024. Portugal à espreita Em 2025, passaram pelo aeroporto 61 milhões de passageiros. Vivian Cheung Kar-fay previu um aumento de 15 por cento para 70 milhões este ano. Em Fevereiro, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Alexandre Leitão, disse na rede social Facebook que tinha discutido “assuntos de interesse mútuo” numa reunião com Vivian Cheung Kar-fay, e o responsável da AAHK pelo desenvolvimento de novas rotas. A AAHK disse à Lusa que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários” para cooperar “no desenvolvimento de rotas”. A operadora disse ainda que tem trabalhado com o Governo local para “estabelecer novos acordos de serviços aéreos ou expandir os já existentes”. Hong Kong não tem actualmente qualquer acordo de serviços aéreos com Portugal, ao contrário da vizinha Espanha, que assinou um pacto em 2018. Em Abril, o regulador da aviação civil de Macau admitiu que a região chinesa abandonou o plano, anunciado em 2020, para utilizar parte do actual terminal marítimo de passageiros da Taipa na expansão do aeroporto. O presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, lembrou que, “após a conclusão das obras de ampliação por aterro, a capacidade será aumentada para, pelo menos, 13 milhões de passageiros por ano”. Em 2025, o aeroporto do território registou 7,52 milhões de passageiros, menos 1,6 por cento do que no ano anterior e longe do recorde máximo de 9,61 milhões, fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Executado na China por envenenar magnata dos videojogos As autoridades chinesas executaram um homem condenado por envenenar e matar um magnata dos videojogos ligado à adaptação da Netflix de “O Problema dos Três Corpos”, devido a um conflito profissional, avançou ontem a imprensa local. Xu Yao foi considerado culpado pela morte de Lin Qi, fundador da empresa Yoozoo Games, sediada em Xangai, que detém os direitos de adaptação audiovisual da trilogia de ficção científica conhecida pelo título do primeiro livro, “O Problema dos Três Corpos”. A trilogia, escrita pelo autor chinês Liu Cixin, foi traduzida para mais de 40 línguas e adaptada para televisão e videojogos, incluindo a série da Netflix, lançada em 2024. Xu, antigo responsável de uma subsidiária da Yoozoo Games, envenenou Lin em 2020, após ter sido afastado pelo fundador pouco tempo depois de ajudar a garantir o acordo com a Netflix. O arguido foi condenado em 2024 e a revista Yicai Global, entre outros órgãos, noticiou que foi executado em 21 de Maio. A empresa de Lin confirmou a execução num comunicado publicado ontem na rede social Weibo. “Recentemente, o caso relativo ao senhor Lin Qi, fundador da Three-Body Universe, chegou finalmente à sua conclusão e a justiça foi feita”, lê-se no comunicado. “Todos na empresa estamos profundamente gratos pela defesa da justiça”, acrescentou. Segundo a imprensa local, Xu gastou centenas de milhares de yuan na compra ‘online’ de substâncias altamente tóxicas, incluindo alfa-amanitina, um composto letal presente em alguns cogumelos venenosos. O condenado disfarçou os venenos sob a forma de cápsulas probióticas e colocou-os também em cápsulas de café, recipientes de água e garrafas de whisky, que partilhou com Lin e outros funcionários da empresa. Lin foi hospitalizado em Dezembro de 2020 e morreu poucos dias depois. Tinha 39 anos. Outras pessoas adoeceram, mas recuperaram.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim espera que norte-americanos e iranianos procurem um compromisso O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reiterou o apelo de Pequim ao respeito pelo cessar-fogo no Médio Oriente e expressou esperança de que Estados Unidos e Irão procurem um compromisso, informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. “Esperamos que as partes envolvidas permaneçam empenhadas em procurar um cessar-fogo e continuem a procurar pontos de entendimento mútuo para que a paz regresse o mais rapidamente possível ao Médio Oriente”, afirmou Wang na terça-feira, citado ontem pela agência. Segundo a Xinhua, Wang declarou a jornalistas nas Nações Unidas que a China está a esforçar-se para resolver o conflito, mantendo comunicação e coordenação com as principais partes envolvidas e outros parceiros regionais e internacionais relevantes. “Apoiamos a mediação conduzida activamente pelo Paquistão e outros países, bem como os esforços dos Estados Unidos e do Irão”, acrescentou o ministro chinês. Wang renovou ainda o apelo de Pequim à garantia da segurança das rotas marítimas e das infraestruturas energéticas. O Irão acusou na terça-feira os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, após ataques norte-americanos nocturnos no sul do país. Apesar de alguns sinais recentes de abertura entre Washington e Teerão, a retórica voltou a endurecer num conflito em que os combates praticamente cessaram desde 08 de Abril, mas no qual o bloqueio do estreito de Ormuz continua, impulsionando os preços do petróleo.
