SociedadePJ | Três detenções por contratação simulada Hoje Macau - 16 Out 2026 Três mulheres, com idades entre os 31 e 46 anos, foram detidas devido a um esquema que permitiu a uma delas pagar para obter o título de trabalhadora não residente e assim poder prostituir-se. Em causa, está a prática do crime de simulação e invocação de actos jurídicos para obtenção de autorização. O caso foi descoberto durante uma investigação de um outro processo de ofensa à integridade física e gravações ilícitas, quando as autoridades questionaram uma prostituta e verificaram que era detentora de um título de trabalhadora não residente ligado a uma empresa de venda de caixas registadoras electrónicas. As detenções foram feitas na quarta-feira e, segundo a informação da Polícia Judiciária (PJ), uma mulher do Interior, responsável pela empresa em Macau de venda de caixas registadoras, aceitou contratar uma sujeita que pretendia prostituir-se na RAEM. No entanto, a trabalhadora nunca desempenhou qualquer função na companhia, e o objectivo passava apenas por obter o título de trabalhadora não residente, para poder permanecer legalmente em Macau. Pela contratação fictícia, a prostituta aceitou pagar 60 mil renminbis à proprietária do negócio. Além da obtenção de quota de trabalhadora não residente, a dona da empresa simulou ao longo de meses o pagamento de salários e outros procedimentos de gestão, para que a ilegalidade não fosse descoberta. As duas mulheres foram detidas, assim como uma outra suspeita, que trabalha na empresa visada pelas autoridades. Esta mulher foi detida por auxiliar a patroa a simular a contratação da trabalhadora não residente. Além das detidas, as autoridades procuram ainda um homem, que se encontra a monte, e terá actuado como intermediário entre a dona do negócio e a prostituta. O crime de simulação e invocação de actos jurídicos para obtenção de autorização é punido com uma pena de prisão que varia entre 2 e 8 anos.