InternacionalNova Iorque | Mamdani reafirma hipótese de deter Netanyahu Hoje Macau - 20 Jul 2026 O autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, voltou a garantir que a sua equipa jurídica continua a estudar se será possível prender o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, no caso do israelita se deslocar à cidade em Setembro para participar na Assembleia Geral da ONU. Numa entrevista ao podcast “The Interview”, do New York Times, Mamdani confirmou que esta questão está a ser activamente debatida internamente, uma promessa que já tinha feito durante a sua campanha eleitoral. Para o autarca, Netanyahu “devia estar em Haia”, por se tratar, na sua opinião, de um criminoso de guerra formalmente acusado pelo Tribunal Penal Internacional. Ao ser confrontado sobre até onde a lei lhe permitiria ir, respondeu que essa é ainda uma discussão em aberto com os seus advogados, deixando claro que não pretende agir à margem da legalidade, ao contrário, sublinhou, do que por vezes se vê acontecer a nível federal. Importa lembrar que o TPI emitiu, em 2024, um mandado de captura contra Netanyahu e outros responsáveis israelitas, por suspeitas de crimes de guerra ligados aos acontecimentos que se seguiram ao ataque do Hamas a 7 de Outubro de 2023. Essa decisão foi criticada tanto por Trump como pelo seu antecessor, Joe Biden. Como os Estados Unidos nunca ratificaram o Estatuto de Roma — o tratado que obriga à detenção de pessoas visadas por este tipo de mandado — o país não é juridicamente obrigado a cumpri-lo, e a administração Trump tem vindo a intensificar os ataques ao tribunal, com o secretário de Estado Marco Rubio a prometer mesmo “desmantelá-lo”. Palco da polémica Conhecido pela sua postura crítica face ao governo israelita, Mamdani já classificou por diversas vezes a guerra em Gaza como um “genocídio”, uma acusação que Israel rejeita categoricamente. Do lado americano, o embaixador junto da ONU, Mike Waltz, desvalorizou as declarações, chamando-lhes “puro teatro político” e recordando que os EUA nem sequer integram o TPI. Já o embaixador israelita na ONU, Danny Danon, garantiu que Netanyahu virá mesmo a Nova Iorque e discursará na Assembleia Geral “com orgulho”, reafirmando o direito de Israel se defender, lembra a CNN Internacional.