Hoje Macau China / ÁsiaPanamá espera cooperação marítima com China após reunião na ONU O ministro dos Negócios Estrangeiros panamenho expressou ao homólogo chinês desejo de avanços na cooperação marítima, num contexto de tensão entre os dois países em torno do controlo de portos estratégicos perto do canal do Panamá. Os responsáveis do Panamá e da China, Javier Martínez-Acha e Wang Yi, respectivamente, reuniram-se na terça-feira, em Nova Iorque, no âmbito do debate aberto de alto nível do Conselho de Segurança da ONU. Trata-se do primeiro encontro de alto nível entre ambos os governos, num contexto de tensão devido à saída forçada de um operador chinês de dois portos próximos do Canal do Panamá e à detenção em massa, em portos chineses — como suposta reacção —, de navios com bandeira panamenha. No encontro, as delegações trocaram pontos de vista sobre temas de interesse comum na agenda bilateral e multilateral, de acordo com um breve comunicado divulgado na noite de terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá. “Martínez-Acha Vásquez expressou, no decorrer da reunião, a disposição de avançar em canais técnicos de cooperação marítima”, afirma-se no comunicado oficial. Na nota, salienta-se ainda que o Panamá reiterou “o pleno respeito pelo princípio de uma única China e o compromisso com o Estado de Direito e a independência na tomada de decisões das suas instituições democráticas, além do interesse de ambas as nações em manter uma relação mutuamente benéfica”. A informação oficial destaca ainda que as delegações concordaram com a importância do “diálogo franco e aberto, do respeito mútuo e do fortalecimento das relações”. Haja harmonia A reunião entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros foi descrita na segunda-feira pelo Governo panamenho como de “agenda aberta”, no âmbito de “uma maior harmonização das relações entre a China e o Panamá, países que há 170 anos mantêm relações migratórias, comerciais e culturais”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num breve comunicado. “O entendimento que se procura é o reconhecimento de como funciona o Estado de direito no Panamá (…) as decisões soberanas tomadas no país não são expressão de hostilidade contra nenhum Estado, e não devem ser interpretadas como tal noutros locais, nem devem ser motivo de retaliação”, afirmou à agência de notícias EFE o vice-ministro dos Assuntos Multilaterais e Cooperação, Carlos Guevara Mann, antes da reunião em Nova Iorque. Tensão alta Este encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Panamá e da China ocorre num contexto de tensão bilateral resultante da saída do conglomerado chinês CK Hutchison da exploração de dois portos situados perto do Canal, em Fevereiro passado, depois de o Supremo Tribunal panamiano ter declarado inconstitucional a concessão concedida há mais de vinte e cinco anos. A China afirmou que o Panamá pagaria “um preço elevado” por retirar a CK Hutchison, e a empresa iniciou um processo de arbitragem internacional no valor de, pelo menos, dois mil milhões de dólares contra o Estado panamenho.
