Universidade cria curso para melhorar as competências parentais

Uma universidade de Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade da China, lançou ontem um “mini mestrado” em educação familiar para ajudar os pais a exercerem melhor a sua função num ambiente social em “constante mudança”. O programa oferecido pela Universidade Normal do Leste da China consiste em 100 horas de ensino ao longo de quatro meses, combinando o estudo presencial e ‘online’ para a obtenção de um diploma, informou o jornal oficial em língua inglesa China Daily.

O curso aborda questões como a pressão psicológica e a dependência da Internet, segundo a mesma fonte. Até agora, 120 pais com filhos de diferentes idades inscreveram-se no curso, o primeiro programa do género no país asiático.

“A ansiedade dos pais em relação ao estudo dos seus filhos é hoje mais intensa do que nunca”, disse Yan Hanbing, director da Escola de Ensino Aberto e Educação da universidade. “Integramos conhecimentos científicos e baseados na investigação para dizer aos pais como manter a calma e evitar serem apanhados pela maré social em constante evolução”, acrescentou.

Dos 7 aos 77

O programa inclui três cursos básicos sobre relações familiares, psicologia e formação de carácter, bem como mais de 20 disciplinas opcionais para os pais escolherem com base na idade dos seus filhos e nas questões que desejam abordar. “Os pais desempenham diferentes papéis à medida que os seus filhos crescem. São cuidadores, treinadores e conselheiros quando os seus filhos são bebés, alunos e adolescentes”, afirmou o director.

De acordo com os organizadores do curso, os pais não só aprenderão “conceitos de ponta e conhecimentos básicos”, como também terão a oportunidade de “treinar os seus ensinamentos práticos”. “Nunca é demais sublinhar a importância de os pais criarem uma forte ligação emocional com os filhos antes da idade escolar”, afirmou o Professor He Lingfeng, responsável pelo curso de educação do carácter.

Este curso para pais faz parte de um esforço para “promover a aprendizagem ao longo da vida” da população chinesa, tal como foi sublinhado pela imprensa oficial em Março passado, aquando da abertura da Universidade Sénior da China (SUC), uma universidade exclusivamente destinada a pessoas com mais de 50 anos.

“A China exige que as universidades e os centros de formação ofereçam cursos especializados para os idosos”, declarou o ministro da Educação, Huai Jinpeng, durante a inauguração da SUC, acrescentando que o país “incentiva as escolas do ensino básico e secundário a apoiarem estes projectos, cedendo as suas instalações desportivas e culturais”.

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