Pequim critica “provocação perigosa” dos EUA após encerramento de consulados

A China criticou hoje os Estados Unidos pelo que definiu de “provocação perigosa” que pode implicar uma “confrontação” no caso do encerramento dos consulados, mas desejou que os dois países “comuniquem de forma racional”.

No decurso de uma conversa com o seu homólogo francês Jean-Yves Le Drian, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, advertiu que as relações sino-norte-americanas se arriscam a “cair nos abismos da confrontação” e apelou à comunidade internacional para evitar “qualquer ato unilateral de hegemónico”, segundo uma transcrição fornecida pelo ministério chinês.

A China assumiu na segunda-feira o controlo do consulado dos Estados Unidos em Chengdu (sudoeste), abandonado pelos diplomatas norte-americanos, em reação ao encerramento por Washington na semana passada do consulado chinês em Houston (Texas), no rescaldo de um episódio diplomático que fez recordar o período da Guerra fria.

“Este perigoso incitamento à confrontação e à divisão por parte dos Estados Unidos é totalmente desligado da realidade, na qual os interesses da China e dos Estados Unidos estão intimamente ligados”, considerou o ministro chinês.

Os dois países devem “procurar comunicar de forma racional” e “nunca permitir que elementos anti-chineses ponham em causa as décadas de trocas e de frutuosa cooperação”, acrescentou.

Os EUA alegaram que o consulado de Houston era um ninho de espiões chineses, que tentaram roubar dados de instalações no Texas, incluindo o sistema médico do Texas A&M e o MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, em Houston. A China definiu as alegações de “calúnia maliciosa”.

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