MNE | Sancionado deputado japonês por “cooperar com forças separatistas” de Taiwan

A China anunciou ontem sanções contra o deputado japonês Keiji Furuya, a quem acusa de ter visitado repetidamente Taiwan “apesar da oposição” de Pequim e de “cooperar com forças separatistas” da ilha.

Em comunicado, o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que este comportamento “viola gravemente o princípio de uma só China”, “interfere de forma flagrante” nos seus assuntos internos e “compromete seriamente a sua soberania e integridade territorial”.

Ao abrigo da Lei contra Sanções Estrangeiras, Pequim pode congelar os bens móveis, imóveis e outros activos de Furuya em território chinês, além de recusar-lhe vistos e impedir a sua entrada na China continental, em Hong Kong e em Macau. Organizações e indivíduos chineses ficam também proibidos de realizar qualquer tipo de transação, cooperação ou outras actividades com o deputado japonês.

Durante uma visita a Taipé, a 17 de Março, Furuya, deputado do Partido Liberal Democrático, actualmente no poder no Japão, reuniu-se com o líder taiwanês, William Lai Ching-te. A agência de notícias pública taiwanesa CNA indicou que, durante a visita, entre outras actividades, o político japonês propôs “estabelecer intercâmbios entre as bandas militares do Japão, dos Estados Unidos e de Taiwan”.

Pequim e Tóquio atravessam uma crise diplomática, depois de, no final de 2025, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter admitido a possibilidade de uma intervenção militar em Taiwan em caso de conflito na ilha, por considerar que tal poderia representar uma “ameaça à sobrevivência” do Japão.

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