Tibete | Pequim invoca riscos de segurança para restringir acesso de jornalistas a zona das cheias

O Governo chinês invocou ontem riscos de segurança e a possibilidade de novos “desastres secundários” para justificar as restrições no acesso de jornalistas estrangeiros à zona do Tibete atingida pelas cheias da semana passada.

“Neste momento, as estradas e as comunicações na zona afectada pelo desastre estão cortadas e existem riscos consideráveis de desastres secundários”, afirmou, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun.

O porta-voz acrescentou que as operações de resgate decorrem “de forma intensa e ordenada” e garantiu que as autoridades vão continuar a divulgar informações sobre a situação e as operações de busca.

Guo respondia a uma pergunta sobre as razões pelas quais as autoridades chinesas ainda não permitiram o acesso de órgãos de comunicação social estrangeiros à zona afectada, enquanto jornalistas da imprensa estatal chinesa têm feito reportagens a partir do local.

Após as cheias, as autoridades suspenderam temporariamente a emissão de autorizações para as áreas fronteiriças sujeitas a controlo especial no município de Shigatse, incluindo Gyirong, e pediram às pessoas que já dispunham de autorizações válidas que evitassem deslocações à região.

As autoridades justificaram a medida com os riscos para a população e para as operações de resgate, bem como com a possibilidade de ocorrência de novos desastres.

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