Manchete PolíticaPlano Quinquenal | Governo assume diversificação da economia João Santos Filipe - 8 Set 2026 Numa sessão de apresentação do Plano Quinquenal, a secretária para a Economia e Finanças avisou os convidados que a diversificação económica é “uma questão de resposta obrigatória” A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, comprometeu-se a trabalhar para que até 2030 a riqueza criada pelos sectores não-jogo para a economia atinja 60 por cento do Produto Interno Bruto. A meta foi traçada numa sessão de apresentação do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau a um grupo de convidados ligados às áreas da economia e finanças, que decorreu ontem de manhã. Segundo a secretária, o Governo vai reforçar a aposta nas áreas da saúde, através da medicina tradicional chinesa, finanças, tecnologia de ponta, convenções, exposições, comércio, cultura e desporto com o objectivo de concretizar a diversificação económica. O objectivo passa por fazer com que o “peso do valor acrescentado das indústrias extrajogo no Produto Interno Bruto local” atinja “cerca de 60 por cento”. O esforço do Governo não se fica pela aposta nas áreas referidas, mas passa também por medidas para criar um ambiente económico mais dinâmico para as Pequenas e Médias Empresas (PME). “O Governo da RAEM empenhar-se-á também em criar um ambiente de negócios mais competitivo, construindo um ecossistema favorável ao desenvolvimento industrial, e continuará a optimizar as diversas medidas de apoio, ajudando as PME na sua reconversão e modernização, para que possam desempenhar um papel mais relevante no novo quadro da diversificação adequada da economia”, vincou a responsável. A secretária considerou ainda que o “Chefe do Executivo tem reiterado que a diversificação adequada da economia é o caminho obrigatório para manter a prosperidade e a estabilidade duradouras de Macau” e que se trata, para a RAEM, de “uma questão de resposta obrigatória” que “deve ser bem concretizada”. Todos envolvidos Na sessão para convidados, Ng Wai Han avisou ainda que “diversas tarefas e objectivos” do plano quinquenal são “uma missão que requer a participação proactiva e o forte apoio de todos os sectores da sociedade, com concentração de esforços e perseverança, bem como paciência a longo prazo e convicção firme para a concretizar”. A secretária também reconheceu que o “trabalho da área da economia e finanças abrange múltiplas vertentes, como o bem-estar da população, o emprego e o ambiente de negócios, estando intimamente ligado aos cidadãos e aos diversos sectores”. Em relação ao Plano Quinquenal, Ng defendeu que reflecte plenamente “a cientificidade” e “a exequibilidade” e que tem objectivos que passam por “promover o desenvolvimento adequado e diversificado da economia” e “alcançar novos progressos”.