DSEDT | Macau alarga a Espanha concurso para tecnológicas

O Governo de Macau anunciou ontem que vai abrir portas a ‘startups’ de Espanha na sexta edição do concurso de inovação e empreendedorismo que até agora estava reservado para tecnológicas de Portugal e Brasil.
Representantes da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) de Macau estiveram na exposição de tecnologia Mobile World Congress (MWC), que arrancou na segunda-feira em Barcelona.
De acordo com um comunicado, a DSEDT aproveitou a presença na MWC para promover o novo modelo da competição junto de plataformas e empresas de inovação tecnológica espanholas.
A ‘startup’ brasileira de biotecnologia Hilab venceu a última edição do concurso, realizada em Junho, na qual foram distinguidas outras seis empresas portuguesas e brasileiras, abrindo as portas a apoios e financiamento e ao mercado chinês.
A Hilab, com um capital de 200 milhões de patacas, dinheiro angariado de 125 milhões de patacas e à procura de contactos, oportunidades de negócio, de financiamento e de expandir-se na China, foi fundada em 2016.
A ‘startup’ desenvolveu um dispositivo de diagnóstico portátil que fornece resultados de qualidade laboratorial.
De acordo com informação da Hilab, o dispositivo requer “apenas algumas gotas de sangue” e pode “realizar 25 tipos de exames, cobrindo 85 por cento dos diagnósticos médicos mais solicitados”.
Um painel de investidores, académicos e especialistas em finanças seleccionou em segundo lugar outro projecto brasileiro, Klike.AI LLC, uma plataforma de análise de marketing alimentada por inteligência artificial, e em terceiro ficou a ‘startup’ portuguesa OWLplaces, especializada em inteligência artificial e análise de dados geoespaciais

Outras prioridades
O actual líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, que tomou posse em Dezembro de 2024, apontou como prioridade a promoção dos serviços financeiros e comerciais entre a China e os países hispânicos.
A China estabeleceu a RAEM como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.
O organismo integra, além da China, os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.
Num fórum integrado na MWC, o subdirector da DSEDT, Chan Chou Weng, apresentou o projecto do Parque Industrial de Investigação de Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau.
O Governo prevê investir 18,1 mil milhões de patacas na construção do parque, que deverá ficar concluído até 2029.

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