Festival da Lusofonia | Fafá de Belém traz ritmos quentes do Brasil

Ainda que com um cartaz mais curto, a 29.ª edição do Festival da Lusofonia, nas Casas-Museu da Taipa, não poupa nos ritmos latinos. A cantora brasileira Fafá de Belém é o grande destaque, actuando esta sexta-feira e sábado. Além dos músicos locais, o público pode ouvir os sons dos grupos Epo Dance, da Guiné Equatorial, e Timor Furak, de Timor-Leste

A cantora brasileira Fafá de Belém será a cabeça de cartaz do 29.º Festival da Lusofonia que decorre no próximo fim-de-semana, de 23 a 25 de Outubro, anunciou o Instituto Cultural (IC). Nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo, Fafá de Belém conta com cerca de 15 milhões de discos vendidos numa carreira que começou no início dos anos 70, e que incluiu até uma passagem pelo teatro.

Num comunicado, o IC disse que, uma vez que se está a celebrar o Ano Cultural China-Brasil, o Festival da Lusofonia dará destaque à cultura brasileira, com a presença do artista de arte urbana Fábio Panone Lopes, especializado em murais e graffiti.

Além de Fafá de Belém, os grupos de dança EPO Dance, da Guiné Equatorial, e Timor Furak, de Timor-Leste, irão actuar nas Casas da Taipa, juntamente com mais de 40 grupos artísticos lusófonos locais. São eles João Gomes e Banda, Tuna Macaense, Jandira Silva ou Concrete / Lotus, entre muitos outros.

O programa inclui ainda espectáculos de música e dança tradicional em vários bairros da cidade, uma exposição de livros ilustrados em chinês e português, sessões de promoção da leitura e oficinas criativas destinadas às famílias.

O Festival da Lusofonia, realizado desde 1998, inclui normalmente expositores culturais, bancas de comida e bebida e jogos populares, e um cartaz musical com artistas de cada um dos dez países e regiões lusófonos. A edição de 2025 contou com as atuações de artistas como os Calema, de São Tomé e Príncipe, e a cantora portuguesa Marisa Liz.

Reduções e desilusões

Questionada em 30 de Setembro sobre a decisão de reduzir a duração do festival de seis para apenas três dias (sexta-feira e um fim de semana), a presidente do IC, Leong Wai Man, explicou que, após avaliações realizadas em edições anteriores, foi considerado que esse formato é o mais adequado.

“Houve uma edição com duas semanas de duração e várias actividades, mas, depois da avaliação, pensamos que uma semana é mais adequada. Foi um consenso alcançado entre várias partes”, indicou.

Segundo reportou a emissora pública TDM – Teledifusão de Macau, a interrupção do modelo alargado deve-se à ausência de patrocínio da operadora de jogo Galaxy Entertainment Group, uma mudança que obrigou a limitações orçamentais e a uma reestruturação do programa. Dirigentes de associações de matriz lusófona como a Associação dos Macaenses e a Casa de Portugal em Macau indicaram à emissora pública estar desiludidos com uma edição mais reduzida e a falta de apoio orçamental.

O Festival da Lusofonia faz parte do Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que irá incluir ainda um concerto do músico moçambicano Stewart Sukuma, em conjunto com a Orquestra Chinesa de Macau, a 14 de Novembro.

Um dos músicos mais premiados de Moçambique e um dos principais impulsionadores do estilo musical marrabenta, quer a solo quer com a Banda Nkhuvu, Stewart Sukuma já realizou várias digressões por África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas.

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