Hoje Macau SociedadeViolação | Detido residente de Hong Kong Um residente de Hong Kong foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) depois de alegadamente ter violado uma mulher, num hotel no Cotai. Os contornos do caso foram apresentados ontem. Segundo a informação divulgada, na passada segunda-feira, o homem, motorista de profissão, convidou a mulher, igualmente de Hong Kong, para vir a Macau jogar. Quando fez o convite, o detido contou à vítima que tinha reservado quartos separados para os dois. No entanto, quando a mulher chegou ao hotel deparou-se com um único quarto, com duas camas individuais. O alegado agressor pediu desculpa e justificou que era o único quarto disponível. Durante a madrugada de terça-feira, quando estava a dormir, a mulher acordou com o homem a violá-la. Lutou e conseguiu fugir para pedir auxílio, o que levou a que o homem fosse detido. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. Assédio | Detido por dar palmada no traseiro errado Um homem das Filipinas, com cerca de 20 anos, foi detido, depois de dar uma palmada no traseiro de uma mulher, na noite de domingo. A situação aconteceu na Rua Nova, perto do Porto Interior, quando a mulher caminhava na rua. A vítima viu o homem a fugir, depois do acto de assédio, e decidiu apresentar queixa à polícia. Quando foi identificado e detido pelos agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), o homem confessou a palmada no traseiro, mas defendeu-se afirmando que pensava que a mulher era uma amiga com quem tinha confiança. Além disso, o detido explicou que quando percebeu o erro entrou em pânico e fugiu. O detido justificou também que tinha estado a beber com os amigos, motivo que terá contribuído para confundir a vítima. O caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP).
Hoje Macau SociedadeHospital das Ilhas | Urgências com cerca de 250 doentes por dia Lei Wai Seng, subdirector do serviço de urgências do Hospital Macau Union, também conhecido por Hospital das Ilhas, disse que esta unidade recebe entre 200 a 270 pacientes por dia. Os dados foram revelados no âmbito do programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. Lei Wang Seng afirmou também que o Hospital das Ilhas está a trabalhar para aperfeiçoar os serviços de emergência e receber mais ambulâncias no futuro. No programa, diversos ouvintes colocaram questões sobre as limitações do hospital para receber ambulâncias, referindo um caso de atropelamento à porta do hospital que obrigou a deslocação do doente para o Centro Hospitalar Conde de São Januário. O responsável indicou que uma avaliação médica feita ao doente deu para perceber que este estava estável, tendo sido transportado para o hospital na península. Lei Wang Seng disse ainda que em casos de emergência ambos os hospitais trabalham em coordenação, adiantando que existe a possibilidade de abrir um canal verde entre os dois hospitais. O subdirector das urgências referiu que os procedimentos internos foram revistos, e explicou que o Macau Union já recebe serviços de ambulância para casos de acidentes e assistência médica especial a idosos de lares em Coloane. Lei Wai Seng afirmou também que o hospital já realiza cirurgias de emergência e que, no próximo mês de Junho, será inaugurada a Unidade de Cuidados Intensivos para receber casos mais graves.
Hoje Macau SociedadeGalaxy | Fase 4 do Casino-Hotel em 2028 A fase 4 do casino-hotel Galaxy, no Cotai, deve abrir em 2028, com foco nos clientes de luxo de mercados do Este e Sudeste Asiático. A informação consta de um relatório do banco HSBC, citada pelo portal GGR Asia. Segundo a informação divulgada pela instituição bancária, as obras devem ficar finalizadas no próximo ano e espera-se que esta nova fase do casino-hotel explorado pela concessionária Galaxy venha aumentar a oferta de elementos não-jogo, virada para clientes de países como o Japão, Coreia do Sul e ainda os países membros da ASEAN, como a Malásia, Singapura, Filipinas ou Myanmar. Segundo os pormenores avançados anteriormente, a fase 4 do Galaxy vai ter casino, cerca de 1.350 quartos e suites, piscina e um espaço para espectáculos com capacidade para 5.000 pessoas. Também se espera que esta ala do empreendimento turístico vá aumentar a oferta ao nível das lojas e espaços de restauração. MGM | Abertas candidaturas esta semana A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita, a partir desta sexta-feira, candidaturas online ao “Plano Específico de Emprego + Formação”, lançado em parceria com a operadora de jogo MGM. Existem 20 vagas de emprego disponíveis, sendo que este Plano funciona num regime de “primeiro contratação, depois formação”, destinando-se apenas a residentes. As vagas de emprego são para serviços de recepção. “Os candidatos admitidos receberão formação profissional e formação em contexto de trabalho com uma duração de 12 meses, ministrada pela MGM”. Quem completar toda a acção de formação e obtenha aprovação na avaliação, tem oportunidade de ser promovido a “recepcionista sénior”, com “salários devidamente ajustados”. Para a DSAL, promove-se “a ascensão profissional e a estabilidade do emprego”, destaca-se numa nota.
