China / ÁsiaPequim rejeita pedido da UE para limitar exportações de automóveis híbridos Hoje Macau - 9 Out 2026 A China rejeitou um pedido da União Europeia (UE) para limitar voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu, numa altura em que Bruxelas e Pequim procuram evitar uma nova escalada das tensões comerciais. Segundo avançou ontem o jornal Financial Times (FT), citando dois diplomatas informados sobre as negociações, a Comissão Europeia pondera agora impor unilateralmente limites temporários às importações de veículos híbridos chineses. O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, iniciou ontem uma visita de dois dias a Pequim, durante a qual procurará alcançar, pelo menos, um acordo que permita reduzir o crescente excedente comercial da China com a UE e evitar a adopção de medidas punitivas. A proposta inicial de Bruxelas previa que Pequim aceitasse limitar as exportações de automóveis híbridos a cerca de 15 por cento do mercado europeu, contra mais de um terço actualmente, sob pena de enfrentar medidas de retaliação, incluindo um aumento das tarifas. No entanto, responsáveis europeus informaram na quarta-feira os Estados-membros de que a China rejeitou a proposta, segundo o FT. A Comissão Europeia está agora a estudar a aplicação de uma medida temporária de salvaguarda comercial, que pode ser adoptada mesmo sem provas de práticas comerciais abusivas. O mecanismo permitiria estabelecer uma quota de importação de veículos chineses, sujeitando os automóveis que ultrapassassem esse limite a tarifas adicionais elevadas. Efeito colateral O objectivo de Bruxelas é definir um volume de importações que Pequim possa aceitar informalmente, evitando uma resposta retaliatória. Contudo, a medida teria também de abranger outros parceiros comerciais, incluindo o Reino Unido, a Coreia do Sul e o Japão, que receberiam quotas proporcionais aos respectivos volumes históricos de exportação para a UE. O aumento das exportações chinesas de veículos híbridos ocorreu depois de Bruxelas ter imposto direitos compensatórios de até 35 por cento sobre os automóveis eléctricos fabricados na China, acrescidos da tarifa habitual de 10 por cento. Pequim respondeu com medidas comerciais sobre produtos europeus, incluindo conhaque, carne de porco e laticínios.