PolíticaMoradores alertam para perda de interesse em feiras e mercados de rua João Santos Filipe - 13 Jan 202613 Jan 2026 Lei Chong In, membro da Associação dos Moradores, alertou a sociedade para o facto de vários mercados e feiras organizadas no território estarem a perder a capacidade para atrair pessoas e terem efeitos limitados. A questão foi abordada em declarações ao jornal Cheng Pou. Segundo Lei, após a pandemia, as feiras ou mercados de rua “proliferaram como cogumelos após a chuva”, promovidos pelo Governo e associações. O objectivo das iniciativas é elogiado, uma vez que visa promover a economia nos bairros residenciais e o surgimento de mais pequenas e médias empresas. Contudo, as feiras estão agora numa encruzilhada, devido ao excesso de oferta e à perda de interesse da população num modelo cada vez mais repetido. Lei Chong In aponta que este tipo de iniciativas sofre de dois problemas: por um lado, os mercados e feiras são todos muito idênticos, sem terem “características distintivas”; por outro, são eventos temporários sem continuidade, o que leva a que não contribuam para uma promoção da economia de forma sustentada. Como parte do desenvolvimento não sustentado, o representante associativo explica ainda que o montante investido para montar barracas e tendas gera ganhos de curto prazo, mas que não se reflectem num período temporal mais longo. Mais concorrência Ao mesmo tempo, o vice-presidente da Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores da Marginal alerta também que o sucesso destes mercados passa por desviar os clientes de outros espaços comerciais nas mesmas zonas, o que não expande a economia, antes aumenta a concorrência. Para evitar um cenário de canibalização do mercado, Lei Chong In indica que é necessário escolher muito bem os objectivos de cada feira, e apurar se a meta é promover as pequenas e médias empresas existentes ou criar novos negócios para jovens empreendedores. Com base nesses objectivos, Lei defende a necessidade de os mercados adoptarem características específicas, para se distinguirem, sem prejudicar os outros negócios.