Hoje Macau PolíticaIdosos | Lei Chan U pede melhoria nas políticas laborais O ex-deputado Lei Chan U considera que as autoridades de Macau devem melhorar as políticas laborais a pensar na terceira idade, tendo em conta que, recentemente, as autoridades do interior da China publicaram um regulamento provisório que garante a protecção de direitos e interesses fundamentais para os trabalhadores com idade mais avançada. Segundo o jornal Ou Mun, ficou definido, por exemplo, que o salário não deve ser inferior ao montante do salário mínimo, além de não ser permitido aos empregadores exigir horas extra aos trabalhadores mais velhos. Neste sentido, o ex-deputado Lei Chan U defende que Macau pode usar este regulamento como referência, a fim de melhorar as políticas laborais para os idosos ainda no activo. O vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) apontou que a associação realizou um inquérito sobre o regresso dos idosos ao mercado de trabalho, onde se verifica que muitos dos entrevistados pediram mais acompanhamento e apoio do Governo, através de leis e medidas para proteger os seus direitos. Porém, anos depois da realização do inquérito, não se verificaram progressos significativos, afirmou Lei Chan U, que adiantou que a implementação deste regulamento teria um papel de resposta ao envelhecimento populacional, além de promover a equidade social e trazer vantagens para patrões e trabalhadores. Lei Chan U disse ainda que a população tem prestado atenção à questão do emprego dos idosos, tendo destacado ao jornal Ou Mun diversas opiniões quanto às vantagens da integração dos reformados no mercado de trabalho. Estas passam pela pouca pressão económica sentida pelos idosos, o alívio de conflitos na estrutura do mercado de trabalho, além de que os mais velhos podem continuar a contribuir para o Fundo de Segurança Social.
Hoje Macau PolíticaIIM | Conferência sobre possibilidades de investimento na Madeira O Instituto Internacional de Macau (IIM) acolhe no dia 4 de Junho, a partir das 18h, uma conferência sobre as possibilidades de investimento na ilha da Madeira, intitulada “A Madeira Hoje”. Trata-se de um evento realizado no âmbito da visita das delegações do Governo da região autónoma da Madeira e da Oeiras Valley Investment Agency (OVIA) em Macau, esta última representada pelo antigo embaixador e actual presidente do conselho de administração da OVIA, António Martins da Cruz. Martins da Cruz é também presidente da mesa da assembleia-geral da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira. Segundo uma nota do IIM, a sessão do dia 4 “vai focar na promoção de investimentos na Região Autónoma da Madeira, estando previstos também encontros com entidades oficiais e empresariais em Macau e Hong Kong”. Da parte da Madeira, vem a Macau José Manuel Rodrigues, Secretário Regional da Economia da Região Autónoma da Madeira, que vai ser o orador principal. A sessão, inserida no programa de actividades de “Junho, Mês de Portugal”, será moderada por Jorge Rangel, presidente do IIM.
Hoje Macau PolíticaDesporto | Ma Chi Seng diz que futebol está a melhorar O deputado Ma Chi Seng defendeu numa interpelação escrita que os resultados da RAEM a nível de futebol têm apresentado “melhorias constantes” e que são “dignos de reconhecimento”. “Nos últimos anos, os jovens atletas locais alcançaram repetido sucesso em competições internacionais, nomeadamente, nas modalidades de ténis de mesa, artes marciais chinesas e caraté, enquanto em áreas como futebol e ténis também se verificaram melhorias constantes, cujos resultados são dignos de reconhecimento”, pode ler-se na interpelação escrita do deputado. De acordo com o ranking internacional da FIFA, a selecção masculina sénior de Macau encontra-se na 194.ª posição num total de 211 selecções reconhecidas. A selecção não venceu nenhum jogo desde 6 de Junho de 2019, quando bateu o Sri Lanka por 1-0, no âmbito da qualificação para o Mundial de 2022. A qualificação ficou marcada por grande polémica dado que a selecção abdicou de disputar a segunda mão e foi eliminada. Desde a falta de comparência, a selecção da Flor do Lótus realizou 11 jogos, perdeu 10 e empatou um, com 23 golos sofridos e dois marcados. Em termos da selecção feminina, Macau ocupa o lugar 176.º do ranking, o pior registo de sempre, num total de 197 equipas reconhecidas. Nos últimos cinco jogos tem quatro derrotas e um empate, com 31 golos sofridos e zero marcados.
