SociedadeGestão de doenças crónicas em Macau vai centrar-se na prevenção Hoje Macau - 2 Jan 2026 O Executivo vai mudar de paradigma da gestão de doenças crónicas em 2026, “transitando do modelo centrado na terapia pós-doença para uma abordagem focada na prevenção e gestão precoce”, indicaram ontem os Serviços de Saúde (SS). A alteração da filosofia na abordagem às doenças crónicas foi apresentada pelo director dos SS, Alvis Lo, durante a reunião plenária do Conselho para os Assuntos Médicos, a que preside. Alvis Lo acrescentou que a mudança de foco é “imprescindível” para “alcançar o objectivo de Cidade Saudável Macau”, assim como a descentralização dos recursos médicos, o aprofundamento do Programa de Comunidade Saudável e o reforço da gestão dinâmica de saúde. Alvis Lo afirmou ter expectativas que, até 2030, as taxas de conhecimento, terapia e controlo das doenças crónicas dos residentes “possam ser totalmente elevadas, de modo a reduzir eficazmente o risco de morte por doenças crónicas”. O responsável máximo do Executivo da área da Saúde realçou também a importância elevar os níveis de rastreios e tratamentos precoces. Quanto à utilização de vales de saúde por residentes, foram atendidas cerca de 34 mil pessoas para medição da pressão arterial ou do peso, “o que contribuiu para elevar a consciencialização do público sobre a prevenção de doenças”, foi indicado. Jogar na defensiva As doenças crónicas são a principal causa de morte e o maior encargo para o sistema de saúde de Macau. A alteração de paradigma anunciada por Alvis Lo conta com alguns programas já existentes. Um deles é o Programa de Rastreio das Doenças Crónicas, que arrancou em meados de Agosto deste ano, abrangendo patologias como hipertensão, diabetes, doenças oncológicas, dislipidemia e obesidade. O programa de rastreio, aberto residentes com mais de 18 anos de idade, abrange também o sector privado através das clínicas aderentes ao programa. Os utentes têm apenas de marcar uma consulta e, de acordo com a recomendação dos médicos, fazer testes ou análises clínicas. Antes do programa ter sido anunciado, o Governo realizou acções de formação para acreditação a 90 médicos de Macau. Destes, cerca de 80 por cento tinham menos de 45 anos e aproximadamente 50 por cento menos de 35 anos. Porém, ontem os representantes dos Serviços de Saúde revelaram que, até ao momento, estão registados no Programa de Rastreio de Doenças Crónicas 70 médicos participantes.