Hengqin | Arrancou construção de novo centro meteorológico nacional

Começou ontem a construção do Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre, em Hengqin, a primeira instituição do género a nível nacional que irá monitorizar desastres naturais e emitir alertas. O centro deverá começar a operar na capacidade máxima daqui a seis anos

Foi ontem oficialmente lançada a construção do primeiro Centro Internacional de Intercâmbio de Dados do Sistema Terrestre do País (Macau), em Hengqin, construído em conjunto pela Administração Meteorológica da China, o Governo da RAEM e o Executivo da zona de cooperação aprofundada em Hengqin.

O centro irá funcionar numa base de cooperação científica e tecnológica no domínio da meteorologia entre o Interior da China e Macau, com o objectivo de monitorizar desastres naturais, lançar alertas de forma mais atempada e aperfeiçoar previsões meteorológicas.

Foi ontem também assinado um acordo-quadro de cooperação entre Macau, Hengqin e a Administração Meteorológica da China, que estabelece um período de construção de três anos, e mais três anos até que o centro esteja a operar na sua capacidade máxima.

A expressão “sistema terrestre” refere-se ao estudo da litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, e, segundo um comunicado emitido ontem pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) o centro “visa promover o desenvolvimento e a utilização do ecossistema de elementos de dados, criar uma ponte de cooperação para dados do sistema terrestre, construir uma plataforma de abertura ao exterior de alto nível”.

O centro terá também como metas “impulsionar a exportação de produtos de dados de elevada qualidade e capacidades de serviço, formando um mercado unificado para elementos de dados do sistema terrestre na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

O novo petróleo

O director da Administração Meteorológica da China, Chen Zhenlin, destacou que este será “o primeiro centro de intercâmbio de dados construído pela Administração Meteorológica da China no âmbito da sua implementação global”.

As autoridades referem que “os dados do sistema terrestre, enquanto ‘novo petróleo’ da era inteligente, possuem vantagens únicas de cobertura global, penetração contínua e disponibilidade permanente. Ao associarem-se e integrarem-se com uma vasta gama de cenários de produção e da vida quotidiana, tornam-se progressivamente um elemento de produção fulcral e um recurso estratégico fundamental para sustentar o desenvolvimento da economia digital”.

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