Investigação | Criado prémio para estudos sobre relações sino-portuguesas

O “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China” irá atribuir 25 mil euros por ano e pretende reconhecer as instituições que promovam iniciativas para reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense

A Fundação Jorge Álvares lançou um prémio anual, no valor de 25 mil euros, para incentivar o estudo e a investigação das relações entre Portugal e China, através de Macau, lê-se na página da entidade.

Com o “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China”, pretende também reconhecer-se “instituições que promovam iniciativas relevantes no sentido de reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, refere-se no portal da fundação. “Visa homenagear e contribuir para perpetuar a memória do último governador de Macau, fundador da Fundação Jorge Álvares, seu curador e primeiro presidente, falecido há cerca de um ano”, escreveu na segunda-feira, nas redes sociais, o actual curador, Tiago Vasconcelos.

O prémio vai ser atribuído, de forma alternada, a instituições, em anos pares e a partir de 2026, e a trabalhos de investigação, em anos ímpares, sendo este lançado em 2027.

No primeiro caso, o galardão está aberto a qualquer instituição, nacional ou estrangeira, recompensando “acções relevantes que desenvolvam ou aprofundem o relacionamento entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, nos domínios da cultura e línguas portuguesa, chinesa ou do patuá, da ciência, da educação, da filantropia, entre outros.

Investigação aberta

No que diz respeito aos trabalhos de investigação, o prémio “é aberto a qualquer pessoa sem restrição de ordem académica, nacionalidade ou outra”, e recompensa “a qualidade de estudos e trabalhos escritos num tema, a indicar para cada edição, no âmbito das relações entre Portugal e a China, particularmente através de Macau”. “Da assinatura da declaração conjunta à transferência da administração portuguesa de Macau” é, de acordo com o regulamento, o tema para a primeira edição do prémio na categoria de investigação.

Vasco Joaquim Rocha Vieira nasceu em 16 de Agosto de 1939. Foi Chefe do Estado-Maior do Exército e, por inerência, membro do Conselho da Revolução entre 1976 e 1978.

Desempenhou as funções de ministro da República dos Açores (1986-1991) e em 1991 foi nomeado para Governador de Macau pelo então
Presidente da República português, Mário Soares. Foi o 138º e último governador português de Macau, cargo que ocupou até 1999, quando se processou a transferência do território para a China.

Subscrever
Notifique-me de
guest
1 Comentário
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
jorge
jorge
31 Dez 2025 18:52

Governador Rocha Vieira no período entrega Macau em 1998-1999 uns grupos Funcionários Públicos chineses que nunca são do quadro sem direito aposentação do Fundão Pensões, Polícia judiciária e Fundo Segurança social e outros, pediu injustiças com petição ao governador Rocha Vieira, assim, Governador por humanidade amizades ambos povo e localização dos quadros, legalizou esses Funcionários Públicos chineses, assim, esses funcionários e familiares beneficiaram aposentação quando aposentam.
Mas, infelizmente, Governador tinha tratamento diferente não preocupou os outros Funcionários Públicos que ficaram, assim, esses funcionários sentiram injustiças e discriminação, assim esses prejudicados funcionários e familiares sem garantia quando aposentam.

Um macaense