China / ÁsiaHK | Investigado tratamento estético com pele de cadáveres humanos Hoje Macau - 23 Out 2026 As autoridades de saúde de Hong Kong anunciaram ontem uma investigação à comercialização e aplicação ilegais de um novo tratamento estético injectável de origem sul-coreana, produzido a partir de colagénio obtido de cadáveres humanos. O produto, denominado Elravie Re2O, promovido como regenerador celular, não possui registo sanitário no território e desencadeou um alerta devido aos riscos de transmissão de agentes patogénicos e de reacções imunológicas. O alerta surgiu depois de se ter detectado que clínicas e salões de beleza disponibilizavam o tratamento sem supervisão médica e ocultando a sua origem humana, cobrando até 15 mil dólares de Hong Kong por três sessões. Em resposta, o Departamento de Saúde e a Polícia do território intensificaram as inspecções a centros de estética em vários distritos, operações que resultaram na apreensão de cerca de uma centena de frascos de substâncias reguladas, dezenas de injectáveis não autorizados e na detenção de uma mulher. Por conter pele humana, o produto injectável está sujeito à legislação local sobre transplante de órgãos e farmacêutica, que prevê penas até dois anos de prisão para a venda ilegal. Do ponto de vista científico, o produto consiste numa matriz dérmica humana acelular micronizada, composta por 89 por cento de colagénio, elastina e outras proteínas. Ao contrário de outros estimuladores, a sua função é actuar como uma estrutura tridimensional que permite a adesão das células do paciente e a reparação dos tecidos. Contudo, os especialistas alertam que o processamento não garante a eliminação total do material celular original, expondo os pacientes a infecções ou reacções de rejeição imunológica, além de potenciais inconsistências de qualidade associadas ao dador.