Hoje Macau PolíticaDSPA | Excluído plano de substituição de veículos de combustão O Executivo afastou a possibilidade de financiar a substituição de carros privados com motores de combustão por eléctricos. A posição foi tomada em resposta a uma interpelação do deputado Leong Pou U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). No documento pode ler-se que “nesta fase” não está “planeado o lançamento de um plano de apoio financeiro para a substituição de automóveis por novos automóveis ligeiros eléctricos”. Apesar desta posição, o Governo defende que tem tomado várias medidas para promover a utilização de veículos eléctricos e que este tipo de viaturas está isento do pagamento do imposto sobre veículos motorizados. Embora não haja subsídios para a compra de carros, o director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Ip Kuong Lam, recorda também que houve programas para subsidiar a troca de ciclomotores e motociclos a combustão por eléctricos, e que o mesmo acontece com subsídios para o abate das viaturas antigas movidas a gasóleo. Na resposta é ainda esclarecido que actualmente o Governo exige que todos os serviços públicos que adquiram novos ciclomotores adquiram veículos eléctricos. Além disso, nos serviços do Governo existem igualmente instruções internas a recomendar a compra deste tipo de veículos, sempre que possível, tendo em conta as necessidades das deslocações.
Hoje Macau EventosComércio | Vinhos do Tejo promovem-se em Macau e Hong Kong O Artyzen Grand Lapa acolheu na segunda-feira uma prova de vinhos da região do Tejo, que contou com a participação de mais de 160 profissionais do sector, media e consumidores, segundo um comunicado da DOC DMC Macau. Após a apresentação em Macau, os produtores da região do Tejo partiram para Hong Kong para participar na Vinexpo Ásia, que arrancou ontem e termina esta quinta-feira. A presença nas regiões administrativas especiais insere-se numa estratégia contínua de promoção internacional, com o objectivo de reforçar a visibilidade e as parcerias na China. Sobre o evento em Macau, o responsável de marketing dos vinhos do Tejo, Martim Pestana, realçou a importância do mercado local para os vinhos portugueses. “Os nossos vinhos destacam-se pela frescura, versatilidade e excelente relação qualidade-preço, características que têm vindo a conquistar tanto profissionais como consumidores na Ásia”, acrescentou o responsável.
Hoje Macau China / ÁsiaÁsia | Pequim critica Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” A China criticou ontem o Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” e a confrontação entre blocos na Ásia, depois de o grupo formado pelos Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália anunciar novas iniciativas de vigilância marítima no Indo-Pacífico. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim considera que a cooperação entre países deve contribuir para a paz, estabilidade e prosperidade regionais e não ser dirigida contra terceiros. A responsável acrescentou que a China “não apoia a formação” destes grupos nem a “confrontação entre blocos”, advertindo que qualquer mecanismo de cooperação regional deve evitar minar a confiança mútua entre os países da região. As declarações surgiram em resposta a uma pergunta sobre a nova iniciativa de vigilância marítima anunciada pelo Quad e sobre os planos do grupo para cooperar com Fiji em matéria de infraestruturas portuárias, após a reunião ministerial realizada ontem em Nova Deli. Durante o encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu que o Quad deve deixar de ser um fórum que “se reúne e fala de problemas” para se transformar num mecanismo que “faz algo em relação” aos problemas, com prioridades centradas na segurança marítima, energia, minerais críticos e cadeias de abastecimento.
