Poesia | uTUDOpias, primeiro livro de psicólogo Nuno Gomes, apresentado hoje 

Chama-se “uTUDOpias” e é o primeiro livro de poesia do psicólogo Nuno Gomes. A obra, editada pela COD, é hoje apresentada na Livraria Portuguesa às 19h e contém poemas escritos entre 2019 e o ano passado, divididos em cinco capítulos. O autor, para quem escrever funciona como uma catarse, aponta que esta obra “toca em vários pontos que caracterizam a vida humana”

 

São estrofes pessoais ou sobre a vida de todos nós. “uTUDOpias”, primeiro livro de poesia do psicólogo e músico Nuno Gomes, é um exercício constante de palavras sobre os dias de todos nós. E não falta inclusivamente alguns apontamentos autobiográficos: “O que somos? / Perco um braço / Continuo eu / Dou mais um passo, / Só um braço se perdeu”, estrofes do poema que abre o livro, são disso exemplo.

A apresentação de “uTUDOpias”, na Livraria Portuguesa, a partir das 19h, terá música a acompanhar uma sessão de declamação de poesia, com Kelsey Wilhem e Pedro Lagartinho.

Este é, sobretudo, “um livro que procura tocar em vários pontos que caracterizam a vida humana”, contou ao HM Nuno Gomes, que reside no território desde 2010.

O autor confessa que escreve desde criança, mas que nunca ponderou, até agora, publicar os seus escritos. Um reencontro ocasional com uma amiga de longa data, Cláudia Tomé e Silva, que assina o prefácio desta obra, e a partilha de poemas que ambos iam escrevendo foi o mote para esta publicação.

“Encontrámo-nos no Facebook e nunca mais parámos de falar sobre poesia. Partilhamos poemas acerca do mundo e sobre diversas situações, ajudámo-nos mutuamente. Ela lançou o livro ‘Emoções Bárbaras’ no ano passado e eu reparei que tinha uma boa colectânea de poemas e resolvi organizá-los por capítulos.”

Desta forma, as estrofes de “uTUDOpias” organizam-se no capítulo intitulado “No Café”, onde se espelham poemas “com conversas mais banais, onde existe sempre o sentimento”. Segue-se “Justiça”, onde se incluem “poemas sobre situações onde vejo que há alguma injustiça no mundo e na sociedade”.

O terceiro capítulo, “ENTREmitente”, contém escritos sobre “emoções de vários tipos”, enquanto que em “Utopias” se incluem temáticas como o tempo, espaço e viagens. Em “Resoluções”, quinto e último capítulo, Nuno Gomes decidiu depositar “o seu lado de psicólogo”, com “poemas de auto-ajuda e palavras mais bonitas, ou decisões humanas”.

Catarse interior

Nuno Gomes, que já traduziu poesia de Fernando Pessoa para inglês, mostrou ter dificuldade em escolher um único poema desta obra. Mas “Sonhos Bisontes” acabou por surgir no discurso, por ser um poema “com ritmo e que funciona bem com a música” que será apresentada no evento.

A exercer psicologia clínica, mas com diversas actividades, Nuno Gomes encontra na poesia uma espécie de “catarse” para as suas emoções e vivências do dia-a-dia. “Acredito vivamente que a arte é uma ferramenta que os humanos podem usar para ultrapassar diversas situações. O mundo está complicado e todos nós temos os nossos problemas. O simples facto de conseguir expressar algo cá para fora dá-nos alguma liberdade. Eu uso esta ferramenta na música e na escrita”, concluiu.

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