PJ | Morte de criança em creche sem indícios de crime

A Polícia Judiciária anunciou ontem que não foram encontrados indícios de crime no caso da bebé que foi encontrada morta na Creche Fong Chong, na Taipa. As autoridades garantem que após análises forenses e investigações não foram reunidas provas que apontassem sequer para negligência. O caso seguiu para o Ministério Público

 

No passado dia 19 de Outubro, a tragédia bateu à porta de uma família de Macau, quando a sua filha de quatro meses foi encontrada sem vida enquanto estava na Creche Fong Chong, na Taipa. Quase sete meses depois, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem que não foram encontrados indícios da prática de qualquer crime que tenha levado ao óbito da bebé quando estava à guarda da creche subordinada à Associação de Moradores.

No dia em que as autoridades anunciaram a conclusão da investigação, foi indicado não terem sido encontradas evidências que apontassem para actos intencionais ou negligentes que pudessem colocar em causa a vida ou a integridade física da criança.

As autoridades policiais garantiram ter levado a cabo uma investigação aprofundada, que incluiu análises ao local, entrevistas ao pessoal que trabalhava na creche que, entretanto, fechou portas, e análises forenses. Foram inclusive enviadas para análise laboratorial em Hong Kong amostras de sangue da criança. Os resultados não acusaram qualquer situação anómala ou ingestão de substâncias tóxicas. Também não foram encontrados sinais de asfixia.

O passo seguinte

Durante a conferência de imprensa de ontem, de acordo com o canal chinês da Rádio Macau, quando questionado sobre a causa de morte da criança, a PJ afirmou não pode revelar detalhes que envolvam análises médicas. Porém, a polícia elaborou um relatório forense que acompanhou o envio do caso para o Ministério Público. Recorde-se que a criança foi encontrada sem sinais de vida, quando deveria estar a dormir a sesta.

A Creche Fong Chong da Taipa, subordinada à Associação dos Moradores, uma das principais forças políticas do território, teve como directora Tang Iao Kio e foi estabelecida em Fevereiro de 1962. Disponibilizava o serviço para crianças dos três meses aos três anos, até ter encerrado portas no fim do ano passado.

“Estamos profundamente tristes e lamentamos profundamente o ocorrido. Após fazer uma revisão cuidadosa e profunda [do incidente], e ter em conta múltiplas considerações, a creche decidiu que vai deixar de operar no final de 31 de Dezembro de 2023. Esta foi uma decisão difícil de tomar e não tem como objectivo fugir às responsabilidades ou colocar um fim neste incidente. Pelo contrário, as responsabilidades pelo incidente e os envolvidos devem ser responsabilizados”, indicou o Instituto de Acção Social após a tragédia ter acontecido.

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