China / ÁsiaPequim diz que encontro entre Xi e Modi reafirma impulso das relações Hoje Macau - 15 Set 2026 O Governo chinês afirmou ontem que a reunião realizada no sábado entre o Presidente chinês e o primeiro-ministro indiano à margem da cimeira dos BRICS, em Nova Deli, constituiu “uma reafirmação” do impulso das relações. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Xi Jinping e Narendra Modi reuniram-se três vezes nos últimos três anos, em Nova Deli, em Tianjin (2025) e em Kazan (2024), marcando “um novo ponto de partida e uma nova direcção para as relações sino-indianas”. Guo indicou que os dois líderes concordaram que, enquanto países mais populosos do mundo e importantes membros do Sul Global, devem “centrar-se no desenvolvimento como o maior denominador comum, reforçar os intercâmbios de amizade e a cooperação de benefício mútuo e melhorar a base da opinião pública que sustenta a relação bilateral”. O porta-voz disse ainda que Xi e Modi concordaram em resolver “de forma equilibrada” as respectivas preocupações económicas e comerciais e em salvaguardar conjuntamente a paz e a tranquilidade na zona fronteiriça que partilham nos Himalaias. Em 2020, um confronto militar no vale de Galwan provocou mortes entre soldados dos dois países e desencadeou a pior crise diplomática entre Pequim e Nova Deli em décadas. “A melhoria e o desenvolvimento das relações sino-indianas não só são bem recebidos pelos mais de 2.800 milhões de habitantes dos dois países, como também respondem à necessidade de reforçar a cooperação do Sul Global”, afirmou Guo. Amor e tropas nas fronteiras Segundo o porta-voz, Xi defendeu durante o encontro que os dois países devem orientar as relações bilaterais com um “entendimento estratégico objectivo e racional” e “ajudar-se mutuamente a alcançar o sucesso através de uma filosofia de cooperação de benefício mútuo”. Apesar da melhoria gradual das relações, incluindo o restabelecimento dos voos directos e a flexibilização dos vistos, os dois países mantêm elevados contingentes militares ao longo da linha de controlo nos Himalaias, enquanto a Índia mantém restrições aos investimentos chineses.