Japão pede tratamento justo face à nova tarifa global de 15% dos EUA

O Japão pediu aos Estados Unidos que garantam que o impacto da nova tarifa global de 15 por cento, que deverá entrar agora em vigor, não seja superior ao do acordo comercial bilateral assinado em 2025.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ryosei Akazawa, insistiu, numa conversa telefónica com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que “o tratamento dado ao Japão seja garantido como não menos favorável” do que o previamente acordado, informou o ministério, em comunicado.

O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, declarou em conferência de imprensa que o arquipélago vai estudar “de forma minuciosa” a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que na sexta-feira travou a anterior política comercial da Casa Branca.

Kihara acrescentou que o Japão está a seguir “de perto e com interesse” as ramificações da nova tarifa global sobre o acordo comercial bilateral assinado em Julho. O acordo prevê compromissos de investimento japoneses avaliados em 550 mil milhões de dólares e a redução de 25 por cento para 15 por cento das tarifas sobre produtos japoneses, incluindo automóveis.

Os primeiros projectos anunciados na semana passada, avaliados em 36 mil milhões de dólares, incluem a maior infraestrutura de gás natural no estado de Ohio, no oeste dos EUA, uma instalação de exportação de petróleo bruto e uma unidade de diamantes sintéticos.

Donald anuncia

No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10 por cento para 15 por cento, “com efeito imediato”.

Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”, afirmou o Presidente republicano, acrescentando que “todos os acordos” continuam válidos e que Washington apenas vai “proceder de forma diferente”.

O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10 por cento sobre todos os países, por um período de 150 dias.

Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais de Washington.

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