Hoje Macau China / ÁsiaCaxemira | China e Paquistão defendem resolução pacífica China e Paquistão defenderam ontem uma resolução pacífica da disputa de Caxemira e sublinharam a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia, numa declaração divulgada no final da visita oficial do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. No documento, divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua, as duas partes reafirmaram “a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia” e de resolver “todas as disputas pendentes” através do diálogo e da diplomacia, manifestando igualmente oposição a “qualquer acção unilateral”. Segundo o texto, o Paquistão informou a China sobre a situação mais recente na região de Jammu e Caxemira. Pequim reiterou que a questão da Caxemira é uma disputa “herdada da história” que deve ser resolvida de forma pacífica, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e os acordos bilaterais aplicáveis. A declaração inclui ainda uma referência à disposição das duas partes para desenvolver cooperação transfronteiriça em recursos hídricos. Guerra da água A referência à água surge depois de a Índia ter ordenado, no ano passado, a suspensão do Tratado das Águas do Indo, assinado em 1960 e que resistira a várias guerras, no âmbito das medidas adoptadas após o atentado de 22 de Abril de 2025 em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, onde morreram 26 civis, na maioria turistas indianos. Nova Deli responsabilizou o Paquistão pelo ataque, acusação negada por Islamabade, que pediu diálogo e uma investigação neutra. A crise levou, em 2025, à mais grave escalada militar em décadas entre as duas potências nucleares, com ataques aéreos, veículos aéreos não tripulados (“drones”) e fogo de artilharia entre 07 e 10 de Maio daquele ano, sobretudo em torno da Linha de Controlo, a fronteira de facto que divide a Caxemira. Os dois países alcançaram um cessar-fogo em 10 de Maio de 2025, com mediação dos Estados Unidos, embora as tensões persistam numa região reivindicada integralmente por Nova Deli e Islamabade e parcialmente administrada por ambos desde a partição do subcontinente indiano, em 1947.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | XI apela ao reforço da cooperação com a Sérvia O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou esta segunda-feira ao reforço da cooperação com a Sérvia nas áreas da inteligência artificial, energia e infraestruturas, durante a visita à China do homólogo sérvio, Aleksandar Vucic. “As duas partes devem reforçar a cooperação em novos sectores como a inteligência artificial, economia digital, energia verde e indústria de ponta”, declarou Xi durante um encontro com Vucic no Grande Palácio do Povo, sede dos congressos do Partido Comunista Chinês, segundo os meios de comunicação estatais locais. Os dois países deverão igualmente cooperar nos setores das infraestruturas de transportes e energia no âmbito da iniciativa chinesa das “Novas Rotas da Seda”, também conhecida como “Faixa e Rota”, que visa construir infraestruturas – pontes, estradas, linhas ferroviárias e aeroportos – em países em desenvolvimento. A China figura entre os cinco países que mais investem na Sérvia, Estado que é candidato à entrada na União Europeia (UE) e considerado próximo da Rússia. Pequim construiu uma linha ferroviária de alta velocidade, inaugurada em Outubro de 2025, e participa actualmente, segundo o Ministério das Finanças sérvio, na construção do metro de Belgrado e de várias pontes. Durante o encontro com o Presidente sérvio, Xi Jinping apelou ainda a um “verdadeiro multilateralismo” face às “turbulências” dos assuntos internacionais. As duas partes assinaram uma série de acordos bilaterais nas áreas do comércio, tecnologia e educação. Embora Vucic já se tenha deslocado várias vezes à China para participar em cimeiras e fóruns internacionais, esta é a primeira visita de Estado oficial ao país. Xi atribuiu-lhe uma “medalha da amizade” durante a visita, sinal da estreita relação entre ambos.
