China / ÁsiaJornalismo | Pequim acusa New York Times de promover separatismo em Taiwan Hoje Macau - 2 Jun 2026 O Governo chinês acusou ontem o jornal norte-americano New York Times de “difundir retórica separatista da independência de Taiwan”, na primeira reacção pública de Pequim à polémica em torno da saída da correspondente Vivian Wang da China. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian criticou o jornal por se referir a Taiwan como “um país”, considerando que tal formulação “envia um sinal extremamente errado às forças separatistas” da ilha. Lin instou ainda o jornal norte-americano a “corrigir os seus erros”. Sobre o caso de Vivian Wang, o responsável afirmou que a jornalista terá cometido alegadas irregularidades relacionadas com seguros durante a sua permanência na China como correspondente, o que, segundo disse, violou o regulamento que rege o funcionamento dos órgãos de comunicação estrangeiros no país. De acordo com Lin, essas infracções levaram as autoridades chinesas a cancelarem as credenciais da jornalista. O porta-voz acusou igualmente os Estados Unidos de exercerem pressão política sobre jornalistas da agência noticiosa oficial chinesa Xinhua que trabalham legalmente naquele país, alegadamente sob o pretexto de questões deontológicas. Segundo Lin, a origem das actuais tensões entre os órgãos de comunicação chineses e norte-americanos deve-se a Washington ter “politizado unilateralmente as questões relacionadas com a imprensa”. O responsável garantiu que a China tem facilitado o trabalho dos jornalistas estrangeiros e concedido vistos a repórteres norte-americanos, contrastando essa situação com as dificuldades enfrentadas, segundo afirmou, pelos jornalistas chineses que pretendem trabalhar nos Estados Unidos. “Instamos a parte norte-americana a cumprir efectivamente os consensos alcançados sobre questões mediáticas e a adoptar medidas concretas para garantir os direitos legítimos dos jornalistas chineses a trabalhar e viver normalmente nos Estados Unidos”, declarou.