Inflação | Números revelam maior subida em seis anos

O índice de preços no consumidor (IPC) aumentou 1,16 por cento nos primeiros nove meses, em comparação com igual período de 2025, o valor mais elevado em seis anos, foi anunciado, na sexta-feira. De acordo com dados oficiais, a inflação homóloga entre Janeiro e Setembro foi a mais alta desde 2020, no início da pandemia de covid-19, quando atingiu 1,37 por cento e terminou o ano em 0,81 por cento.

Caso a tendência dos primeiros nove meses se mantenha até ao fim de 2026, a inflação irá fechar o ano no valor mais elevado desde 2019, antes do início da pandemia, quando atingiu 2,75 por cento.

Os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que a primeira razão para a aceleração da inflação foi uma subida de 11,2 por cento no preço dos combustíveis para veículos.

A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem contribuído para pressionar os mercados energéticos, com reflexos nos preços dos combustíveis e do gás natural a nível mundial. A inflação também se fez sentir nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 1,15 por cento), com o custo das refeições adquiridas fora de casa a subir 1,23 por cento.

Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,33 por cento e 0,49 por cento, respectivamente. Já o valor do ouro subiu 27 por cento no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.

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