China / ÁsiaAI | UE e líderes mundiais acusados de serem submissos Hoje Macau - 22 Abr 2026 A Amnistia Internacional acusou a União Europeia e os líderes mundiais de serem submissos e mostrarem relutância em denunciar actos predatórios dos EUA, da Rússia, de Israel ou da China relativamente aos direitos humanos. “A União Europeia e a maioria dos Estados europeus apaziguaram os ataques dos EUA ao direito internacional e aos mecanismos multilaterais”, criticou a organização de defesa dos direitos humanos no seu relatório anual, ontem publicado. Segundo a organização, nem a União Europeia nem a maioria dos Estados tomaram “medidas significativas para travar o genocídio de Israel ou pôr fim às transferências irresponsáveis de armas e tecnologia que alimentam crimes ao abrigo do direito internacional em todo o mundo”. “Os líderes mundiais têm sido demasiado submissos face aos ataques ao direito internacional e ao sistema multilateral. O seu silêncio e inação são imperdoáveis”, acusou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, que apresentou o relatório aos jornalistas na segunda-feira. O comportamento mostra “uma falência moral e não trará nada mais do que recuo, derrota e o apagamento de décadas de conquistas de direitos humanos duramente alcançadas”, avisou. Para a responsável da organização, “apaziguar os agressores é deitar gasolina no fogo que nos queimará a todos e devastará o futuro das gerações vindouras”. “Alguns podem sentir-se tentados a descartar o sistema construído ao longo dos últimos 80 anos”, mas isso significa “ignorar conquistas duramente alcançadas no sentido do reconhecimento dos direitos universais “que protegem contra a discriminação racial e a violência contra as mulheres, consagrando os direitos dos trabalhadores e dos sindicatos e reconhecendo os direitos dos povos indígenas”, defendeu Agnès Callamard. “Os predadores políticos e económicos, e aqueles que lhes dão apoio, estão a declarar o sistema multilateral morto, não porque seja ineficiente, mas porque não serve a sua hegemonia e controlo, disse.