EventosGu Yue e 12 alunos da MUST a partir de hoje na Fundação Rui Cunha Hoje Macau - 24 Mar 2026 A Fundação Rui Cunha (FRC) recebe a partir de hoje, às 18h30, uma nova mostra de arte colectiva intitulada “Intimate Immensity” [Intimidade Imensa] com trabalhos de Gu Yue e 12 alunos de doutoramento da Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), co-organizadora do evento. Segundo uma nota da FRC, apresentam-se conjuntos de 17 obras “que representam diferentes formas e estilos”, criadas pelos alunos que receberam orientação de Gu Yue. Estes alunos são Wang Diyi, Meng Zihao, Li Ranqing, Jiang Hang, Zhong Xinzi, He Yiyan, Xu Chen, Wang Chao, Li Jielin, Zhou Zixuan, Wang Jianan e Qi Jiajun. As obras vão estar patentes até ao próximo dia 2 de Abril. Na galeria da FRC poderão ver-se trabalhos de pintura a acrílico, óleo, aguarela, tinta-da-china, materiais compósitos, impressão e porcelana, sendo resultado de uma “exploração colectiva e a modelação visual de um grupo de jovens artistas que vieram estudar para Macau, vindos da China continental”. Trata-se de exercícios artísticos que nasceram “das suas experiências mais íntimas”, podendo os observadores “mergulhar numa variedade de temas, incluindo a tensão emocional nas memórias familiares, a ansiedade interna numa sociedade competitiva e os sentimentos privados de dor física”, é revelado. Espaço intercultural O facto de estes alunos de doutoramento terem uma componente de “nómada”, por terem vindo estudar para Macau e estarem inseridos “na intersecção cultural única” do território, trazem para as obras de arte “perspectivas que contêm inerentemente a tensão e a riqueza de ‘entre-lugares'”. O que se vê na exposição são, portanto, imagens que se tornam em “campos experimentais onde múltiplas memórias e as imaginações culturais colidem e se sobrepõem”. O nome “Imensidão Íntima”, escolhido para titular esta exposição, “deriva da condição humana descrita pelo filósofo francês Gaston Bachelard, na sua publicação de 1958, ‘A Poética do Espaço'”, em referência a um “pequeno espaço físico privado que, através da imaginação poética, se pode vivenciar uma experiência interior infinita e vasta”, é dito na mesma nota. Desta forma, os artistas que colaboram neste projecto “convidam os espectadores a mergulharem profundamente nestas imagens aparentemente ‘íntimas’, para perceberem as reverberações da ‘imensidão’ desencadeadas pelos tremores das vidas individuais, levando a uma melhor compreensão de si mesmos e dos tempos”, conclui-se.