Trânsito | CPSP vai recolher dados 3D para analisar acidentes

A polícia espera introduzir em breve câmaras que analisam dados em três dimensões para apurar causas de acidentes rodoviários. Entre Janeiro e Agosto, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade em passadeiras, quase o dobro no mesmo período de 2025

As autoridades policiais estão investidas na resolução de um dos problemas que tem provocado mais preocupações nos últimos tempos: a sinistralidade rodoviária e os atropelamentos nas ruas de Macau.

O segundo-comandante substituto do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), Wong Kim Hong, afirmou ontem que serão instalados brevemente câmaras com scanners 3D que recolhem dados tridimensionais para análise e apuramento das causas de acidentes.

Esta será mais uma ferramenta que as autoridades policiais vão poder usar para produzir relatórios de análise a pontos críticos em termos de sinistralidade na rede rodoviária para entregar à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. Estes relatórios podem conter sugestões, como a remoção de passadeiras, como já aconteceu no cruzamento da Avenida de Almeida Ribeiro e da Rua do Visconde Paço de Arcos, e noutros locais críticos para peões.

Em declaração no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, o representante do CPSP afirmou que entre Janeiro e Agosto deste ano, foram instaurados mais de 870 processos por não concessão de prioridade a peões em passadeiras, volume que representa quase o dobro face aos mesmo período de 2025.

O arco-íris

Outra novidade avançada por Wong Kim Hong, diz respeito à passagem fronteiriça de veículos de Macau para Hengqin. O dirigente do CPSP referiu que as autoridades estão a testar um modelo de controlo através de reconhecimento da íris e facial. A tecnologia, ainda em fase experimental, irá permitir aos condutores atravessarem a fronteira para Hengqin sem terem de sair do automóvel.

A medida faz parte de um plano de modernização de controlo fronteiriço que deverá ser instalada em todas as 30 faixas da fronteira entre Macau e Hengqin. Wong Kim Hong indicou aos microfones da emissora pública que o objectivo das autoridades é ter esta tecnologia a funcionar plenamente até ao fim de 2027.

O responsável acrescentou que nos postos fronteiriços de Qingmao, Hengqin e Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau, todos os 204 canais de auto-atendimento inteligente com reconhecimento facial registaram a passagem de mais de 600 mil pessoas entre Janeiro e Agosto deste ano.

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