Manchete SociedadeBNU assina acordo com Manteigaria, do grupo Portugália Andreia Sofia Silva - 21 Abr 2026 O Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai assinar um protocolo com o grupo Portugália, que detém a marca “Manteigaria”, de produção de pastéis de nata. Recorde-se que a Manteigaria já está em Macau, onde a empresa fez um investimento de dois milhões de euros, e deverá chegar este ano a Hong Kong. “Vamos celebrar um protocolo entre o BNU e a Manteigaria numa lógica de desenvolvimento das suas operações em Macau, Hong Kong e outras cidades da Grande Baía, em que se utiliza Macau como plataforma”, disse Carlos Cid Álvares, CEO do BNU, aos jornalistas. O BNU faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco público português, e Carlos Cid Álvares explicou que, no contexto destes negócios portugueses que procuram a sua expansão, “a CGD estará aí para os apoiar”. “Que venham mais manteigarias, temos todo o gosto em fazer isso”, referindo-se a apoios bancários na expansão da marca. Em relação à visita de Sam Hou Fai a Lisboa e Madrid, Cid Álvares falou na existência de “uma vontade política enorme” para que haja um reforço de relações comerciais. “Esta comitiva de 120 pessoas demonstra isso. Há pessoas do sector público, privado, e acredito que com tantos protocolos a serem assinados, com uma comitiva desta dimensão e com a vinda do Chefe do Executivo, que visita as três principais figuras do Estado português, há uma vontade para que este intercâmbio aconteça, quer em termos de investimento, quer em termos de trading e volume de negócios.” Vistos a melhorar Carlos Cid Álvares defendeu ainda que “empresas dos países de língua portuguesa e latino-americanos terão todo o interesse em vir para Macau, que é completamente ‘friendly’ para os estrangeiros, sendo um dos sítios mais seguros do mundo, com a Ásia para se viajar e um bom sistema de ensino”. Porém, “há coisas a melhorar” para que os negócios floresçam, nomeadamente ao nível “do sistema de vistos de trabalho”. “Tem havido tentativas de melhoria por parte do Governo, para que [o sistema] possa ser menos burocrático e incerto e permita que as famílias dos CEO e CFO se juntem”, rematou. O CEO do BNU lembrou que os negócios de Portugal com Macau não passam apenas pelo vinho. Aliás, “o vinho ocupa uma percentagem ridícula das exportações portuguesas”. “Portugal tem empresas de primeira linha a competir no mercado internacional, sendo os melhores em seis ou sete sectores de actividade. Lembro-me do tomate, azeite, cortiça, café e dos moldes, ou até a pasta de papel. Estão habituadas a competir no mercado internacional e podem acrescentar valor com parcerias com empresas de Macau, num mercado como é o chinês, ou da Grande Baía, com cerca de 80 milhões de consumidores”, exemplificou.