China / ÁsiaChina defende uso pacífico do cosmos após EUA reconhecerem ter armas em órbita Hoje Macau - 16 Set 2026 A China defendeu ontem o uso pacífico do espaço e pediu aos Estados Unidos para deixarem de expandir a presença militar naquele domínio, depois de Washington ter reconhecido, pela primeira vez, manter armas em órbita. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Pequim sempre defendeu a segurança espacial e opôs-se à militarização e à transformação do espaço num campo de batalha. “Pedimos aos Estados Unidos que deixem de expandir a presença militar no espaço e salvaguardem, através de acções concretas, a estabilidade estratégica global”, afirmou o porta-voz, que não esclareceu se a China dispõe deste tipo de armamento em órbita. Guo disse que Pequim espera que o espaço se torne “uma plataforma de cooperação e benefício mútuo para a humanidade” e afirmou que a China está disposta a trabalhar com todos os países na exploração e utilização pacíficas daquele domínio. O diplomata reiterou ainda a oposição chinesa à militarização do espaço e defendeu a promoção do progresso científico e tecnológico no sector. Agarrados às armas Na segunda-feira, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, afirmou estar em curso um reforço da “preparação perante as ameaças existentes”, acrescentando que os Estados Unidos “têm armas de controlo espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra acções hostis dos adversários”. Meink referiu que estas armas destinam-se a proteger as forças norte-americanas de acções hostis, embora a Força Aérea não tenha especificado que sistemas estão actualmente em órbita, quantos existem ou quando foram colocados no espaço. O responsável anunciou, na conferência Air, Space and Cyber, realizada no estado de Maryland (costa leste), também progressos noutros programas espaciais norte-americanos, incluindo o desenvolvimento de um sistema de interceptores baseados no espaço e de uma constelação de satélites destinada a detectar e acompanhar alvos móveis a partir da órbita. A China, por sua vez, estabeleceu como objectivo realizar uma missão tripulada à Lua antes de 2030 e avançar com a construção de uma futura base de investigação no polo sul lunar.