Hoje Macau China / ÁsiaAcidente | Graves infracções fazem 82 mortos em mina A empresa proprietária da mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi (centro), onde uma explosão de gás causou 82 mortos na sexta-feira, cometeu “graves infracções”, avançou a imprensa oficial chinesa. O acidente, numa exploração situada no distrito de Qinyuan, deixou também dois desaparecidos, que ainda não foram localizados. A agência de notícias Xinhua apontou ontem várias irregularidades, entre as quais um controlo deficiente do número real de trabalhadores no subsolo, a existência de galerias não declaradas, planos que não correspondiam à situação real da mina e sistemas de vigilância duplicados. O responsável máximo do distrito de Qinyuan, Guo Xiaofang, afirmou numa conferência de imprensa que, após o acidente, a confusão no local e a falta de clareza da empresa quanto ao número de trabalhadores fizeram com que os primeiros balanços fossem imprecisos. O painel de entrada da mina indicava que, naquele dia, 124 pessoas tinham descido, mas durante as operações de resgate verificou-se que a lista de trabalhadores que tinham subido à superfície não correspondia à informação fornecida pela empresa, o que levou à descoberta de um número elevado de pessoas que tinha entrado sem cartão de localização. Vários mineiros citados pela Xinhua afirmaram que muitos trabalhadores não tinham cartões, apesar de a regulamentação exigir a sua utilização para entrar nas explorações subterrâneas. Um deles afirmou que, no seu turno, quase ninguém tinha o dispositivo e que não lhes era exigido que o utilizassem. Durante o resgate, as equipas descobriram ainda que as plantas fornecidas pela empresa não correspondiam à realidade e que existiam galerias ocultas não assinaladas. Segundo o meio de comunicação, o carvão extraído dessas zonas, por vezes exploradas por trabalhadores subcontratados, não era contabilizado na produção nem tributado. Um especialista não identificado citado pela imprensa local explicou que “algumas minas, para escapar à supervisão, criam dois conjuntos de plantas: um para as inspecções e outro para orientar a produção real”. Problemas recorrentes A mina, de gestão privada e com uma capacidade anual de 1,2 milhões de toneladas, tinha sido classificada este ano como exploração de tipo B, ou seja, com um nível de segurança “geral”, e constava de uma lista nacional de minas com riscos graves devido a elevados níveis de gás. A agência acrescentou que, nos últimos cinco anos, a Liushenyu tinha sido sancionada pelo menos cinco vezes por problemas de segurança. Os responsáveis da empresa já foram colocados “sob a custódia das autoridades”, expressão habitualmente utilizada na China para se referir a uma detenção por parte dos órgãos de segurança, enquanto uma equipa do Conselho de Estado (Executivo chinês) investiga as causas do acidente e as responsabilidades da empresa e dos órgãos de supervisão. As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60 por cento da electricidade, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente. O sector mineiro chinês registou mais de três mil mortes entre 2018 e 2023, um número que representou uma descida de 53,6 por cento em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.
Hoje Macau SociedadePJ | Empresário sul-coreano bate, rapta e viola namorada A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um empresário sul-coreano que veio para Macau para tentar recuperar a ex-namorada e que acabou por agredi-la, raptá-la e violá-la. O caso foi divulgado ontem, através de uma conferência de imprensa da polícia. Segundo os contornos do caso, o suspeito tem cerca de 40 anos e viajou para a RAEM, depois de saber que a ex-namorada estava no território. Por sua vez, a vítima viajou sozinha para Macau e estava hospedada num hotel no Cotai, desde 22 de Maio. Quando chegou a Macau, o homem abordou a mulher e pediu-lhe permissão para irem para o quarto, para falarem, ultrapassarem o diferendo e esclarecem a situação entre ambos. A mulher não se opôs, e deixou o homem entrar. Durante a conversa, o homem partiu para as agressões batendo com a cabeça da mulher contra a parede. Além de impedi-la de sair do quarto, o agressor também a violou três vezes, até à manhã do dia seguinte. O caso foi descoberto, porque a família tentou ligar à vítima e estranhou o facto de a mulher não atender o telefone. Quando finalmente atendeu, a mulher foi forçada pelo agressor a dizer que estava tudo bem. No entanto, a família sentiu que algo estava mal, pelo que ligou para Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Quando a PSP chegou ao local verificou que a mulher estava ferida, pelo que contactou a PJ. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeFinanças | E Fund estabelece-se em Macau A empresa de gestão de fundos E Fund foi autorizada a constituir uma sociedade em Macau, de acordo com a informação divulgada ontem no Boletim Oficial. Segundo o documento assinado por Sam Hou Fai, a actividade da E Fund Sociedade Gestora de Fundos de Investimento (Macau) vai ser limitada à gestão de fundos. A E Fund é uma empresa do Interior, fundada em 2001, com sede na cidade de Cantão no edifício Torre do Banco de Guangzhou. Tem como accionistas empresas do Interior, como a GF Securities, a Guangdong Yuecai Trust, a Guangdong Rising Holdings Group e ainda o fundo público Guangzhou Guangyong State Owned Assets Management. As acções da empresa Yuecai Trust pertencem a He Jianfeng, o filho do fundador do grupo Midea, ligada à produção de electrodomésticos. Desde 2008 que a E Fund tem uma representação em Hong Kong.
