Ai Portugal VozesÁgua impotável mata milhares. Milhares morrem na estrada André Namora - 13 Abr 2026 Inimaginável. Quem vai comprar umas garrafas de água ao supermercado. Quem diariamente abre a torneira em casa e bebe água. Quem vai à fonte com o jarro recolher água cristalina e fresquinha, ninguém imagina que em Portugal entre 2019 e 2024 morreram 2.850 pessoas por causas associadas a água insalubre e falta de saneamento. Só, em 2024, estas mortes atingiram um pico de 602. Para algo, que acontecerá em países do terceiro mundo, estranha-se que nunca tenha sido dada uma explicação pública, em particular, por parte do Ministério da Saúde. Na verdade, uma vez, levei o meu neto à piscina municipal e o miúdo começou a beber água do chuveiro que se situava perto da piscina e o rapaz salva-vidas que estava por perto, disse logo para que não bebesse daquela água porque não era de confiança. São números que amedrontam e que colocam o cidadão a interrogar-se sobre o tratamento e higiene que é dado nas centrais de distribuição de água, dita potável. Acontece que a água insalubre ou imprópria para consumo é aquela que contém substâncias ou microrganismos prejudiciais à saúde humana, podendo causar doenças graves e a própria morte, tal como anunciámos. Um dos principais motivos para a água se tornar insalubre está directamente ligado à contaminação das fontes de água pelo lançamento de esgotos ou resíduos industriais sem tratamento. E ainda existe um perigo desconhecido, que se prende com pequenas rupturas nos tanques de combustíveis, as quais provocam o vazamento dos tanques subterrâneos de combustível e que vão poluir as águas subterrâneas. Seja como for, o importante é que temos portugueses a morrer devido a beberem água insalubre e as autoridades em mais de sete anos nunca se pronunciaram quando as mortes já ultrapassaram as duas mil e quinhentas. Este número que indicámos de mortos devido a ingerir-se água impotável, está ao mesmo nível do número de portugueses que morrem nas estradas do país. Cerca de 40 em cada mês. E a maioria não são pessoas com mais de 75 anos de idade. É infame. Razão? Conduz-se muito mal em Portugal. Mais de 50 por cento dos condutores nunca deviam ter tido carta de condução. Um grande número apenas conduz ao domingo. Um número ainda maior conduz apenas no Natal, Páscoa e férias de Verão. A instrução dada nas escolas de condução é uma mentira, apenas para enganar examinador. A carta de condução é facilitada a 90 por cento de condutores que nem sequer sabem reduzir a velocidade do veículo da sexta velocidade para a segunda, em caso de risco de acidente. Na última Páscoa, o balanço realizado pela GNR e PSP foi trágico, com um aumento significativo da sinistralidade rodoviária em comparação com o ano passado. 20 vítimas mortais, 53 feridos graves (dos quais nunca se sabe quantos vieram a falecer), mais de 2.600 acidentes. Leiam bem: o número de mortos quadruplicou relativamente à Páscoa de 2025. E sabem quais as causas? Obviamente o excesso de velocidade por intermédio de quem não sabe conduzir, o excesso de álcool ingerido e o uso do telemóvel. Ainda há dias, uma família de dois adultos e dois menores morreu devido a um choque frontal num local onde está pintado no pavimento o risco contínuo e a estrada fazia lomba. Num cenário destes, não existem campanhas de sensibilização que resultem. Tinham era de existir exames de condução muito mais rigorosos e não passeatas a 50 km/h pelos locais previamente mais que treinados. O absurdo. Não queria terminar este contacto convosco sem vos transmitir o impensável que é chocante. Praticamente todas as semanas morrem crianças com doenças várias. Alguns pais têm tido possibilidades de pagarem as despesas dos funerais. Outros, nem pensar. A precaridade de vida obriga-os a pedir dinheiro a amigos ou a uma instituição de apoio social para o pagamento do funeral da criança. E sabem por que razão o Estado não financiava a despesa dos funerais das crianças? Não acreditam. Porque era dito que as crianças nunca tinham descontado para a Segurança Social… Em boa hora, a luta de um casal que ficou sem o filho criança, tudo leva a crer que o Governo mude de atitude e comece a subsidiar os funerais das crianças… Ai, Portugal, Portugal…