Crime | Filho de professora atacada pede contenção

O filho da professora atacada por um aluno com líquido corrosivo pediu à sociedade contenção e que espere pelo fim das investigações antes de tirar conclusões sobre o caso. A posição foi tomada através de uma carta enviada ao jornal Ou Mun, publicada na sexta-feira.

Na publicação, o filho da professora pede à população que “mantenha a racionalidade” sobre os acontecimentos e a motivação do ataque até ao final das investigações da polícia. O homem também revelou que actualmente a mãe não consegue falar, dado que ficou desfigurada devido ao ataque.

O autor da missiva criticou ainda “alguns meios de comunicação social” por veicularem a versão do atacante sobre a agressão, principalmente no que diz respeito ao sentimento de perseguição face à docente. O filho contestou igualmente que alguns meios de comunicação tenham apresentado o depoimento do aluno como “factos objectivos”. No entender do filho da vítima, esta postura levou ao surgimento, nas redes sociais, de “comentários maliciosos” contra a sua progenitora.

O filho reconheceu também que a família atravessa um período difícil, mas que vai fazer tudo para apoiar a vítima.

O ataque aconteceu a 2 de Setembro, na Escola São João de Brito, no primeiro dia do ano lectivo, quando um aluno atacou a professora, à entrada da sala de aulas, com um líquido corrosivo. A agressão terá sido motivada, de acordo com a Polícia Judiciária, com desavenças anteriores entre o aluno e a professora. O suspeito de 18 anos foi detido após o ataque.

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