Hoje Macau SociedadeSJM | Fitch Ratings corta na avaliação A Fitch Ratings baixou o rating da dívida a longo prazo da concessionária SJM Holdings de BB-, considerado especulativo, para B, altamente especulativo. A redução da avaliação foi justificada com base na redução do endividamento a um ritmo mais lento do que o esperado, assim como uma recuperação dos resultados da empresa mais moderada do que o previsto. A Fitch também baixou a nota de dívida sénior não garantida da SJM, assim como a nota das obrigações em circulação emitidas pela subsidiária SJM International BB- para B. “A descida reflecte a opinião da Fitch de que a trajectória de alavancagem da SJM Holdings já não é consistente com o seu nível de notação anterior”, pode ler-se no relatório mais recente da Fitch, citado pelo portal GGR Asia. A SJM Holdings registou um prejuízo líquido no primeiro trimestre do ano de 62 milhões de dólares de Hong Kong, que contrasta com o lucro líquido de 31 milhões de dólares de Hong Kong no período homólogo.
Hoje Macau Manchete SociedadeCáritas Macau | Enviados 20 mil euros para ajudar Portugal e Espanha A revelação foi feita pelo secretário-geral Paul Pun Chi Meng, que considera que apesar do montante não ser elevado é uma forma de mostrar “preocupação e solidariedade” A Cáritas Macau doou 20 mil euros para ajudar as populações afectadas pelas tempestades que atingiram a Península Ibérica em Fevereiro, disse ontem à Lusa o secretário-geral da organização, Paul Pun Chi Meng. Em Fevereiro, a Cáritas Macau lançou uma campanha de angariação de fundos, que decorreu durante três meses, para ajudar as vítimas da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Paul Pun disse que a organização enviou 10 mil euros para a Cáritas Espanha e outros 10 mil euros para a Cáritas Portugal, com quem a Cáritas Macau tem há muito uma parceria, lembrou o secretário-geral. A organização católica foi fundada em 1951, ainda durante a administração portuguesa de Macau. “O dinheiro que recolhemos não é muito, mas mesmo assim tentamos demonstrar a nossa preocupação e solidariedade”, disse Pun. Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas. Na sequência do mau tempo, o Governo de Portugal anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Viagem a Portugal Paul Pun visitou Portugal entre 14 e 17 de Abril, numa deslocação que já tinha sido marcada antes das tempestades, mas que permitiu ao secretário-geral da Cáritas Macau ver “enormes danos causados às infra-estruturas e às florestas”. A passagem por Portugal permitiu também à Cáritas Portugal e à Cáritas Macau assinar um acordo para renovar a parceria iniciada em 2019 em áreas como a ajuda humanitária e a resposta a emergências, revelou o dirigente. Mas o novo acordo acrescenta um outro ponto, a integração de pessoas em mobilidade, sublinhou Pun. “Caso um português tenha problemas em Macau, podemos colaborar com ele. No caso de os residentes de Macau enfrentarem problemas em Portugal, eles ajudam-nos”, explicou o secretário-geral. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong. A Cáritas Portugal e a Cáritas Macau discutiram também como “unir recursos financeiros” para ajudar os mais desfavorecidos em outros países lusófonos, referiu Pun, que deu como exemplo as inundações que afectaram Moçambique.