Comércio entre Brasil e China cresce para valor recorde em 2025

As trocas comerciais entre Brasil e China cresceram 8,2 por cento em termos homólogos, em 2025, para o valor recorde de 171 mil milhões de dólares, segundo dados divulgados ontem pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

A China manteve-se como o principal parceiro comercial do Brasil, superando com larga vantagem os Estados Unidos, com quem o comércio bilateral somou 83 mil milhões de dólares no mesmo período. De acordo com o CEBC, o excedente comercial brasileiro com a China foi de 29,1 mil milhões de dólares, o equivalente a 43 por cento de todo o saldo positivo do país com o mundo.

O crescimento das exportações brasileiras foi impulsionado principalmente pelo sector agropecuário e extractivo. Só a venda de petróleo bruto para a China atingiu o valor de 20 mil milhões de dólares, com um volume recorde de 44 milhões de toneladas – representando 45 por cento de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

As exportações de soja somaram 34,5 mil milhões de dólares, enquanto as de carne bovina cresceram quase 48 por cento, chegando a 8,8 mil milhões de dólares, também um recorde. Em contraste, as vendas de carne de frango e suína caíram 53 por cento e 36 por cento, respectivamente.

Por outro lado

Do lado das importações, destacou-se a aquisição de uma plataforma para a exploração de petróleo no valor de 2,66 mil milhões de dólares. As compras de automóveis híbridos também aumentaram 25 por cento, totalizando 1,87 mil milhões de dólares. Por outro lado, os veículos 100 por cento eléctricos sofreram uma queda de 37 por cento nas importações.

A China foi ainda o principal fornecedor de bens da indústria de transformação para o Brasil, com destaque para fertilizantes, produtos químicos e farmacêuticos, estes últimos com um crescimento de 39 por cento nas compras, impulsionadas especialmente por medicamentos à base de insulina.

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro liderou as exportações para a China pelo terceiro ano consecutivo, com 18,1 mil milhões de dólares, 94 por cento dos quais oriundos da venda de petróleo.

Com os novos dados, a corrente de comércio Brasil – China representou 27,2 por cento de todo o comércio exterior brasileiro em 2025, consolidando a importância da China na balança comercial do país sul-americano.

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