Defesa | Orçamento a subir 7 por cento

A China anunciou ontem um aumento de 7 por cento no orçamento da Defesa para 2026, mantendo a tendência dos últimos anos, num esforço para reforçar a dissuasão face aos Estados Unidos e a sua posição em disputas regionais.
O valor foi anunciado na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo chinês, que decorre em Pequim.
Segundo os dados divulgados, a China prevê gastar 1,9096 biliões de yuan (cerca de 238 mil milhões de euros) em defesa este ano, um montante que permanece cerca de três vezes inferior ao orçamento militar dos Estados Unidos.
A subida mantém-se em linha com os aumentos registados na última década, que têm oscilado geralmente entre 7 por cento e 8 por cento
ao ano. Em 2025, o orçamento militar chinês aumentou 7,2 por cento.
Analistas indicam que os novos recursos deverão financiar aumentos salariais para militares, exercícios e treinos, manobras militares nas proximidades de Taiwan, o reforço das capacidades de ciberdefesa e a aquisição de equipamento militar mais avançado.
Segundo Song Zhongping, comentador militar e antigo instrutor do Exército chinês, a China pretende manter uma política externa independente, o que exige o reforço das capacidades militares e tecnológicas.
“O país quer uma política externa independente. As nossas capacidades militares e tecnológicas devem acompanhar essa ambição, caso contrário essa política ficará sujeita à coerção ou mesmo à dominação de outros países, nomeadamente dos Estados Unidos”, afirmou.
Apesar do aumento, as despesas militares chinesas continuam relativamente moderadas quando comparadas em percentagem do produto interno bruto (PIB).
A China dispõe actualmente de apenas uma base militar no estrangeiro, situada no Djibuti, e afirma que a sua política de defesa visa exclusivamente proteger a sua soberania territorial, incluindo Taiwan, que considera parte do seu território.

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